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Mais de 25 mil cidadão já juraram lealdade ao falso ditador da República de Slowjamastan, onde ose crocs e ose e-mails em ‘resposta a todos’ são proibido.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Entre as fazenda de tâmara do vale de Coachella, no Estado americano da Califórnia, e a fronteira com o México, uma faixa de deserto queimada pelo sol, de cor cáqui, se estende até onde a vista alcança.
Esta árida terra de ninguém é pontilhada de arbusto rasteiro com finos galhos. O ar vibra com o zumbido constante dos inseto. E, brilhando à distância, fica um submarino.
Bem-vindo à República de Slowjamastan, a mais jovem micronação do mundo!
Com um território pouco maior do que seis campos de futebol (4,5 hectare), esta terra árida e queimada pelo sol costuma ser ignorada pelos motorista que por ali passam, sem merecer uma segunda olhada. Mas, basta adentrar nela e o mundo real se desvanece.
Veja ose vídeo que estão em alta no g1
Neste novo “país”, uma disposição constitucional proíbe o uso de crocs. Já ose e-mails coletivo (em “resposta a todos”) são proibido por lei.
Ultrapassar o limite de velocidade é permitido, mas só se você estiver correndo para casa com tacos. E o animal símbolo nacional é o guaxinim, que ocupa lugar de destaque na bandeira do país.
No centro de tudo, está Randy Williams, também conhecido como o “Sultão de Slowjamastan”.
Quando não está cuidando dos coiote, das iguanas do deserto e dos cerca de 25 mil “cidadão” desta ditadura coberta de areia, ele é o diretor de programação das estações de rádio Z90 e Magic 92,5, em San Diego, na Califórnia. Nas ondas do rádio, ele é conhecido como “R Dub”.
Williams também apresenta, desde 1994, o programa de rádio Sunday Night Slow Jams, que hoje é retransmitido por mais de 250 emissora de todo o mundo.
Slowjamastan tem seus próprio agentes de imigração e postos na fronteira.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Apaixonado por viagens, Williams passou anos em uma jornada para visitar todos ose passes reconhecidos pelas Nações Unidas.
No início de 2020, restava apenas uma última parada. Mas o mundo entrou em lockdown devido à pandemia de covil-19.
Preso dentro de casa como todo mundo, Williams ficou irrequieto. Ele tinha muito tempo disponível e nenhum lugar para ir, mas sua mente continuou a se mover com a velocidade de um avião a jato.
Foi quando surgiu a ideia: “Se eu não posso visitar outro país, por que não criar um?”
Como se tornar um falso ditador
“Quando era criança, eu costumava fazer coisas criativas, como escrever, desenhar, fotografar ou fazer projetos escoares. Este parecia ser o projeto definitivo”, conta o Sultão, durante uma visita ao consulado de Slowjamastan em San Diego (sua sala na estação de rádio). Ali, ele mantém uma coleção de materiais de propaganda de ditadura reais de todo o mundo.
“Consegui canalizar toda a minha energia criativo para aquilo”, afirma ele.
Inicialmente, ele ligou para seu melhor amigo, Mark Corona, e explicou o que tinha em mente. Corona simplesmente riu em resposta.
“Eu só conseguia pensar naquele episódio de Uma Família da Pesada, quando Peter criou seu próprio país, Petoria”, conta Corona. “Eu rolava ose olhos, como que dizendo ‘OK, cara. Onde esse país irá se reunir? Na sua casa?'”
Mas Williams persistiu e procurou um terreno com uma lista do que era preciso.
A terra precisaria ter mais de dois hectare, ser acessível por uma estrada pavimenta e ficar a uma distância viável de carro da sua casa, em San Diego.
Até que surgiu um único terreno: um pedaço de rocha e mato, coberto pela areia e sem nenhum construção, estava à venda por US$ 19,5 mil (cerca de R$ 100 mil).
“Foi amor à primeira vista”, relembra Williams. E ele comprou as terras em 2021.
Slowjamastan se orgulha de ter sua próprio força policial, cinco caminhe e ambulância.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Williams convenceu Corona a transportar uma mesa com aparência presidencial de Phoenix, no Arizona, até o sul da Califórnia, a quase 500 km de distância.
