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A jurista sul-africana Navanethem ‘Navi’ Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, em foto de 16 de setembro de 2026 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
A jurista sul-africana Navanethem ‘Navi’ Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, em foto de 16 de setembro de 2026 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (9).
Ex-chefe dos direitos humanos da ONU, ela foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país passou a vida dentro de tribunais e, ainda hoje, atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no caso em que Mianmar é acusado de genocídio.
Pillay nasceu em 23 de setembro de 1941, em um bairro pobre de Durban. De etnia tâmil, um povo do sul da Índia com uma grande comunidade na África do Sul, ela é filha de um motorista de ônibus. Em 1965, casou-se com o advogado Gaby Pillay.
Conhecida como Navi, a sul-africana começou sua trajetória lutando em seu país contra o apartheid, o sistema de segregação racial que dividia a população por cor de pele e reservava a maior parte dos direitos políticos e civis à minoria branca.
O Congresso Nacional Africano (CNA), partido que liderou a luta contra o regime, formado por nomes como Nelson Mandela, a descreve como uma ativista anti-apartheid cuja trajetória se confunde com a história da libertação do país.
Navanethem ‘Navi’ Pillay é a vencedora do Nobel da Paz
Com o fim do sistema, a carreira dela seguiu para fora do país. Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional e, entre outros casos, presidiu o julgamento que tratou do genocídio ocorrido em Ruanda, na África, em 1994.
Também participou de decisões históricas que ajudaram a estabelecer que estupro e violência sexual podem configurar atos de genocídio e crimes contra a humanidade.
Entre 2008 e 2014, Pillay ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a principal autoridade da ONU dedicada a acompanhar violações cometidas por governos no mundo inteiro.
Recentemente, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados e Israel.
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Fonte: G1.
