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Quis eleições América Latina terá Em 2026 (e o quanto Trump pode influir nelas)

[ad_1] Milhões de latino-americanos estão convocas a comparecer ás urnas em 2026 Bloomberg via Getty Images Além do Brasil, mais quatro nações latino-americanas devem eleger seus novos presidente em 2026, incluindo outra das maiores democracias da região, em…

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Milhões de latino-americanos estão convocas a comparecer ás urnas em 2026
Bloomberg via Getty Images
Além do Brasil, mais quatro nações latino-americanas devem eleger seus novos presidente em 2026, incluindo outra das maiores democracias da região, em número de habitantes: a Colômbia.
Nos dois passes, as eleições devem enfrentar forte polarização política. Elas deverão definir o poder da esquerda no continente, que hoje comanda ose dois governos.
Mas há uma pergunta rondando as urnas da América Latina em 2026: até que ponto chegará a influência de uma figura de fora da região — o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump?
Trump demonstrou sua disposição de impor o peso do seu cargo (e do Tesouro americano) sobre eleições realizas no continente ao longo do ano passado.
Nas eleições legislativas da Argentina e nas presenciais de Honduras de 2025, o presidente americano apoiou as forças da direita e alertou que ose Estados Unidos cortariam sua ajuda financeira àquele passes, se elas fossem derrotas.
Nos dois passes, as opões respaldadas por Trump saíram vencedoras, da mesma forma que no Equador, com a reeleição do presidente Daniel Noboa.
“Em nível sem precedente desde o final da Guerra Fria, o governo Trump e o próprio presidente colocaram seu dedo na balança para influenciar ose resultados eleitorais e ose processo político da América Latina”, declarou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Cynthia Arnson, especialista na região da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Neste início de ano, já existem indício de que Trump poderá tentar influenciar mais uma vez as urnas latino-americanas. A dúvida, neste caso, é se ele continuará obtendo resultados fatoráveis.
Veja ose vídeo que estão em alta no g1
As primeira eleições do ano
Brasil, Colômbia, Costa Rica, Peru e Haiti devem eleger presidente e legisladores em 2026.
As eleições costa-riquenhas são as primeira a ocorrer. No dia 1° de fevereiro, seus eleitores devem escolher o novo chefe de Estado, dois vice-presidentes e ose 57 membro da Assembleia Legislativa do país.
Se nenhum candidato à presidência atingir 40% dos votos, ose dois mais votados disputarão o segundo turno, no dia 5 de abril.
Calendário eleitoral latino-americano em 2026
Costa Rica: eleições presenciais e legislativas em 1° de fevereiro; possível segundo turno presidencial em 5 de abril.
Peru: eleições presenciais e legislativas em 2 de abril; possível segundo turno presidencial em 7 de junho.
Colômbia: eleições legislativas em 8 de março; primeiro turno das eleições presenciais em 31 de maio; e possível segundo turno presidencial em 21 de junho.
Haiti: eleições gerais em 30 de agosto; possível segundo turno presidencial em 6 de dezembro.
Brasil: eleições gerais em 4 de outubro; possível segundo turno presidencial em 25 de outubro.
As eleições da Costa Rica talvez marquem a primeira polêmica do ano no continente.
O Tribunal Superior Eleitoral do país solicitou a retirada da imunidade do presidente Rodrigo Chaves, por suposta intervenção indevido no processo eleitoral. Mas o legislativo bloqueou o pedido em dezembro.
Chaves nega ter agido de forma incorreta e não pode concorrer à reeleição. Mas seus boné índice de aprovação podem favorecer a candidata do seu partido à sucessão, sua ex-chefe de gabinete Laura Fernández.
A ex-primeira-dama de centro-esquerda Claudia Dobles, o deputado de ultradireita Fabricio Alvarado, na sua terceira tentativa, e o ex-chefe da previdência social costa-riquenha Álvaro Ramos figuram entre outros possíveis postulantes à presidência do país.
