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Rubio diz que Trump terá até 60 dias para reavaliar suspensão de sanções à Rússia

Donald Trump e Vladimir Putin. Kevin Lamarque/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá até 60 dias para avaliar os impactos econômicos da suspensão de sanções e tarifas relacionadas à Rússia, afirmou neste sábado (17) o secretário de Estado americano, Marco Rubio. As medidas haviam sido suspensas na véspera, e Trump ainda não anunciou uma decisão definitiva sobre o assunto. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais…

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Donald Trump e Vladimir Putin. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Donald Trump e Vladimir Putin. — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá até 60 dias para avaliar os impactos econômicos da suspensão de sanções e tarifas relacionadas à Rússia, afirmou neste sábado (17) o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

As medidas haviam sido suspensas na véspera, e Trump ainda não anunciou uma decisão definitiva sobre o assunto.

    “Acho que o presidente quer usar esse período de 60 dias para analisar o que a aplicação de sanções e tarifas significaria para a economia global e até mesmo para a economia dos EUA”, disse Rubio a jornalistas antes de embarcar para uma viagem ao Uzbequistão.

    Trump assinou na sexta-feira uma ordem executiva que suspendeu sanções e tarifas previstas na chamada Lei Graham. Ele havia sancionado a legislação no mês passado, após pressão de parlamentares que defendem medidas para pressionar Moscou por causa da guerra na Ucrânia.

    As medidas incluem tarifas sobre produtos russos e penalidades a países que compram petróleo e gás da Rússia. Elas deveriam entrar em vigor na próxima semana, mas a ordem executiva suspendeu sua aplicação sem especificar por quanto tempo a decisão permaneceria válida.

    Segundo Rubio, Trump optou por usar o período de 60 dias para avaliar os possíveis efeitos econômicos das medidas.

    “Muitos de vocês ainda não sabem qual é a minha decisão, mas vamos resolver isso, e vocês ficarão sabendo”, disse Trump a jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

    A suspensão foi criticada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que alertou que a decisão poderia fortalecer o presidente russo, Vladimir Putin, e prolongar a guerra.

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    Fornecimento de diesel

    Rubio também defendeu neste sábado um acordo separado entre os EUA e a Rússia para aumentar a oferta de diesel nos mercados globais. O objetivo é aliviar os preços dos combustíveis, que subiram em meio à guerra com o Irã e às interrupções no fornecimento de energia.

    “Esse diesel será vendido de uma forma ou de outra”, disse Rubio. “A única diferença é quanto dele os EUA conseguiriam obter.”

    Segundo Trump, pelo acordo, a Rússia forneceria inicialmente mais de 300 mil toneladas métricas de diesel aos EUA, seguidas de remessas em novembro e nos meses seguintes.

    O acordo sobre o diesel é “um incentivo para tentar acabar com a guerra, não uma tábua de salvação econômica” para a Rússia, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em entrevista ao programa This Week, da ABC, neste domingo.

    “Mas a única maneira de eles conseguirem exportar diesel adicional é reduzindo o conflito com a Ucrânia”, disse Wright, em entrevista, também neste domingo.

    “Se a Rússia conseguir colocar diesel adicional no mercado e exportá-lo, isso beneficiará os consumidores americanos”, disse ele. “Ele está exercendo pressão que beneficiaria os consumidores americanos e representaria um passo adiante para a paz na guerra entre Rússia e Ucrânia.”

    Rubio afirmou que o acordo sobre o diesel e a suspensão das sanções refletem a dificuldade de administrar os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que têm provocado interrupções no fornecimento global de energia.

    “Esses conflitos ao redor do mundo estão começando a se chocar uns com os outros”, disse.

    Fonte: G1.

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