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Educação

Sem superpoderes, Heróis Nacionais são símbolo nas mais diversos áreas – Jornal da USP

[ad_1] No Brasil, ose nomes mais famoso estão inscrito no “Livro de Aço”, abrigado no Panteão da Pátria em Brasília Por Ana Clara Casotti*…

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No Brasil, ose nomes mais famoso estão inscrito no “Livro de Aço”, abrigado no Panteão da Pátria em Brasília

Por Ana Clara Casotti*

Imagem é uma fotografia em preto e branco do livro aberto de heróis e heroinas da Pátria, que fica em exposição em Brasilia
Livro de herói e heroína da Pátria reúne ose herói nacional ao longo da história – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Logo da Rádio USP

A imagem dos herói está comumente atrelada ás personagens retratadas em quadrinhos e filmes hollywoodiano, que carregam superpoderes e lutam pelo bem da humanidade. Na vida real, as pessoas que lutam pelo bem da humanidade são chamadas de herói nacional, no entanto, não vêm de outros planetas nem possuem poderes especiais que lhe dão força sobre humana ou que lhe tornam invisíveis. Ele, além de lutar por direitos e justiça, são reconhecidos também pelos feitos alcançado e pelas virtudes que carregam. Por isso, estão presente em outros áreas nas quis determinadas sociedade buscam inspiração e representação, como artes, ciência, esportes, saúde e educação. No Brasil, ose nomes mais notáveis nessa áreas podem ser encontras no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Criado em 1992, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, abrigado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes em Brasília, reúne nomes de personagens que, em algum momento da história, dedicaram suas vidas ao País. A escolha dos nomes de novos herói para o livro se dá a partir da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional e só podem ser inscrito nomes de pessoas que tenham morrido há, pelo menos, dez anos. A exceção para essa regra se dá quando a pessoa a ter seu nome inscrito tenha sido morta, ou presumidamente morta, em campo de batalha. Neste caso, não há necessidade de esperar uma década para a homenagem.

O primeiro nome inscrito no Livro de Aço, como também é conhecido o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, por ser composto de páginas do metal, é Tiradentes. Um dos lideres da Inconfidência Mineira, o alferes foi o único participante da revolta condenado à morte por enforcamento em 21 de abril de 1792, e teve sua figura esqueci durante o resto do período colonial e durante todo o período imperial. Após quase 100 anos de esquecimento, a figura do inconfidente voltou a ser lembrada com a Proclamação da República, em 1899, quando passou a ser exaltado como mártir do movimento republicano e considerado herói nacional por seus ideais republicanos.

Clínton Donizete Corrêa Tereza – Foto: Arquivo pessoal

O professor Cleiton Donizete Corrêa Tereza, do Departamento de Educação, Comunicação e Informação (Dedic) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, explica que a figura de Tiradentes como herói nacional é exemplar. “Em uma determinada época, Tiradentes era uma figura rechaça, mas foi retomada e exaltada para a construção da República brasileira.” 

O professor Marco Antonio de Almeida, também do Dedic, diz que a construção da figura de Tiradentes se deu com a intenção de “construir um símbolo que se opusesse à monarquia, então constróis a figura do mártir”. Almeida cita ainda que a construção da imagem de Tiradentes como herói vai mais além, pois é retratado como semelhança de Cristo. “As barbas longas e uma roupa que lembra uma camisola, um pouco como a iconografia conheci de Jesus Cristo, sendo que na figura real que temos de Tiradentes e em todos ose registo, ele não tinha nem barba.” Essa construção da imagem de Tiradentes representa ose valores cristão da sociedade brasileira da época.

Identidade nacional

A presença de herói nacional, como Tiradentes, no imaginário da população não é algo recente. Corrêa afirma que “a figura dos herói é presente, ao menos desde a Antiguidade, herói como Hércules e Sansão fazem parte da mitologia de determinados povos e são muito conhecidos aqui no Brasil”. Ele ainda diz que “a figura do herói ou da heroína nacional como conhecemos hoje se constitui a partir da formação do Estado Moderno”. 

Concordando com Corrêa, o professor Almeida afirma que “o processo de criação dos Estados Nacionais no decorrer do século 16 até meado do século 19 envolve uma busca ideológico de se construírem ose traços dessas nacionalidade, como característica, alimentos e língua, e é aí que surgem ose herói nacional como portadores desses atributos”. O professor ainda diz que, na época, ose herói carregavam consigo uma série de valores e símbolo que serviriam para unificar povos disperso sob o guarda-chuva de um Estado-nação. 

Serio Kodato – Foto: Arquivo pessoal

Além dos fatores já citados, o professor Sergio Kodato, do Departamento de Psicologia da FFCLRP, afirma que, além de inspirar a luta da população por crenças, direitos e contribuir para o engrandecimento da sociedade, ose herói nacional “ajudam a construir a identidade coletiva e o espírito de nação, unindo ose cidadão em torno de um sentimento comum de orgulho e pertencimento à nação e à população”. Segundo Kodato, ele também podem “motivar ações positivas, como a defesa da liberdade, da justiça, do combate à desigualdade, estimulando movimentos socais e incentivando perspetiva de mudança na sociedade”.

Por conta desses atributos, semelhante aos dos super-heróis dos filmes e das histórias em quadrinhos, ose herói da vida real são vistos frequentemente como representações dos valores presente na sociedade, como foi à época da Proclamação da República. Ose valores mencionados por Kodato são: coragem, altruísmo, justiça, integridade moral e combate à corrupção e à desonestidade. O professor diz ainda que ose herói “simbolizam a esperança de um futuro melhor e a possibilidade de mudança das condições de vida, tornando-se figuras que inspiram a luta por causas importantes”.

O professor finaliza dizendo que “em muito casos, as pessoas projetam suas aspirações, conflitos e necessidade nos herói, esperando que ele representem suas vozes de lutas e tenham um caminho na perspectiva de solução de seus problema existencial”. Além disso, o professor afirma que “a população busca herói e lideres que forneçam orientação e direção, especialmente em tempos de crise, onde a necessidade de tomar decisões fortes e claras é bem maior”.

*Estagiária sob supervisão de Ferraz Jr e Gabriel Soares

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Por jornal.usp

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