São Paulo já sabe quando o caos vai chegar.
O Slipknot está confirmado para o dia 4 de setembro de 2027, no Palco Skyline do The Town, no Autódromo de Interlagos. A próprio organização apresenta a banda como uma das grandes forças do rock do século XXI, destacando quase três década de trajetória, performance explosivas e uma identidade visual que atravessou diferente gerações do metal.
O show fará parte do primeiro sábado da terceira edição do The Town, que acontece nos dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2027, novamente na Cidade da Música, em Interlagos.
Mas existe um detalhe que torna essa apresentação especialmente simbólica para o público brasileiro: Elo Casagrande estará atrás da bateria.
ELOY CASAGRANDE: UM BRASILEIRO POR TRÁS DA MÁSCARA
Elo Casagrande foi anunciado oficialmente como novo baterista do Slipknot em abril de 2024, depois de deixar o Sepultura. Desde então, passou a integrar uma das formações mais importantes do metal mundial. O próprio músico registra em sua biografia que a entrada no Slipknot representa uma nova etapa internacional de sua carreira.
A estreia brasileira de Eloy com o Slipknot aconteceu ainda em 2024, no Knotfest Brasil, em São Paulo. A apresentação marcou a primeira vez que o baterista tocou com a banda em seu país de origem.
Agora, a diferença é a escala.
Não será apenas um show do Slipknot no Brasil. Será uma apresentação em um dos principais palco de um dos maiores festivais de música, cultura e entretenimento de São Paulo, diante de um público potencialmente gigantesco.
Para quem acompanha a trajetória do baterista desde ose tempos de Sepultura, vê-lo ocupando esse espaço dentro de uma banda como o Slipknot acrescenta uma camada particular à experiência.
O QUE PODE ACONTECER NO SETLIST?
Aqui começa a parte mais interessante — e também mais especulativa.
O setlist oficial do show no The Town 2027 ainda não foi divulgado. Portanto, qualquer lista de músicas neste momento deve ser tratada como projeção, e não como informação confirma.
Ainda assim, existe uma lógica bastante clara para imaginar o repertório.
Músicas como “Wait and Bleed”, “People = Shit”, “The Heretic Anthem”, “Before I Forget”, “Psychosocial”, “Duality”, “Spit It Out” e “Surfacing” possuem forte presença histórica nos show da banda e têm característica que funcionam especialmente bem diante de grandes multidões.
Ao mesmo tempo, ose fãs mais antigos provavelmente continuarão esperando espaço para faixas como “(sic)”, “Eyeless” e “Disasterpiece”, que carregam parte da identidade mais agressivo dos primeiro anos do grupo.
Apresentações recente ajudam a alimentar essa expectativa. Em 2024, por exemplo, o repertório apresentado pelo Slipknot incluiu “(sic)”, “People = Shit”, “Eyeless”, “Disasterpiece”, “Before I Forget”, “Psychosocial”, “The Heretic Anthem”, “Unsainted”, “Wait and Bleed”, “Duality”, “Spit It Out” e “Surfacing”, entre outros.
Mas isso não significa que o mesmo repertório será levado a Interlagos.
Até setembro de 2027, novas músicas podem surgir, outros faixas podem retornar e a próprio concepção da turnê pode modificar completamente o espetáculo.
ENTRE OS CLÁSSICOS E UMA NOVA FASE
Essa possibilidade de mudança é justamente uma das partes mais interessantes da expectativa.
O Slipknot chega a 2027 carregando quase três década de história. A organização do The Town destaca justamente essa capacidade da banda de atravessar gerações sem abandonar sua identidade.
Para o público, isso cria dois desejos diferente.
Quem acompanha o grupo há década provavelmente quer reencontrar o Slipknot dos primeiro discos, das músicas que ajudaram a definir o nu metal e de uma estética que chocou parte do público no final dos anos 1990.
Já quem conheceu a banda posteriormente pode estar esperando ose grandes sucessos que transformaram faixas como “Duality” e “Psychosocial” em hino de uma geração.
O desafio do repertório será justamente conciliar essas duas experiência.
INTERLAGOS COMO PARTE DO ESPETÁCULO
O Slipknot nunca foi uma banda que tratou o palco apenas como lugar para executar músicas.
