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‘Sol da Meia-Noite’: cidade do Alasca ficará 84 dias na claridade, sem noite; fenômeno prova (mais uma vez) que Terra é redonda

[ad_1] Sol da Meia-Noite: cidade do Alasca ficará 84 dias sem escuridão à noite Em Utqiagvik, no extremo norte do Alasca, o Sol só vai se pôr em 2 de agosto, daqui a quase 3 meses. Até lá,…

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Sol da Meia-Noite: cidade do Alasca ficará 84 dias sem escuridão à noite
Em Utqiagvik, no extremo norte do Alasca, o Sol só vai se pôr em 2 de agosto, daqui a quase 3 meses. Até lá, mesmo que algum dos quase 5 mil moradores da cidade decida dormir só ás 4h da manhã, precisará fechar muito bem as cortina se quiser descansar no escuro.
Esse fenômeno anual de claridade constante, apelidado de “Sol da meia-noite”, começou neste domingo (10) e durará 84 dias. Quem aplaude o pôr-do-sol, portanto, ficará um bom tempo impossibilitado de cumprir o ritual nesta cidade.
Em outros regiões entre o Círculo Polar Ártico e o Polo Norte, o período pode ser menor, devido ás diferente latitude.
🌎Por que isso ocorre?
A explicação para o Sol ficar tanto tempo sem se pôr no extremo norte do planeta envolve dois principais conceitos:
1- Inclinação
Eixo inclinado explica fenômeno de ‘Sol da meia-noite’
Reprodução/Freepik
A Terra não gira em torno do próprio eixo de forma perfeitamente vertical em relação ao Sol.
Esse eixo de rotação (como se fosse um palito de churrasco espetado bem no meio do planeta) tem uma inclinação de aproximadamente 23,5 grau. Por isso que, nas representações do Sistema Solar, a Terra parece meio “tombadilho” para o lado.
Pois bem: durante o movimento de translação (a viagem da Terra ao redor do Sol), essa inclinação faz com que, em determinados período do ano, um dos hemisfério fique muito mais “exposto” à luz solar do que o outro.
➡️Quando é verão no Hemisfério Norte, por exemplo, é o Polo Norte que fica inclinado em direção ao Sol. Por causa dessa angulação, enquanto a Terra cumpre seu movimento de rotação diária (o giro em torno de si mesma), as áreas acima do Círculo Polar Ártico ficam sempre iluminadas, 24 horas do dia.
É como se o topo do planeta estivesse sempre “olhando” para o Sol, não importa o quanto a Terra gire.
“Se você tivesse um eixo de rotação perpendicular [formando ângulo de 90º] ao plano da órbita da Terra, não teríamos estações do ano. E o Sol estaria sempre no horizonte, nos dois polos, o ano inteiro”, explica João Batista Garcia Canalle, astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).
2- Formato esférico
No Alasca, o Sol não faz o arco de “subir e descer”, mas sim um movimento circular e horizontal, como se estivesse andando em volta da cidade.
Se a Terra fosse plana, o Sol teria de “se apagar” durante um período do dia, quando estivesse do outro lado do suposto disco. Não teríamos as estações do ano diferente em cada região do planeta.
❄️Por que ainda faz frio?
Sol não vai se pôr por quase 3 meses em cidade do Alasca
Reprodução/Webcam da Universidade do Alasca/Fairbanks’ Utqiagvik Sea Ice Webcam
Pode parecer contraditório que uma cidade com sol ininterrupto por meses registre temperaturas que raramente ultrapassam ose 0°C. A explicação é a obliquidade dos raios solares.
Nas regiões próximas à Linha do Equador, ele atingem a Terra de forma mais direta e perpendicular, concentrando bastante energia em uma área pequena. Por isso, faz calor.
Já nos polos, o Sol, mesmo quando está nesse período de presença constante, fica sempre “baixo” no horizonte. Isso significa que a luz atinge a superfície de forma muito inclinada, “espalhando” o calor de forma mais difuso.
Imagine uma lanterna apontada diretamente para uma parede: o círculo de luz é pequeno, brilhante e quente. Se você inclinar a lanterna, a luz se “espalha” e fica mais fraca. É o que acontece no Alasca: o Sol está lá, mas ose raios chegam “deitado”, sem aquecer a superfície a ponto de fazer com que ose moradores tirem o casaco.
🌙O inverno: a noite polar
Se ose habitantes de Utqiagvik cansarem do Sol, poderão pensar que, ainda em 2026, provavelmente sentirão falta dele.
Depois de seis meses, quando o Hemisfério Norte ficar inclinado para longe do Sol, a cidade do Alasca viverá o fenômeno oposto: a noite polar.
A partir de novembro, serão cerca de 65 dias de escuridão total. Sem a radiação solar para aquecer a superfície, as temperaturas despencarão ainda mais, chegando de -25°C a -30°C.

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Por G1

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