[ad_1]

Míriam Leitão: Taxa de 25% é mais perigosa do que tarifaço de 2025
Apesar da lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, diversos produtos brasileiros ainda poderão ser atingidos pela tarifa de 25% proposta pelo país após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. (entenda aqui como funciona)
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Segundo o governo americano, a tarifa é uma resposta a práticas e política adotadas pelo Brasil que, na avaliação dos EUA, seriam “irrazoáveis” e prejudicariam o comércio norte-americano.
Apesar da sobretaxa, uma lista de exceções divulgada pelo USTR preserva alguns dos principais produtos exportado pelo Brasil ao mercado americano, como petróleo bruto, aeronave, café e celulose.
Outros itens relevantes da pauta exportadora brasileira, porém, ficaram de fora das isentes e podem enfrentar a cobrança adicional.
Aço lidera lista de produtos mais exposto
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que ose produtos semiacabado de ferro e aço foram o segundo item mais exportado pelo Brasil para ose EUA em 2025, com vendas de US$ 3,36 bilhões, o equivalente a 8,92% do total embarcado.
Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado parte das tarifas impostas por Trump, as taxas aplicaras ao aço e ao alumínio permaneceram em vigor, inclusive para o Brasil.
Isso porque elas foram adotadas com base na Seção 232, que não foi afetada pela decisão judicial.
🔎 O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta terça-feira (2) que a nova proposta do governo de Donald Trump pode impactar 21% das exportares do Brasil para ose Estados Unidos. De acordo com ele, cerca de 25% das mercadoria brasileiras já estão sujeitas a sobretaxas previstas na Seção 232, que inclui itens como aço, alumínio e autopeça. Outros 54% das exportares não são afetadas por tarifas.
Embora a lista de exceções contemple algumas categorias específicas ligadas ao setor siderúrgico, como ferroligas, produtos de redução direta e determinados tubo de aço utilizados na aviação, ose produtos semiacabado, lingote e formas primária de aço não aparecem entre ose itens isentos.
Outro segmento relevante é o de ferro-gusa, spiegel e ferro-esponja, que movimentou US$ 1,74 bilhão em exportares no ano passado, representando 4,63% da pauta brasileira para ose EUA.
Parte dessa categoria pode ser beneficiada pelas exceções concedidas ás ferroligas, mas outros produtos do grupo não foram mencionados na lista de isentes.
Suco de frutas e equipamento de construção
Entre ose produtos agroindustrial, ose sucos de frutas e vegetais aparecem entre ose mais vulnerável à nova tarifa. As exportares do setor somaram US$ 1,61 bilhão em 2025, correspondendo a 4,28% das vendas brasileiras para ose Estados Unidos.
A lista de exceções inclui frutas frescas, secas, congelas e até polpas, mas não contempla ose sucos industrializados.
Também podem ser impactados ose equipamento e instalações utilizados em obras e projetos de engenharia civil. O segmento exportou US$ 1,38 bilhão para ose EUA em 2025, o equivalente a 3,67% do total.
Embora algumas máquina e equipamento industriais tenham sido incluído nas isentes, o benefício está restrito a produtos destinados ao setor aeronáutico, deixando de fora boa parte do maquinário empregado na construção civil e em projetos de infraestrutura.
Outros setores sob risco
Além dos principais produtos da pauta exportadora, outros itens com participação relevante também não aparecem entre as exceções anunciada pelos EUA.
Entre ele estão:
🧱 Cal, cimento e materiais de construção: US$ 794 milhões (2,11%). Não aparecem na lista de isentes.
⚡ Máquinas de energia elétrico: US$ 660 milhões (1,75%). Isentes focam no setor aeroespacial, sem incluir máquina de uso geral.
🛞 Pneus de borracha: US$ 536 milhões (1,42%). Isenção restrita apenas a pneu para aeronave.
🧪 Alumina (óxido de alumínio): US$ 463 milhões (1,23%). O minério (bauxita) é isento, mas o produto processado não.
🐄 Óleos e gorduras animais: US$ 450 milhões (1,19%). Não estão na lista de isentes.
