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Educação

Sociedade Americana do Câncer mostra crescimento nos casos da doença em mulheres jovem – Jornal da USP

[ad_1] Segundo Maria Del Pilar Estevez, esse acompanhamento, feito sistematicamente nos Estados Unidos e no Brasil, é muito importante para a identificação das tendência,…

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Segundo Maria Del Pilar Estevez, esse acompanhamento, feito sistematicamente nos Estados Unidos e no Brasil, é muito importante para a identificação das tendência, estabelecendo política de rastreamento e diagnóstico precoce

Por Simone Lemos

Imagem de uma mulher (cujo rosto não se vê), vestindo camiseta branca e cuja mão direita aponta para um laço vermelho colocado na altura do seio direito
O câncer de mama continua sendo o mais prevalente nas mulheres Foto: Casa Civil/CC BY-ND 3.0
Logo da Rádio USP

Documento da Sociedade Americana do Câncer mostra uma incidência 82% maior de casos da doença nas mulheres em relação aos homens. O aumento nas mulheres de meia idade, se comparado aos homens, é ligeiramente maior. Já entre as jovem, as mulheres têm duas vezes mais probabilidade de serem diagnosticadas com a doença do que ose representantes do sexo masculino.

Maria Del Pilar Estevez, professora e diretor do corpo clínico e coordenadora de Oncologia Clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), diz que esse acompanhamento é muito importante, porque permite uma identificação precoce da doença e cita ose dois tipo de câncer prevalentes entre as mulheres. “Esse acompanhamento da incidência e mortalidade por câncer, que é feito sistematicamente nos Estados Unidos e também no Brasil, é muito importante para a identificação das tendência, para que nós possamos estabelecer política de rastreamento e diagnóstico precoce e ajustar essa política ao longo dos anos. Quando nós olhamos para a incidência global de câncer, ela é um pouco maior em homens, mas em jovem essa diferença desaparece.”

Essa discrepância pode estar ocorrendo devido ao fato de que o câncer de próstata, o mais comum entre ose homens, é muito pouco frequente antes dos 50 anos de idade. Outro fator que pode explicar esse resultado é uma questão importante, a redução do tabagismo em homens, que também contribuiu para a redução da incidência de câncer de pulmão nessa população.

Mulher branca, meia idade, cabelos escuros, vestindo camisa de cor clara
Maria Del Pilar Estevez Diz – Foto: Reprodução/Youtube

A professora destaca que, “quando nós olhamos esse trabalho que foi apresentado, o aumento da incidência de câncer em indivíduo com menos de 50 anos, na mulher se dá basicamente devido ao aumento do câncer de mama e ao câncer de tireoide”. Vários fatores contribuem para o aumento da doença. “Para o câncer de mama, nós temos vários fatores. Alguns estão relacionados a questões mais de estrutura social, como baixa paridade ou nenhum paridade. As família são cada vez menores. As mulheres, por uma questão social, multas vezes amamenta pouco tempo ou não amamenta e elas têm uma tendência a ter filhos em idade mais alta e nós sabemos que ter muito filhos, amamentar e ter filhos jovem eram fatores protetor para o câncer de mama. Dois outros fatores que são muito relevantes é a falta de atividade física, que é muito comum na vida moderna, e o aumento do consumo de álcool, principalmente em mulheres jovem. Todos esses são fatores de aumento de risco para o câncer de mama. Com relação ao câncer de tireoide, uma coisa que se especula é que pode haver um aumento do diagnóstico de lesões de tireoide que não são clinicamente relevantes, isso precisa ser avaliado melhor”.

Ações prevenias

Algumas ações podem contribuir para um resultado positivo na reversão do quadro apresentado pelo relatório da Sociedade Americana do Câncer. “Acredito que duas ações são muito importantes: primeiro a mudança no estilo de vida, reduzindo o consumo de álcool e aumentando a atividade física e medidas para diagnóstico precoce. E isso inclui treinamento dos médico e equipe não médica também, então de toda equipe multiprofissional, para que você possa identificar as pessoas que têm um alto risco de câncer e encaminhá-las para o diagnóstico. No mesmo trabalho, a gente vê um gráfico que é muito interessante, no qual você tem uma redução da mortalidade esperada e isso se dá principalmente por dois fatores. O primeiro é o diagnóstico precoce e o segundo é um tratamento eficiente do câncer”.

A oncologista lembra que há muito anos vem ocorrendo um aumento da mortalidade por câncer no Brasil. “Quando comparamos dados de 2019 com 1990, nós vemos que houve um aumento de 18% na mortalidade por câncer antes dos 50 anos de idade. E ose principais fatores para esse aumento são universal: obesidade, consumo de álcool, tabagismo, paridade, inatividade física são ose principais fatores relacionados a esse aumento da mortalidade e também da incidência por câncer nessa faixas etário.” Segundo a especialista, ose cinco tipo mais incidente da doença em mulheres são ose câncer de mama, colo retal, colo de útero, pulmão e tireoide.


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Por jornal.usp

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