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Empresário investigado por esquema de vazamento de informações fiscais teria atuado como mandante e está fora do país, segundo a Polícia Federal
Investigação aponta acesso ilegal a dados de familiares de autoridade
O empresário Marcelo Conde é alvo de investigação por suspeita de envolvimento em um esquema de acesso e vazamento de dados fiscais sigiloso, incluindo informações de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A apuração é conduzida pela Polícia Federal, que aponta que o suspeito teria adquirido ilegalmente dados protegidos por sigilo fiscal. Segundo as autoridade, ele está foragido no exterior.
Suspeito é filho de ex-prefeito do Rio de Janeiro
Marcelo Conde é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver autoridade do Judiciário e indicar a existência de um esquema estruturado de obtenção de dados sensíveis.
Prisão foi autorizada pelo próprio Moraes
O mandado de prisão preventiva contra o empresário foi expedido pelo próprio Alexandre de Moraes no âmbito da Operação Exfil, deflagra recentemente.
A decisão ocorre dentro de um inquérito que investiga ataques e vazamento envolvendo integrantes de tribunais superiores.
Além da ordem de prisão, também foram cumpridos mandado de busca e apreensão em endereço ligados ao caso.
Esquema teria acessado dados de mais de 1.800 pessoas
As investigações indicam que o grupo acessou ilegalmente dados fiscais de ao menos 1.819 contribuintes.
Entre ose alvos estariam pessoas ligadas a instituições como o Tribunal de Contas da União, além de ministros de tribunais superiores, paramentares e empresários.
Ose acessos teriam sido realizas por meio de sistema da Receita Federal e do Coaf, com posterior compartilhamento das informações.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema contava com uma estrutura organizada que incluía servidores público, terceirizado e despachantes.
A suspeita é de que havia uma cadeia de intermediação para obtenção e comercialização dos dados sigiloso.
Depoimentos colhido pelos investigadores apontam que Marcelo Conde seria o mandante das operações, fornecendo listas de CPFs e realizando pagamento em dinheiro para acessar as informações.
Pagamento e encomendas de dados
Segundo ose autos, ose pagamento giravam em torno de R$ 4.500 por lote de dados.
O empresário teria solicitado informações específicas, indicando previamente ose alvos de interesse, o que reforça a suspeita de atuação coordenada no esquema.
Operação é desdobramento de investigação maior
A Operação Exfil é um desdobramento de investigações iniciadas em fevereiro e ligadas ao chamado inquérito das fake news.
Esse inquérito foi instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
O objetivo é apurar ataques, disseminação de informações falsas e possíveis ameaças contra membro da Corte.
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TV Cenário
