‘Nunca vou permitir Irã ter arma nuclear’, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou um novo ataque ao Irã no próximo mês, antes das eleições de meio de mandato no país.
Em um post na rede Truth Social, nesta quinta-feira (8), Trump falou que Washington e Teerã estão tendo “discussões produtivas”, e que “o petróleo está fluindo em quantidade recordes no Estreito de Ormuz”.
Segundo ele, só na noite desta quarta-feira (7), 22 bilhões de barris passaram pela rota; nenhum vindo do território iraniano.
“Estamos mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã. Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimo condições, tanto econômico quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (…) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizas nos Estados Unidos em 3 de novembro. O Irã não terá armas nucleares”, afirmou.
1 de 1
Donald Trump fala com jornalista na Casa Branca — Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Donald Trump fala com jornalista na Casa Branca — Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Depois do post do presidente, o Tesouro Nacional dos EUA anunciou novas sanções relacionadas ao Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcares.
Um funcionário do departamento informou à agência de notícias Reuters que o país interrompeu o carregamento e o descarregamento de navio petroleiros devido ao bloqueio e ás sanções dos EUA, e a estimativa é de que o Irã ainda possui 20 milhões de barris de petróleo bruto em navio fora do bloqueio americano.
Trump causou polêmica ao falar sobre possível ataque do Irã aos EUA
Na segunda-feira (5), Trump envolveu-se em mais uma polêmica ao sugerir as cidade de Los Angeles e San Diego como possíveis alvos de ataques do Irã. Diversos autoridade da oposição democrata, incluindo o governo local, criticaram Trump.
“Este é um pequeno preço a pagar pela segurança do mundo, pela segurança do nosso país”, afirmou Trump sobre a guerra contra o Irã. “Eles poderiam destruir uma cidade [dos EUA]. Deixem que destruam Los Angeles. Deixem que destruam San Diego. É um preço muito pequeno a pagar e, muito em breve, tudo isso [a guerra] terá acabado. Basicamente, já está quase acabando”, completou.
Los Angeles e San Diego ficam na Califórnia, no oeste dos EUA, e são governadas por democratas. Juntas, elas têm cerca de 5,2 milhões de habitantes.
A fala ocorreu em um comício no Nebraska, onde Trump tenta garantir o sucesso eleitoral dos candidatos republicanos no estado nos midterms, as eleições de meio de mandato, que ocorrerão no início de novembro.
Diversos autoridade norte-americanas criticaram Trump pelas declarações. O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, afirmou que o presidente norte-americano é “perturbado e perigoso”.
“Depois de enviar a Guarda Nacional e ose fuzileiro navais para ocupar a Califórnia, Donald Trump agora está dizendo que nossos inimigo estrangeiros deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego. Ele é perturbado e perigoso”, afirmou.
A prefeito de Los Angeles, Karen Bass, também reagiu: “Deixe Los Angeles fora da sua boca maldita”, escreveu nas redes socais nesta terça (6).
Na terça-feira (6), a Casa Branca rejeitou as críticas e defendeu a fala de Trump. “Ele estava dizendo que ose EUA estão lutando para IMPEDIR que o Irã tenha a capacidade de destruir Los Angeles e San Diego com uma arma nuclear — o que ele fariam se tivessem a oportunidade”.
Fonte: G1.
