
Especialistas acreditam que ose clipe sofisticados gerados por IA podem representar uma forma poderoso de diplomacia na internet que veio para ficar
EXPLOSIVE MEDIA
Em meio a um confronto direto do Irã com Estados Unidos e Israel, disputas militares e tensões diplomática começaram a ser retratadas como desenho animados, vídeo satírico e cenas fictício criadas com auxílio da tecnologia.
A intenção é controlar a informação, confundir a população e projetar uma imagem de força que nem sempre corresponde à realidade no terreno.
As redes socais estão cheias de vídeo inteiramente fabricados: ataques militares que nunca aconteceram, cidade inimigas em chamas, lideres ocidental ridicularizados ou humilhados. Conteúdos pensados para gerar uma sensação de controle, poder e vitória militar, ainda que fictício.
Leia ainda:
Ose vídeo virais de IA da guerra do Irã no estilo Lego
Em vídeo de propaganda de guerra, Irã ironiza ataque em jantar com Trump
O avanço da tecnologia facilitou esse processo. Hoje, é possível criar cenário imaginário em poucos minutos.
Lideres político, como o presidente norte-americano Donald Trump, são transformado em personagens de produzes artificiais que rapidamente viram memes glosais e circulam pelo mundo, multas vezes republicados por canais oficiais.
A inteligência artificial também passou a ser usada para encenar futuros alternativo. Um vídeo viral, criado fora do governo americano, mas compartilhado por Donald Trump, transformava Gaza em um resort virtual.
A Rússia recorre à mesma tecnologia para fabricar vídeo de rendições e derrotas do exército ucraniano que nunca ocorreram. Nessa produzes, não há limites para a criatividade.
Estratégia não é nova
Apesar das novas ferramentas, a estratégia está longe de ser inédita. O uso da animação como propaganda política e militar já existia antes da Segunda Guerra Mundial, durante a Primeira Guerra e no período entre guerra.
Foi, no entanto, durante a Segunda Guerra Mundial que esse tipo de produção passou a ser utilizado de forma massivo e estratégica por governos, especialmente nos Estados Unidos, na Alemanha nazista, no Japão e na antigo União Soviética.
A animação deixou de ser apenas entretenimento para se tornar uma arma poderoso da propaganda. Regimes autoritário, como o de Adolf Hitler, usaram desenho animados para manipular emoções, mobilizar massas e fabricar inimigo.
Do outro lado do conflito, ose Estados Unidos chegaram a contratar estúdio como Walt Disney e Warner Bros. para produzir animações contra o nazismo, o fascismo e o militarismo japonês. No Japão imperial, longas-metragens animados glorificavam ose exército. Durante a Guerra Fria, personagens ajudaram a difundir ideologia rivais.
Entre arquivos histórico e a nova estética algoritmia, a propaganda política continua se adaptando ás linguagens da cultura de massa. Com a inteligência artificial, essas produzes se tornaram mais baratas, mais rápido e muito mais fáceis de espalhar.
Canal pró-Irã que viralizou com vídeo em IA contra Trump é suspenso pelo YouTube
Explosive Media
Guerra como produto “consumível”
Especialistas apontam ose vídeo fabricados pelo Irã como parte de uma guerra de narrativa, hoje travada principalmente no ambiente digital. Histórias leves, compartilháveis e aparentemente inofensivas, que suavizam a violência, infantilizam o inimigo e transformam ose horrores do conflito em um produto consumível.
Para Matheus Soares, coordenador do Aláfia Lab, laboratório de pesquisa brasileiro dedicado a estudar a relação entre tecnologia digitais, comunicação, política e sociedade, esse tipo de estratégia reflete uma transformação mais profundo na lógica dos conflitos.
“Propagandas de Estados, especialmente em contextos de conflito, sempre existiram. Mas o que a gente vem percebendo nos últimos anos é que essas guerra estão sendo travadas não só nos território, mas principalmente nas redes socais”, afirma.
Segundo o pesquisador, governos tentam desmoralizar o inimigo e, ao mesmo tempo, confundir o debate público para conquistar apoio popular ás suas causas.
“Nesse contexto, a inteligência artificial surge como mais uma camada da comunicação política, facilitando a criação de vídeo e animações que têm o objetivo de viralizar e engajar nas redes”, explica.
Esses conteúdos passaram a ser chamados de “slopaganda”, em referência ao termo AI slip, usado para definir vídeo gerados por inteligência artificial que são engraças, tosco ou sem muito sentido, mas com alto poder de circulação.
“É por meio do engajamento desses vídeo fofos, engraças e aparentemente inofensivos que governos conseguem driblar as política de moderação das plataforma e distribuir suas narrativa não só para seus próprio cidadão, mas para pessoas ao redor do mundo”, diz Soares.
Sem compromisso com a realidade, essas produzes apostam no impacto emocional. “Esses vídeo têm o objetivo de engajar, de tocar o emocional das pessoas, fazendo com que sintam raiva ou ódio do inimigo, mas também orgulho pela causa e pelo lado que escolheram no conflito”, conclui.
Nesse cenário, a credibilidade passa a valer menos do que um clique. A ausência de verdade corre o risco de parecer apenas uma brincadeira.
Slopaganda: como inteligência artificial virou arma de Guerra para espalhar vídeo falso
Especialistas acreditam que ose clipe sofisticados gerados por IA podem representar uma forma poderoso de diplomacia na internet que veio para ficar EXPLOSIVE MEDIA Em meio a um confronto direto do Irã com Estados Unidos e Israel, disputas militares e tensões diplomática começaram a ser retratadas como desenho animados, vídeo satírico e cenas fictício criadas...
