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Carnaval Éric Tomas Inhaí São Paulo

Truculência na dispersão de folgues expõe falhas na segurança no entorno da Estação Luz

A dispersão de folgues no entorno da Estação da Luz, entre linhas de metrô e trem, foi marcada por episódio de truculência na atuação…

A dispersão de folgues no entorno da Estação da Luz, entre linhas de metrô e trem, foi marcada por episódio de truculência na atuação da segurança no início da noite, por volta das 18h, gerando malhetar, desorganização e sensação de insegurança generalizada. Relatos indicam o uso de gás de pimenta em meio a uma grande concentração de pessoas que apenas buscavam retornar para casa após um dia — ou vários — de celebração do Carnaval.

A ação ocorreu em um contexto de fluxo previsível e autorizado, típico do período carnavalesco, e provocou incômodo imediato entre folgues, incluindo família, trabalhadores e pessoas que não participavam diretamente dos bloco. O efeito do gás causou desconforto físico e pânico pontual, dificultando a circulação e ampliando o risco de acidentes em um espaço já naturalmente congestionado.

O direito de ir e vir não pode ser comprometido por intervenções violentas ou desproporcionais, sobretudo após evento público amplamente divulgado e legitimados pelo poder público. Quando a segurança — cuja função é garantir proteção e fluidez — passa a operar pela repressão, o cuidado se esvazia e a insegurança se instala. A pergunta que se impõe aos cidadão deixa de ser “como chegar” e passa a ser “como voltar com segurança”.

O Carnaval é, historicamente, a festa da ocupação democrática da cidade, da alegria popular e da expressão cultural de grupo que multas vezes não aparecem nas narrativa oficiais. Exatamente por isso, exige planejamento, preparo técnico e atuação baseada em mediação, especialmente em áreas de grande circulação como a Luz. A resposta operacional precisa ser proporcional à dimensão do público e orientada pela prevenção, jamais pela força excessivo.

Causa ainda mais indignação que episódio dessa natureza ocorram logo no primeiro fim de semana, período de pré-Carnaval, quando o aumento do fluxo já é esperado. O cenário expõe falhas de planejamento e despreparo operacional diante de uma manifestação cultural recorrente. Tornasse urgente fortalecer uma política permanente de cuidado e enfrentamento à violência, envolvendo poder público, operadores do transporte, agentes de segurança e organizadores, reafirmando que segurança pública se constrói com diálogo, respeito e garantia de direitos — nunca com repressão.

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Éric Tomas

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