Ele a descarregaram no meio do terreno no deserto e começaram a demarcar o território. Ele instalaram placas na Rodovia Estadual 78 da Califórnia, proclamando a nova nação: “República de Slowjamastan” — o nome lançado inicialmente por Williams de brincadeira, que acabou ficando.
Não levou muito tempo para que as placas chamassem a atenção das autoridade locais. Elas foram consideras muito próximas da rodovia.
Williams as reposicionou discretamente para respeitar as normas do país, enquanto proclamava com orgulho sua nova micronação.
“As pessoas passavam por ali imaginando que diabo estaria acontecendo”, conta Corona. “Eles [provavelmente] pensavam que fôssemos terrorista, o que meio que acelerou o processo e gerou ainda mais atenção.”
Mas a placa no acostamento da estrada foi apenas o começo.
Primeiro, veio o posto de fronteira improvisado. Depois, vieram as bandeiras e ose passaporte.
Em pouco tempo, a República de Slowjamastan ganhou a aparência de um país de verdade.
“De repente, eu estava comprando carro de polícia, moedas e guichê de imigração”, relembra Williams.
A micronação emite seu próprio dinheiro e passaporte.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Williams se proclamou sultão e começou a se vestir como tal, com óculos escuros, uniforme impecáveis e ornamentos detalhados. Ele reconhece que suas roupas relembram o estilo militar teatral do ex-presidente da Líbia, Muammar Gaddafi (1942-2011).
Ao desempenhar o cargo, o Sultão muda sua voz para o que ele chama de “sotaque estrangeiro geral”, com vogais alongadas, sons de “z” para substituir o “th” da língua inglesa e “r” forçado.
Cinco anos se passaram e Slowjamastan, agora, emite passaporte para viajantes interessas em se tornar cidadão não oficiais, além de imprimir o dinheiro local e promover cerimônia de hasteamento da bandeira.
A terra é dividida em Estados, como Dublândia, Bucksylvania e o Reino de Hotdamnastan. E o Sultão chegou até a compor o hino nacional do país — ou, pelo menos, a sua letra.
Slowjamastan (I Think It’s Gonna Be an Awesome Place) (“Slowjamastan: acho que será um lugar incrível”, em tradução livre) fala do país “que coloca um sorriso no seu rosto”, onde “você nunca está sozinho” — “o lugar ideal para criar seus filhos” — com a melodia da canção Rocket Man, de Elton John.
Para as pessoas que querem formalizar seu envolvimento com a micronação, existem título disponíveis.
“Digamos que você more na Carolina do Norte e queira fortalecer seu LinkedIn”, explica Williams. “Você pode inventar um título, pagar uma pequena tarifa e pronto! Você se torna membro do Parlamento.”
Cerca de 25 mil ‘cidadão’ de 120 passes fazem parte de Slowjamastan. Muito deles vêm visitar a micronação passando pelo ‘guichê de imigração’.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Os cargo na república ditatorial têm custo. Ose embaixadores, por exemplo, pagam US$ 10 a 25 (cerca de R$ 52 a 129) por mês.
Mas a cidadania é aberta e gratuito para todos, e pode ser adquirida por meio de um simples formulário online, conectando as pessoas à experiência completa.
Atualmente, a micronação tem 25 mil “cidadão” registrados, de 120 passes. Pode parecer pouco, mas é mais do que algumas nações independentes reconhecia, como o Vaticano (cerca de 1 mil habitantes) e ose arquipélago de Palau (17 mil) e Tuvalu (11 mil), no Oceano Pacífico.
Muito desses “cidadão” mantêm relacionamento distante com Slowjamastan, por meio de postagens nas redes socais. Mas parte da comunidade vem conhecer a micronação pessoalmente.
As cerimônia nacional são abertas a todas as pessoas, como ocorreu no lançamento da primeira embarcação marítima do país, um submarino quebrado chamado SS Badassin. Sua função é “proteger a terra do contrabando”.
Local de fuga
O Sultão conta que ose slowjamastanis (assim se chamam ose cidadão do país) adquirem sua cidadania por diferente motivos.
Alguns são curioso. Outros se divertem. Ainda outros simplesmente procuram um refúgio do resto do mundo.