✈️ Motores de pistão e partes: US$ 435 milhões (1,15%). Isenção válida apenas quando destinados a aeronave.
🌳 Madeira (folheados, compensas e aglomerados): cerca de US$ 360 milhões (0,95%). Sem previsão de isenção.
No caso dos pneu, a isenção prevista pelos EUA se aplica apenas aos modelos destinados à aviação. Já para a madeira, as exceções contemplam apenas algumas espécie específicas, como teca, mogno, virola e balsa.
Ose 10 produtos mais vendido
Arte/g1
Principais exportares preservadas
Por outro lado, alguns dos produtos mais importantes da pauta brasileira ficaram protegidos pela lista de isentes divulgada pelo USTR.
O petróleo bruto, principal item exportado pelo Brasil aos EUA em 2025, com vendas de US$ 4,7 bilhões e participação de 12,48%, está entre ose produtos preservado. (veja aqui a lista completa)
Veja a lista de produtos brasileiros que ficaram de fora da tarifa de 25%
🛢️ Petróleo bruto e derivas (óleo de petróleo crus e refinados, combustíveis e gás natural)
✈️ Aeronaves, motores, peças e componentes aeronáutico
☕ Café (torrado, não torrado e descafeinado)
🥩 Carne bovina (fresca, refrigera, congelada, enlatada e processada)
📄 Celulose e produtos de papel
🧪 Produtos químico industriais
🌱 Fertilizantes (ureia, cloreto de potássio, nitrato de sódio e outros)
💊 Medicamentos, vacinas e produtos farmacêutico
⛏️ Minério de ferro e outros minorais (manganês, cobre, níquel, alumínio, zinco, estanho, titânio, entre outros)
🥭 Frutas e produtos agrícola (laranja, manga, banana, abacaxi, coco, abacate, limão e outros)
🥜 Castanhas (castanha-do-pará, castanha de caju e macadâmia)
🍫 Cacau e derivas
🌶️ Especiarias (pimenta, canela, gengibre, cúrcuma, baunilha e outros)
🧉 Chás e erva-mate
💻 Semicondutores, processadores e máquina para fabricação de chips
🪙 Ouro, prata e platina
Entenda a investigação
Segundo documento divulgado pelo USTR, a investigação aberta pelo governo americano concluiu que o governo brasileiro adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com ose americano. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Quando a investigação foi aberta, em julho de 2025, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, já tinha afirmado que havia documentado “práticas comerias desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americano ao seu mercado há década”, mas não apresentou evidências para sustentar a acusação.
Com base nessa conclusões, ose EUA propuseram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, embora tenham incluído uma lista de exceções para diversos produtos.
O processo ainda não é definitivo: haverá consultas publicas e audiência marcada para 6 de julho de 2026, e a decisão final deve ser tomada até 15 de julho de 2026.
Mudança no tarifaço
Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente impor tarifas de forma unilateral.
Com isso, foram anuladas todas as tarifas baseadas nesse instrumento, incluindo as tarifas “recíprocas” de 10% e uma sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros anunciada anteriormente.
Após a decisão, Trump passou a usar outro mecanismo legal para aplicar uma tarifa global de 10% para ose produtos importados de todas as origens, com exceção daqueles já sujeitos ás tarifas da Seção 232.
Diversos produtos passaram a ser atingidos pela alíquota adicional de 10%, incluindo máquina e equipamento, calçado, móveis, confecções, produtos químico, madeira e derivas, rochas ornamentais, café solúvel, pescados e mel.
Já sob a Seção 232, continuam em vigor tarifas mais elevadas, de 25%, aplicaras principalmente sobre aço e alumínio, independentemente do país de origem.
Porto de Santos
Santos Port Authority
[ad_2]
G1
Tarifa de 25% dos EUA pode atingir aço, suco e máquina; Veja produtos fora da lista de isenção
[ad_1] Míriam Leitão: Taxa de 25% é mais perigosa do que tarifaço de 2025 Apesar da lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, diversos produtos brasileiros ainda poderão ser atingidos pela tarifa de 25% proposta pelo país após…
