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MPT processa rede varejista por suspeita de assédio eleitoral contra trabalhadores na Bahia — Foto: Divulgação
MPT processa rede varejista por suspeita de assédio eleitoral contra trabalhadores na Bahia — Foto: Divulgação
A rede de supermercados processada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por suspeita de assédio eleitoral, na Bahia, se defendeu, nesta sexta-feira (23), da acusação.
Segundo a Rede Mix, o número estampado nas fardas dos seus funcionários faz referência à idade da empresa e não ao número de candidatura de um dos candidatos à Presidência do Brasil.
Em nota, empresa varejista destacou que a campanha faz parte de uma ação de aniversário, repetida ao longo dos últimos anos, e que normalmente acontece entre os meses de setembro e novembro.
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A rede de supermercados disse também que apresentou ao MPT documentos que comprovas essas outras campanhas institucionais e destacou que ainda não havia sido notificada sobre o processo.
Entenda o caso
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação na Justiça contra a empresa nesta sexta-feira, por suspeita de assédio eleitoral contra os trabalhadores da rede na Bahia.
O órgão afirma que funcionários eram obrigados a usar uniformes com um número igual ao de um dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições de 2026.
O MPT pediu uma decisão liminar para suspender imediatamente o uso das camisas. O órgão considera que a iniciativa pode constranger os empregados e interferir na liberdade de escolha política e no direito ao voto.
Segundo a procuradora do Trabalho Manuella Gedeon, responsável pela ação, o caso começou a ser investigado após denúncias de que funcionários eram obrigados a vestir as camisas durante o expediente.
Após receber as primeiras denúncias, o MPT enviou uma recomendação à Rede Mix para que interrompesse qualquer prática que pudesse configurar assédio eleitoral e revisasse campanhas promocionais com referências que pudessem ser interpretadas como mensagens políticas.
Segundo o órgão, a recomendação foi entregue pessoalmente à empresa. Mesmo assim, novas denúncias apontaram que os funcionários continuavam usando os uniformes.
O MPT afirma ainda que uma fiscalização realizada por servidores da área de segurança institucional constatou a continuidade do uso das camisas com o numeral.
O que o MPT pede à Justiça
Além da suspensão imediata do uso das camisas, o Ministério Público do Trabalho quer que a Rede Mix substitua os uniformes por roupas neutras até o fim do processo eleitoral.
O órgão também pede que a empresa divulgue um comunicado interno para garantir aos funcionários a liberdade de orientação política e o direito ao voto livre e secreto. Outro pedido é a aplicação de multa diária de pelo menos R$ 50 mil para cada obrigação descumprida.
O MPT solicita ainda que a empresa adote medidas para garantir que os trabalhadores escalados para trabalhar no dia da votação tenham tempo suficiente para votar.
O órgão pretende apresentar posteriormente uma ação civil pública para discutir o caso e pedir eventual indenização por danos morais coletivos, caso as irregularidades sejam confirmadas.
A ação apresentada nesta sexta-feira é cautelar e busca medidas imediatas para interromper a prática apontada pelo MPT. A suspeita de assédio eleitoral ainda será analisada pela Justiça do Trabalho.
O que diz a RedeMix na íntegra
“A RedeMiX esclarece que o número presente nas camisetas utilizadas por seus colaboradores faz referência exclusivamente ao aniversário da RedeMiX, celebrados em 2026.
A identificação integra a campanha institucional de aniversário da rede, realizada anualmente entre final de setembro a novembro, seguindo uma prática de comunicação alinhada à identidade da marca. Uma celebração que reúne clientes, colaboradores e parceiros em torno de uma trajetória construída com dedicação, confiança e vínculos com a comunidade.”
“A RedeMix informa que atendeu à solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT), apresentando a documentação referente às campanhas institucionais de aniversário realizadas em anos anteriores, que demonstram a continuidade dessa prática de comunicação da empresa.
Sobre o processo citado na reportagem, ainda não fomos notificados e por isso não temos conhecimento do teor da ação.
A rede permanece à disposição do órgão para prestar os esclarecimentos necessários e reafirma as informações já divulgadas em sua nota oficial.”
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Fonte: G1.