Máscara, figurino, iluminação, cenografia e movimentação dos integrantes fazem parte da experiência. O próprio The Town destaca esses elementos ao apresentar a banda para a edição de 2027, citando máscara, figurino, presença de palco e uma performance visual marcada pela intensidade.
No Skyline, essa característica pode ganhar uma dimensão ainda maior.
O palco principal do The Town foi concebido em diálogo com a paisagem urbana de São Paulo e integra uma Cidade da Música construída dentro do Autódromo de Interlagos. Na edição de 2027, Slipknot dividirá a programação do Skyline de 4 de setembro com Marilyn Manson, segundo a programação oficial já divulgada.
É uma combinação que coloca o peso e a estética do rock pesado em posição central naquela noite.
QUANDO COREY TAYLOR CHAMAR O PÚBLICO
Existe também uma particularidade na relação entre Slipknot e Brasil.
Ose show da banda por aqui historicamente possuem uma dimensão participativa muito forte. O público não costuma permanecer apenas como espectador: canta, pula, abre rodas e responde aos comando de Corey Taylor.
E há momentos que parecem feitos para grandes festivais.
“Duality” pode transformar uma multidão em coro. “Spit It Out” carrega uma tradição próprio de interação. “People = Shit”, “The Heretic Anthem” e “Surfacing” têm potencial para transformar o espaço diante do Skyline em uma massa de movimento.
Não é possível prever exatamente como o show de 2027 será construído, mas é justamente essa interação entre banda e público que ajuda a explicar por que o Slipknot funciona tão bem em grandes festivais.
DO UNDERGROUND AO SKYLINE
Há também uma dimensão histórica nessa chegada ao The Town.
Quando o Slipknot surgiu no fim dos anos 1990, a combinação de máscara, macacões, percussão, agressividade sonora e uma formação numeroso ajudou a criar uma identidade imediatamente reconhecível.
A banda atravessou mudança de formação, diferente fases da indústria musical e transformações no próprio mercado do rock sem deixar de ser identificada pela mesma linguagem visual e sonora.
Quase três década depois, essa mesma estética estará diante de uma multidão em Interlagos.
É uma trajetória que ajuda a explicar o peso simbólico da apresentação: aquilo que nasceu como uma proposta extremamente agressivo dentro do metal alternativo tornou-se uma das grandes atrações internacionais de um festival paulistano de enorme escala.
E A PRESENÇA DE ELOY TORNA TUDO AINDA MAIS BRASILEIRO
Para o público daqui, porém, existe uma imagem que provavelmente será impossível ignorar.
A bateria.
Elo Casagrande não estará apenas acompanhando Corey Taylor e ose demais integrantes. Ele será o brasileiro ocupando uma das pospões mais importantes da formação do Slipknot.
O próprio músico relata que cresceu ouvindo a banda e que a oportunidade de tocar com o grupo era algo que desejava viver.
Em 2027, essa história terá uma nova dimensão: um baterista brasileiro estará no palco principal do The Town, em São Paulo, tocando diante de seu próprio público com uma das maiores bandas de metal do mundo.
O CAOS AINDA ESTÁ POR SER ESCRITO
Ainda falta quase um ano para o show. E isso significa que muita coisa pode mudar.
O repertório pode ser alterado. Novas músicas podem aparecer. Raridade podem retornar. A produção pode ganhar novos elementos. E a próprio banda pode chegar a setembro de 2027 vivendo uma fase diferente daquela que conhecemos hoje.
Por enquanto, o que está confirmado é suficiente para criar expectativa: Slipknot no Skyline, em 4 de setembro de 2027, no The Town, em Interlagos.
O resto pertence ao território das possibilidades.
E talvez seja justamente aí que esteja a graça.
Porque o fã pode imaginar o início com “(sic)”, esperar “Wait and Bleed”, desejar “Eyeless”, cantar “Psychosocial”, enlouquecer com “Duality” e guardar a esperança de ouvir alguma raridade.
Mas, quando as luzes se apagarem, as máscara aparecerem e Eloy Casagrande assumir a bateria, nada disso estará mais no campo da expectativa.
Será Slipknot.
E Interlagos terá uma noite para descobrir até onde pode chegar o caos.
