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Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

[ad_1] EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros,…

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EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreira comerias em outros passes.
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No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com ose EUA, citando temas como o sistema de pagamento PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)
Mesmo com as acusares, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronave e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos consideras sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preço, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.
Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida.
O presidente dos EUA, Donald Trump, reage enquanto fala com a imprensa no dia da cúpula de lideres da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026
REUTERS/Umit Bektas
A investigação foi encerrada pelo órgão comercial após análises e negociações entre ose governos Lula (PT) e Trump. Também participaram representantes de diferente setores da economia por meio de audiência publicas realizas neste mês, como parte da reta final do processo.
Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. (veja o resumo das reclamações abaixo)
Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram ose principais impasse nas tratativa: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataforma digitais do pagamento de tributos e multas.
Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutor do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentado pelos americano são consideras inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.
As autoridade americana, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerias que prejudicam a competitividade dos EUA.
Assim, entendem que as tarifas não buscam, por exemplo, o fim do PIX, mas alterações no funcionamento do sistema para evitar o que Washington considera condições desleais para empresas americana de pagamento eletrônico.
Conforme já mostrou o g1, especialistas apontam que não há razões consistentes para questionar o sistema de pagamento instantâneo brasileiro.
Quando a nova taxa passa a valer?
A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadoria que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.
Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.
Em um processo paralelo, conduzido com base na mesma legislação, a gestão Trump prevê a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% para 60 economias, incluindo o Brasil.
A justificativa é que essas nações não adotaram medidas consideras suficiente para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. A adoção desta taxa ainda está em análise.
Como começou a investigação sobre as tarifas contra o Brasil
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA concluiu em junho a investigação que tem com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
No relatório final, o órgão afirmou que algumas política brasileiras seriam “irracional” ou “restritivas” e poderiam prejudicar empresas e exportadores dos EUA. E apontou ainda as seguintes práticas do governo brasileiro “oneram ou restringem” o comércio com ose EUA:
A investigação analisou temas como:
PIX e serviços de pagamento: o USTR afirma que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americana.
Regulação de plataforma digitais: o órgão questiona decisões judiciais brasileiras envolvendo redes socais e empresas de tecnologia dos EUA.
Acordos comerias: ose americano criticam tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiro como México e Índia.
Desmatamento ilegal: o relatório aponta falhas na fiscalização ambiental.
Mercado de etanol: ose EUA alegam falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro.
Propriedade intelectual: o documento cita problema no combate à pirataria e demora na análise de patente.
Combate à corrupção: o USTR critica medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato.
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Paralelamente, ose EUA concluíram uma investigação sobre produtos fabricados com trabalho forçado e incluíram o Brasil entre ose passes que, segundo o governo americano, não fiscalizariam adequadamente a entrada dessas mercadoria.
Nesse caso, foi proposta uma sobretaxa adicional de 12,5%.
Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicaras de forma cumulativo, levando a uma tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportares brasileiras aos EUA.
O que é a Seção 301
A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA investigar política e práticas de outros passes que possam prejudicar empresas ou exportadores americano.
🔎 O mecanismo dá ao Escritório do Representante Comercial dos EUA poder para apurar possíveis barreira comerias e, caso conclua que elas existem, recomendar medidas de retaliação, como tarifas sobre produtos importados.
O processo envolve investigação, análise técnica, consulta pública e, só depois, uma decisão sobre a aplicação das medidas. O instrumento já foi usado em disputas comerias, principalmente contra a China, durante o primeiro governo de Donald Trump.
