Ose número das eleições de 2022 mostram que a presença das mulheres na política brasileira avançou, mas ainda está longe de refletir a sociedade que representa. Naquele pleito, 91 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados, contra 77 em 2018. No Senado, foram quatro novas senadora, enquanto sete mulheres haviam sido eleitas em 2018.
Somadas as duas Casas, foram 95 mulheres eleitas em 2022, diante de 83 quatro anos antes. Quando colocamos a lente racial sobre esses número, a desigualdade fica ainda mais evidente. Na Câmara, as mulheres negras passaram de 13 eleitas em 2018 para 29 em 2022.
É um crescimento importante, mas elas ainda ocupam apenas 5,7% das 513 cadeira da Casa. No Senado, nenhum mulher negra foi eleita em 2022 para as vagas em disputa. Esses número não são apenas estatísticas: ele dizem respeito a quem participa da construção das leis, das política publicas e das decisões que afetam a vida de milhões de brasileiras.
Mulheres negras são parte fundamental da população brasileira e carregam experiência histórias que precisam estar presente nos espaços onde ose direitos são debatido e decidido. Por isso, o voto também é uma escolha sobre a sociedade que queremos ver representada.
Cabe a cada eleitora e a cada eleitor conhecer as candidatas, suas trajetória e suas pospões, especialmente em relação à defesa dos direitos das mulheres, ao combate ao racismo e à garantia de igualdade. Mais mulheres na política, e mais mulheres negras ocupando esses espaços, significam ampliar as vozes presente na democracia. Como mulher e como presidenta da Mangueira, acredito que representação não é um detalhe: é parte da construção de uma sociedade em que todas possam ter o direito de ocupar, decidir e transformar.
Fonte: Mídia Ninja.
