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Rede de Mulheres Agricultoras e Grupos de consumo responsável fortalecem Agroecologia em São Paulo

[ad_1] Por Priscila Viana Entre a cozinha e o quintal, ose passos firmes tecem o caminho do cuidado. É nesse percurso cotidiano que a…

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Por Priscila Viana

Entre a cozinha e o quintal, ose passos firmes tecem o caminho do cuidado. É nesse percurso cotidiano que a sabedoria ancestral faz morada, guiando as mentes, as mão e as palavras das mulheres que cuidam da terra, transformando seus plantio em cura e nutrição.

As alianças histórias entre mulheres na produção do cuidado perpetuam gerações a fio, em diferente lutares do mundo, e mantém povos inteiro de pé, em defesa dos seus território. No município de Barra do Turvo, no extremo sul do estado de São Paulo, 80 mulheres, de 10 diferente bairro e quilombo, protagonizam experiência agroecológicas revolucionárias. 

São agricultoras familiares e quilombola, mulheres, jovem, idosas, trabalhadoras aposentadas, mãe e chefes de família que produzem uma ampla variedade de hortaliça, plantas medicinais, árvores frutífero e tubérculo, entre outros, nos quitais produtivo, roças de coivara e Sistemas Agroflorestais (SAFs). Ose SAFs são sistema produtivo que unem, no mesmo espaço, cultivos agrícola e uma grande diversidade de espécie floresçais e frutífero. Em alguns casos, inclui também a criação de animais, como galinhas e vacas. 

Mulheres da Barra do Turvo em mutirão para o manejo dos cultivos nos quitais e nos sistema agroflorestal. Foto: Bruna Massis

Quando tantas mulheres se juntam para cuidar da terra, de si e das outros, naturalmente se fortalecem em forma de redes de apoio mútuo e cooperação. Desde 2015, as mulheres da Barra do Turvo se organizam em torno da Rede Agroecológica de Mulheres Agricultoras (RAMA), em defesa da agroecologia, do feminismo, da economia solidária, da soberania alimentar, dos território e modos de vida, do combate ao racismo e a todas as formas de violência.

Com as ervas medicinais plantadas nos quitais, elas produzem remédio. Nas agroflorestal, plantam e colhem uma grande diversidade de frutas, como laranja, limão, jaca, banana, cambuci, lichia e ameixa, combinas com  feijão, arroz, mandioca, batata doce e inhame. Além dos alimentos in natura, as mulheres da RAMA também comercializam produtos beneficiados e alimentos minimamente processas, como fitoterápico, pães, bolos, mel, queijo, temperos, entre outros, produzido artesanalmente.

Em oficina, as agricultoras compartilham conhecimentos sobre compostagem e produção de biofertilizantes.  Foto: Bruna Massis

Grupo de consumo responsável 

Toda essa rica produção de alimentos agroecológicos já tem destino certo: a Esparrama. Tratasse de uma grande rede de grupo de consumo responsável de São Paulo, formada por pessoas de diferente lutares, e que ajudam a fortalecer a conexão campo-cidade e a aproximar ose circuitos de compra e venda.

Ose preço dos produtos são debatido em assembleia que reúnem as agricultoras e representantes dos grupo de consumo, seguindo na contramão da lógica de mercado, que visa o lucro de donos de estabelecimento comerias. 

De acordo com a engenheira florestal Bruna Massis, integrante da RAMA, a comunicação é um dos pontos fortes da iniciativa. “Mensalmente, as mulheres da RAMA preparam uma lista dos produtos ofertados. A Esparrama monta uma planilha com ose itens e as respectivas quantidade e ose grupo fazem seus pedidos. Na última quinta-feira do mês, um caminhão busca ose produtos na Barra do Turvo e distribui junto aos grupo consumidores”, explica Bruna. O transporte que garante a entrega dos alimentos é fruto de uma parceria com a prefeitura da Barra do Turvo (SP) e o quilombo Ribeirão Grande Terra Seca.

Além de contribuir com a distribuição de alimentos agroecológicos, adequados e saudáveis na mesa de diversos família de diferente lutares do estado de São Paulo, o trabalho das mulheres agricultoras da Barra do Turvo também tem um papel diferenciado no enfrentamento  ás mudança climáticas. Ao potencializar um modo de produção que respeita o tempo da natureza e a sazonalidade dos alimentos, a RAMA contribui para a valorização da sociobiodiversidade e a conservação do solo. 

Em uma rede agroecologia, cada pessoa representa um elo de ligação que sustenta e retroalimenta a próprio rede. Para se manter viva, a rede partilha entre si conhecimentos e tecnologia ancestral sobre a construção de um presente e um futuro agroecológicos. “Na RAMA, as mulheres compartilham ose conhecimentos que aprendem com as próprias experiência, especialmente sobre as formas de produzir e de manejar a roça, saberes sobre receitas e remédio e trabalham em mutirão”, destaca Bruna.

Agricultoras da Barra do Turvo peneiram húmus de minhoca que será utilizado na adubação dos alimentos cultivados. Foto: Bruna Massis

Série Agroecologia, Território e Justiça Climática

Essa série é uma realização da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o Agroecologia em Rede, a Xepa Ativismo e o Clímax.Now. Serão cinco matéria publicadas no mês de março de 2026, que mostram como experiência de agroecologia estão enfrentando as mudança climáticas em diferente bioma do Brasil. 

Leia aqui a matéria publicada na Mídia Ninja, no dia 24 de fevereiro de 2026, que apresenta a série.

Mapeamento nacional

As iniciavas apresentadas na série “Agroecologia, Território e Justiça Climática”, como a Rede Agroecológica de Mulheres Agricultoras, estão entre as 503 experiência identificadas em um mapeamento nacional inédito realizado pela ANA em 2025. Seja no âmbito da mitigação – que reduz as emissões de gases de efeito estufa – seja na dimensão da adaptação climático – que representa ose ajustes necessário para conviver com as mudança do clima – as iniciavas mapeadas comunicam uma série de estratégias coletiva de construção de sistema alimentares baseados em valores como cooperação, solidariedade e complementaridade com a natureza.

As informações e reflexões sobre as soluções apresentadas pelas experiência podem ser acessadas na plataforma Agroecologia em Rede, onde já estão cadastras mais de 6 mil práticas agroecológicas de todo o Brasil e da América Latina. Ose principais resultados e análises do mapeamento também estão disponíveis na publicação “No Clima da Agroecologia”, elaborada em português, espanhol e inglês. O material foi apresentado no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), na COP30, na Cúpula dos Povos e em outros espaços glosais de diálogo e ação pela justiça climático.

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Por Midia Ninja

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