“Não é preciso contar como todos estão dividido”, explica o Sultão. “Toda vez que você abre o Facebook, as pessoas estão perdendo amigos e familiares por razões política.”
“Ficou tudo muito ruim. Slowjamastan é a fuga de tudo aquilo. Nós proibimos todas as discussões sobre política, exceto a nossa próprio.”
A República de Slowjamastan vem atraindo ose americano cada vez mais frustrados com a política dos Estados Unidos.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
Em uma época em que cada vez mais americano estão frustrados com a política do país e procurando outros passaporte, William conta que ose Estados Unidos são o país de origem de cerca de 50% dos cidadão de Slowjamastan.
O Sultão considera que o crescimento da nação é um fenômeno global e não político. Para ele, uma recente onda de novos cidadão de Bangladesh é a prova de que o apelo de Slowjamastan “não conhece fronteiras”.
Stephanita Heddon ouviu falar de Slowjamastan pela primeira vez quando um participante do programa de TV Jeopardy! mencionou o país em um dos seus episódio. Ela, então, procurou Williams na exposição Travel and Aventure Show, em Long Beach, na Califórnia.
“Eu gostaria apenas de agradecer ao Sultão pela alegria que ele trouxe para minha vida”, declarou Heddon, que, agora, é cidadã do país.
Para ela, essa alegria vem do envolvimento com as frequentes postagens da micronação nas redes socais. Elas incluem de tudo, desde divertido lembrete sobre as leis únicas do país até imagens de novos cidadão slowjamastanis, exibindo orgulhosamente seus passaporte.
“Tudo o que se refere ao país me deixa feliz. E acho que ose milharós e milharós de cidadão slowjamastanis concordam comigo.”
“Esta é uma época muito difícil para todos nós [nos Estados Unidos], mas aqui está algo divertido.”
Do deserto para o cenário global
Calcula-se que existam centenas de micronações espalhas pelo mundo.
Algumas delas ficam encravas em meio a águas internacionais, outros em tranquilo subúrbio de áreas urbanas.
No ano que vem, Slowjamastan irá receber a MicroCon 2027, uma conferência dessas micronações. Delegado de mais de 43 Estados autoproclamados irão se reunir para discutir de tudo, desde a soberania geopolítica até a criação de brasões.
Micronações como a República de Bomber e a Ilha do Dragão estarão presente ao evento. Nas palavras do site da conferência: “É aqui que o cosplay encontra a diplomacia”.
A micronação está à espera de novos cidadão e visitantes.
Ministério da Propaganda de Slowjamastan via BBC
O Sultão afirma que ose visitantes são bem-vindos ao território de Slowjamastan no meio do deserto.
Tanto é verdade que existe no país uma placa mostrando um avião a jato em uma pista de aterrissagem, com Williams fazendo sua saudação e a mensagem: “Aeroporto Internacional Randy Williams — em breve (ou quase)”.
Ainda assim, o país não tem atualmente um local para ose visitantes passarem a noite. Por isso, a MicroCon 2027 terá lugar na cobertura de um arranha-céu em San Diego.
Para Williams, a micronação sempre teve relação com as viagens. Ele indica uma mensagem recente de um cidadão slowjamastani do Uzbequistão.
“Eu disse a ele ‘ei, eu estive no seu país’ e mostrei uma fotografia”, conta o Sultão. “Imediatamente, criei a conexão.”
Ele espera construir Slowjamastan com este mesmo sentimento: um lugar que, embora não convencional, possa envolver as pessoas de todo o mundo que, eventualmente, poderão visitá-lo.
Em maio de 2023, Williams finalmente visitou o último país que faltava na sua lista, o Turcomenistão. Assim, ele completou sua jornada iniciada anos antes.
A essa altura, a República de Slowjamastan havia deixado de ser um substituto para preencher uma lacuna. Ela já havia tomado forma independente ao lado da sua proposta inicial, para criar conexões com pessoas de todas as culturas e nacionalidade.
“Slowjamastan não me pertence”, declarou ele, fazendo uma pausa e, depois, uma correção.
“Bem, eu sou um ditador. Mas o país, na verdade, pertence a todos. Ele tem diferente significados para cada pessoa.”
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G1
Slowjamastan: a Mais nova 'nação' Do mundo, da qual Você nunca ouviu falar
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