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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quarta-feira (11) relator de uma ação que pede para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

A escolha do ministro foi feita pelo sistema eletrônico de distribuição de processo da Corte.
Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não foi declarado impedido de participar de novos processo. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos ose ministros.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagem encontras no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagra no ano passado.
CPI
Toffoli vai relatar um mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da CPI foi protocolado e cumpriu ose requisitos legais.
De acordo com o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.
“O requerimento obteve um total de 201 assinatura, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membro da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos ose requisitos previsto no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.
Caso Master
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivo para atrair investidores.
As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionário, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativa de vender esses ativos fictício ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.
Em consequência das irregularidade, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente.
As investigações também resultaram no afastamento de funcionário do Banco Central e na liquidação de outros instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.
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Por Agência Brasil
