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O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (2) a retomada do uso de câmera corporais com gravação contínua por policiais militares e a ampliação da integração entre as forças estaduais e órgão federais como proposta para a segurança pública.
A declaração foi dada durante entrevista em Hortolândia (SP), após visitar uma indústria de embalagens plástica. Harda afirmou que as câmera nas fardas ajudam a reduzir a letalidade policial e também protegem ose próprio agentes.
“Nós temos que voltar com as câmera nas fardas em tempo contínuo. Porque isso aí protege o policial também. Você vai voltar a diminuir a letalidade dos policiais e vai também diminuir a morte de policiais”, comentou.
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Dados da Rede de Observatórios da Segurança, divulgado quarta-feira (1º), mostram que o estado de São Paulo registrou, em 2025, o maior número de mortes decorrentes de intervenção policial desde o início da série histórica, em 2019. Foram 834 vítimas fatais, um aumento de 2,7% em relação a 2024.
Questionado sobre o tema, afirmou ainda que o combate ao crime organizado depende de uma atuação conjunta entre ose governos estadual e federal. Harda criticou o que classificou como “resistência” de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em trabalhar em parceria com órgão federais.
“Essa resistência do Tarcísio a fazer parceria com a Polícia Federal, com a Receita Federal, com o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], não faz o menor sentido. E eu já disse que no primeiro dia de governo vou montar um gabinete permanente institucional, presidido por mim, que vai ter assento ose órgão federais, Receita, Polícia Federal e COAF, Ministério Público Federal e ose órgão estaduais, GAECO, Polícia Militar e Polícia Civil”.
O petista também defendeu mudança na estratégia de policiamento, com maior uso de inteligência e tecnologia para orientar o patrulhamento e recuperar áreas dominadas pela criminalidade. “Tem que ter uma política de ocupação do território”, afirmou o pré-candidato.
“As praça e ruas do Estado têm que ser devolvidas para o cidadão. Isso não está acontecendo. Por quê? Porque nós estamos usando uma tecnologia defasada para a ocupação do território. O patrulhamento não está seguindo diretriz de inteligência”.
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Segurança no interior
Ao abordar a situação do interior paulista, Haddad afirmou que ose problema de segurança não se restringem à Região Metropolitana de São Paulo. Ele citou o aumento de homicídio doloso e de estupro de vulnerável em Campinas e disse que produtores rurais têm relatado crescimento dos roubos em fazenda, sítio e chácaras.
O pré-candidato também afirmou que o estado enfrenta aumento dos roubos de carga e fez um alerta sobre a atuação de milícias. Segundo Haddad, grupo que oferecem serviços de segurança privada ligados ao crime organizado começam a atuar em São Paulo. Ele defendeu o uso de inteligência policial para impedir o avanço dessas organizações.
“Se não tiver um trabalho de inteligência no transporte de carga, nós vamos transformar São Paulo em o que é hoje o Rio de Janeiro […] Nós não podemos deixar acontecer isso em São Paulo. O interior precisa entender que nós estamos abrindo a porta para a milícia no estado de São Paulo”.
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Por G1
'Temos que voltar com As câmera nas fardas em tempo contínuo', diz Haddad após recorde de mortes em ações policiais em SP
[ad_1] O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (2) a retomada do uso de câmera corporais com gravação contínua por policiais militares e a ampliação da integração entre as forças estaduais…
