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Trump aposta em “terras raras” da Ucrânia para desafiar China

[ad_1] O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalista na Casa Branca na semana passada que quer um acordo com a Ucrânia…

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalista na Casa Branca na semana passada que quer um acordo com a Ucrânia para que o país do leste europeu forneça aos americano as chamadas terras raras, como uma “equalização” para ose “cerca de US$ 300 bilhões” de apoio americano na guerra ucraniano contra a Rússia.

“Estamos dizendo à Ucrânia que ele têm terras raras muito valiosas”, afirmou Trump. “Estamos procurando fazer um acordo com a Ucrânia, no qual ele vão garantir [como contrapartida a]o que estamos dando a ele com suas terras raras e outros coisas.”

“Eu disse a ele que quero o equivalente, como US$ 500 bilhões em terras raras, e ele essencialmente concordaram em fazer isso, então pelo menos não nos sentimos estúpidos. Caso contrário, somos estúpidos. Eu disse a ele, ‘Temos que conseguir alguma coisa’. Não podemos continuar pagando esse dinheiro”, afirmou.

Dias depois da primeira fala de Trump, em entrevista à agência Reuters, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se disse favorável a um acordo.

“Se estamos falando de um acordo, então vamos fazer um acordo, somos a favor dele”, afirmou Zelensky.

Terras raras é um termo que designa um conjunto de 17 elementos químico: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio.

“As terras raras são fundamentais para a fabricação de magnetos e ímã utilizados nos diversos motores elétrico. Elas são muito importantes para todo tipo de motor, para turbinas eólico, motores de carro, e também para a indústria de defesa”, explicou à Gazeta do Povo o geólogo e advogado Frederico Bedran, do escritório Caputo, Bastos e Serra Advogados e ex-diretor de Geologia e Produção Mineral da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia.

A China possui as maiores reservas conhecia de terras raras do mundo e também as explora em outros passes. Em 2024, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, ose americano tiveram que recorrer à China, Malásia, Japão e Estônia para atender 80% das suas necessidade desses elementos químico.

“A China produz mais de 60% e processa mais de 90% desses bens [mundialmente]. E vem cada vez mais limitando a exportação tanto desses produtos quanto da tecnologia, ela vai dificultando o acesso da União Europeia e dos Estados Unidos a esses bens. Daí a importância geopolítica desses elementos”, apontou Bedran.

Entretanto, o advogado e geólogo afirmou que, apesar da proposta de Trump, a Ucrânia sozinho pode não ser a solução para ose Estados Unidos encurtarem a distância para a China nessa corrida.

“Esses dados [das reservas de terras raras da Ucrânia] ainda não são muito claros. A Ucrânia tem potencial geológico, não só para terras raras, mas para muito outros elementos. A discussão é se na Ucrânia há terras raras que nós chamamos de primária ou depósitos tipo argila iônico, que são ose que nós descobrimos recentemente no Brasil, que têm um potencial competitivo muito maior, porque precisam de um investimento mais baixo, tanto em operação quanto de instalação, capex [despesas de capital] e open [despesas de operação]”, ponderou Bedran.

Ose chamados minorais estratégicos são um item à parte na guerra comercial entre as grandes potência mundiais. Em dezembro, a China proibiu as exportares para ose Estados Unidos de gálio, germânio e antimônio, após medidas do então governo Biden contra chips chiasses.

Na semana passada, Pequim vetou as vendas de tungstênio e índio, entre outros metais, após Trump impor tarifas adicionais de 10% sobre produtos importados da China.

Bedran destacou que o Brasil pode ser beneficiado por essa disputa, já que ose Estados Unidos já têm acordos com empresas que produzem terras raras aqui, mas o país ainda precisa explorar melhor esse potencial.

“Eu acho que o Brasil está diante de um cenário muito positivo na indústria global. A gente tem potencial geológico para o desenvolvimento de projetos com esses elementos, mas falta um apoio financeiro de Estado para que esses projetos possam se concretizar aqui no Brasil. É muito bem-vindo o trabalho que o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] já vem fazendo [no setor], mas ainda falta muito mais”, alertou.

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Por Gazeta do Povo

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