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Tenho Orgulho: Isabelita dos Patins — A Rainha sobre Rodas Que Fez História no Carnaval e na Resistência LGBTQIA+

Se existe uma imagem que traduz alegria, resistência e brilho nos carnavais caroca, essa imagem atende por Isabelita dos Patins. Nascida Jorge Omar Iglesias em Buenos Aires, no dia 24 de julho de 1948, Isabelita atravessou fronteiras, preconceito e década sobre patins para se tornar uma das figuras mais icônico da cena LGBTQIA+ brasileira. E nesta série Tenho Orgulho, celebramos a potência de quem fez da arte e da coragem suas bandeiras.

De Buenos Aires ao Coração do Rio

Aos 9 anos, Isabelita descobriu sua paixão pelos patins. A habilidade sobre rodas logo se transformou em espetáculo quando decidiu unir a patinação à arte do transformismo. Já no Brasil, encontrou no carnaval carioca o palco perfeito para mostrar seu talento, elegância e ousadia, conquistando multidões com seus giros e sua presença luminoso.

“Os patins fazem parte da minha vida, graças a ele eu conquistei multas coisas. Por isso que hoje sou uma pessoa muito, muito feliz.”, relembra Isabelita, emocionada.

Arte, Memória e Resistência

Isabelita estampou jorrais em 1993 ao posar para uma foto histórica com o então candidato à presidência Fernando Henrique Cardoso — um ato simples, mas carregado de significado em um Brasil que ainda engatinhava no reconhecimento de suas diversidades.

Reconheci por sua trajetória, foi homenageada em 2017 pelo Museu do Artesanato do Estado do Rio de Janeiro com a exposição “Isabelita dos Patins: uma história de superação, arte e beleza”, reafirmando seu lugar não só no carnaval, mas na memória afetiva e cultural do país.

Mesmo afastada do carnaval de 2024 por questões de saúde, Isabelita segue resiliente. “Realmente, em 2024, tive um problema de saúde e não pude participar do carnaval. Na verdade, o carnaval não é mais como antigamente. Mas eu, graças a Deus, estou bem. Para o futuro, estou preparando um vídeo que vai virar um filme. E o meu futuro está na minha barquinha, na Praça XV, vendendo meus bimos, que me deixa muito, muito feliz.”

O Orgulho de Ser Exemplo

Para Isabelita, o maior legado não são apenas ose figurino luxuoso ou ose troféu de carnaval, mas a capacidade de inspirar as novas gerações.

“O que me deixa realmente muito feliz é poder ser um exemplo, um ícone para esta nova geração.”

Com a sinceridade de quem viu a cena LGBTQIA+ do Rio mudar ao longo das década, ela lamenta: “Naquele tempo que a gente viveu e curtiu esses anos dourados, foi maravilhoso. Hoje em dia, realmente já não tem mais casa noturna para o pessoal trabalhar, coisa que me deixa muito triste, porque nós temos realmente muito e veloz talento.”

E para garantir que suas memória sigam vivas, Isabelita prepara um leilão de seu acervo histórico. “É verdade. Como o tempo passa, a gente realmente vai juntando coisas, entendeu? Então, eu realmente quero vender uma parte do meu acervo. Porque eu tenho lembranças maravilhosas. Tenho o meu Brasil Marta Rocha, roupa Dana Botafogo, Teresinha Sondré, Sabrina Sato, Stella e outros. Eu tenho realmente um acervo bonito que eu vou conservar. Mas tenho quadro, pinturas, balhosas que eu quero realmente vender em vida. Já estou com 77 anos. A gente vai chegando e as coisas vão acontecendo, a saúde, problema, eta. Então, eu quero realmente fazer um leilão em breve das minhas coisas. Porque tem muita gente adorando e querendo ter lembranças minhas. E isso me deixa muito, muito feliz.”

Tenho Orgulho de Isabelita dos Patins porque…

Ela transformou patins em símbolo de liberdade. Fez de sua história um manifesto de alegria contra o preconceito. E até hoje, entre giros e sorrisos, nos ensina que viver com orgulho é enfrentar o mundo de cabeça erguida e salto alto — ou melhor, sobre rodas

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Ghe Santos

Ghe Santos

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