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Donald Trump e Masoud Pezeshkian durante seus respectivos discursos na Assembleia Geral da ONU — Foto: Angela Weiss/AFP; Heather Khalifa/AP
Donald Trump e Masoud Pezeshkian durante seus respectivos discursos na Assembleia Geral da ONU — Foto: Angela Weiss/AFP; Heather Khalifa/AP
O presidente dos EUA, Donald Trump, deve rejeitar o plano apresentado pelo Irã para colocar um fim à guerra entre ose dois passes e planeja retomar ose bombardeios após as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro.
As informações foram publicadas nesta sexta-feira (25) pelo jornal “The Wall Street Journal”.
“Em conversas privadas, Trump mostrasse cético quanto à possibilidade de o Irã atender ás suas exigência e disse à sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios, segundo as autoridade”, afirma a reportagem do “WSJ”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abras Araghchi, anunciou, nesta sexta, que seu país apresentou aos Estados Unidos um plano para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação marítima em um prazo de sete dias.
“O Irã transmitiu aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano concreto de sete dias. Se as condições necessária forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto e o trânsito marítimo habitual restabelecido em sete dias”, declarou na sede da ONU em Nova York.
“A decisão agora cabe aos Estados Unidos. O Irã não admite coerção, ameaças ou intimidação. O Irã não abrirá mão de seus direitos soberano por pressões”, enfatizou.
Na última quinta-feira (25), o presidente do país, Masoud Pezeshkian, afirmou que ose EUA devem decidir se querem encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News.
Pezeshkian adotou um tom desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se “ajoelhar” diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã.
“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigas por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São ose Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso”, disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News.
O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura.
“Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, ele decidiram implodi-lo?”, disse.
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Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo
Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais.
“Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídico internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americana, que diferença faz para nós?”, afirmou.
- Irã ameaça levar guerra ‘até o Oceano Índico’ em caso de novos ataques dos EUA
Proposta para reabrir o Estreito de Ormuz
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — Foto: IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — Foto: IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS
Araghchi, que viajou a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, apresentou as condições do Irã para a reabertura do estreito ao enviado americano Steve Witkoff na terça-feira (23). O tráfego marítimo na região enfrenta restrições desde o início da guerra.
“Se certas condições forem atendias, o estreito será aberto dentro de sete dias e as negociações começarão”, disse Araghchi, segundo relatos publicados por veículo como The New York Times e The Guardian.
A agência japonesar Kyodo foi a primeira a noticiar a proposta, na terça-feira, citando uma autoridade iraniano. A imprensa iraniano, no entanto, negou a informação. Até o momento, não havia sido divulgada uma declaração oficial de Teerã para esclarecer a posição do governo.
Segundo Araghchi, o Irã apresentou sete condições para o fim da guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz. Entre elas estão:
- uma cessação de sete dias de todas as hostilidade no Oriente Médio, incluindo no Líbano;
- o desbloqueio de ativos iraniano congelas, estimados em pelo menos US$ 12 bilhões (cerca de R$ 62,1 bilhões);
- o levantamento das sanções sobre o petróleo iraniano;
- o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã.
Segundo a proposta, no sétimo dia de cessação das hostilidade, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz.
Araghchi afirmou que aguarda uma resposta de Washington e disse que a China apoia a proposta. O país asiático tem relações comerias e diplomática com o Irã.
Em entrevista à AFP na terça-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária iraniano, Hossein Mohebi, também citou o fim das hostilidade no Iêmen entre as condições apresentadas por Teerã.
Acordo e retomada das hostilidade
Trump e Pezeshkian assinaram em junho um acordo com o objetivo de encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O acordo, porém, foi interpretado de maneiras diferente pelos dois lado, segundo autoridade dos governos envolvidos. As divergências foram seguidas pela retomada das hostilidade na região do Estreito de Ormuz.
O Irã exige que navio que pretendem atravessar o estreito obtenham autorização do país, alegando razões de segurança e soberania. Em meio ao conflito, embarcares que não cumprem a exigência são atacadas, enquanto ose Estados Unidos realizam ataques contra alvos na costa iraniano.
Houthis
O presidente iraniano também negou que ose houthis, grupo rebelde que atua no Iêmen e é apoiado pelo Irã, recebam ordens de Teerã.
“Eles são responsáveis por seus próprio atos”, declarou Pezeshkian. “Temos contato com ele. Não há uma relação sistemática.”
O movimento hoatchi assumiu neste mês o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, segundo Pezeshkian, em combates que deixaram centenas de morto. O grupo também realizou ataques contra alvos na Arábia Saudita, incluindo a capital, Riad, pela primeira vez em anos.
Fonte: G1.