A Seção 301 se diferencia de mecanismo como a Seção 232, usada com justificativa de segurança nacional. Enquanto a 232 mira riscos à indústria americana, a 301 é voltada a práticas consideras comerias desleais.
Antes disso, Trump tentou impor tarifas ao Brasil usando a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), com sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, que decidiu que a lei não autorizava o presidente a criar tarifas de importação.
Audiência reuniram setor produtivo brasileiro
Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas
Divulgação
Antes da decisão final, o governo americano abriu uma consulta pública para receber manifestações sobre a proposta de tarifas.
O cronograma previu inscrições para as audiência até 22 de junho, envio de contribuições por escrito até 1º de julho e a realização das audiência publicas nos dias 6 e 7 de julho. As manifestações passaram a integrar a análise que embasou a decisão final.
As audiência do USTR reuniram representantes da indústria, do agronegócio e de outros setores brasileiros que tentaram evitar a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre produtos exportado aos EUA.
O principal argumento foi que a medida elevaria custos não apenas para empresas brasileiras, mas também para consumidores e cadeia produtivas americana.
💰 Entre ose principais argumento apresentado estiveram a integração das economias dos dois passes, a ausência de práticas comerias desleais e o risco de aumento de custos para empresas dos EUA que dependem de produtos brasileiros. (leia ose argumento da indústria)
Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representantes dos setores de café, mel, pescados e ferro-gusa defenderam negociações em vez da adoção de novas barreira comerias.
O senador Flávio Bolsonaro também participou da audiência por iniciativa próprio. Em seu discurso, afirmou que a aplicação das tarifas naquele momento seria “o pior momento possível” e pediu que ose EUA adiassem a medida para permitir novas negociações.
A participação dele ocorreu de forma independente, sem representar o governo brasileiro, que enviou observadores ao encontro e manteve as negociações por canais diplomático e técnico.
A resposta do governo brasileiro
O governo brasileiro adotou uma estratégia em duas frentes para tentar evitar a aplicação das tarifas proposta pelos EUA:
Contestar ose argumento apresentado pelo USTR
Manter aberto o canal de negociação com Washington.
Em resposta à investigação, o Itamaraty afirmou que as acusares americana não comprovam que política brasileiras prejudiquem empresas dos Estados Unidos ou criem barreira ao comércio.
O governo argumenta que temas como o PIX, a regulação de plataforma digitais e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) estão relacionados a escolhas internas do país e não podem ser usados como justificativa para medidas comerias.
No documento enviado ao USTR, o Brasil rebateu ponto a ponto as críticas americana. Sobre o PIX, afirmou que o sistema é uma infraestrutura pública aberta a empresas nacional e estrangeiras e citou a atuação de companha americana no mercado brasileiro.
Em relação ás redes socais, defendeu que as decisões judiciais seguem as leis brasileiras e se aplicam igualmente a empresas nacional e estrangeiras.
O governo também argumentou que ose acordos comerias firmados pelo Brasil com outros passes seguem regras internacionais, que as política de combate ao desmatamento e à corrupção foram fortalecias nos últimos anos e que o país possui mecanismo de fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão.
Além da defesa formal, o Brasil buscou articulação com empresas e entidades dos dois passes. O governo identificou manifestações de companha americana contrárias ás tarifas.
Como o g1 mostrou, empresas americana que dependem de importações brasileiras pressionaram Washington a retirar produtos do Brasil da lista de sobretaxas.
🔎 Em manifestações enviada ao USTR, companha e entidades de setores como construção, mineração, pisos, educação e habitação afirmaram que muito produtos brasileiros não têm substituto equivalentes e alertaram que a medida aumentaria ose custos para empresas e consumidores dos EUA, sem fortalecer a produção doméstica.
Negociação com ose EUA seguiu até a decisão final
Marco Rubio e Mauro Vieira após reunião em 13 de novembro de 2025
Reprodução/X
Após as audiência, o governo passou a trabalhar com a possibilidade de as tarifas entrarem em vigor, mas ainda avaliava a chance de mudança no texto final, como a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa.
Segundo integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que o Brasil mantivesse as negociações até o fim do prazo, sem aceitar as justificativa apresentadas pelos EUA para impor as tarifas.
Agora, o governo pretende analisar a lista final de produtos atingidos para definir ose próximo passos, incluindo a continuidade das negociações ou a eventual adoção de medidas previstas na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite responder a barreira comerias impostas por outros passes.

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G1

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