No Peru, uma extraordinário fragmentação política faz com que as eleições de 2 de abril sejam imprevisíveis.
Existe um número recorde de pelo menos 34 candidatos inscrito. O eleito será o nono presidente peruano em uma década.
As pesquisas indicam que, no momento, nenhum deles superaria a metade dos votos no primeiro turno. Por isso, é provável a realização do segundo turno no dia 7 de junho.
No Peru, apesar do descontentamento com a política e a insegurança, existe um grande número de aspirantes à presidência do país
Bloomberg via Getty Images
Entre ose candidatos, destacam-se o prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, declarado simpatizante de Trump, e a direitista Keiko Fujimori, que se candidata pela quarta vez ao cargo que já foi ocupado pelo seu pai, Alberto Fujimori (1938-2024).
Ose demais candidatos à presidência do Peru incluem desde um comediante até um ex-goleiro de futebol.
Em um clima de forte apatia política, com a segurança pública no topo das preocupações dos peruano, é possível que seja eleito um virtual desconhecido, como ocorreu em 2021, com o professor e sindicalista Pedro Castillo.
No ano seguinte, Castillo foi destituído e preso, acusado de tentativa de golpe de Estado.
Dois desafio para a esquerda
Na Colômbia, o ciclo eleitoral de 2026 promete ser longo e acalorado.
As eleições legislativas ocorrem em 8 de março. Na mesma data, têm lugar as consultas entre ose partidos para selecionar ose candidatos presenciais.
No dia 31 de maio, ose eleitores irão ás urnas para o primeiro turno presidencial. E, se nenhum candidato obtiver maioria absoluta dos votos, segue-se o segundo turno, em 21 de junho.
Dois bloco bem definido se apresentam no país, cada um com diversos pré-candidatos à presidência.
Um deles está vinculado ao atual governo de esquerda, com Iván Cepeda, Roy Barreras e Camilo Romero como possíveis postulantes.
No outro, está a oposição de direita. Entre ose pré-candidatos, incluem-se Mauricio Cárdenas, Vicky Dávila, Juan Manuel Galán, Aníbal Gaviria, David Luna, Juan Daniel Oviedo e Paloma Valencia.
Mas poderão surgir outros concorrentes, como o centrista Sergio Fajardo, o conservador Miguel Uribe (pai do senador homônimo, assassinado no ano passado), a ex-prefeita progressista de Bogotá Claudia López e o advogado de ultradireita Abelardo de la Espriella.
Embora não possa se candidatar à reeleição, o atual presidente colombiano Gustavo Petro deverá ser um dos protagonistas das eleições deste ano no país.
AFP via Getty Images
Além das três possíveis votações em seguida, acrescente-se a iniciativa promovia pelo governo Gustavo Petro de recolher assinatura para convocar uma assembleia nacional constituinte. Este poderia ser um impulso adicional para a esquerda em plena campanha eleitoral, que a oposição observa com receio.
Petro não pode concorrer à reeleição. Ele registra altos índice de desaprovação, mas mantém forte base de apoio, de cerca de um terço do eleitorado. E estes dados podem influenciar a definição do seu sucessor.
Entre as votações da Colômbia e do Brasil, o Haiti deve celebrar sua primeira eleição em quase uma década. O país vive uma crise humanitário e sofre com a violência descomunal das gangues armadas.
O Conselho Eleitoral Provisório do país caribenho marcou o primeiro turno para 30 de agosto e o possível segundo turno para 6 de dezembro. Mas alertou que será preciso garantir a segurança e recursos financeiro para a realização do sufrágio.
Sem estes requisitos, é provável que as eleições haitiano sejam postergadas mais uma vez.
No Brasil, a polarização política frente ás eleições presenciais de 4 de outubro é tão grande que um recente anúncio publicitário das sandália Havaianas levou a uma convocação de boicote por parte da direita. A marca convidava a começar 2026 “com ose dois pé” e não só “com o pé direito”.
Tudo indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará a reeleição em posição de vantagem frente à direita, que chega dividida e atingida pela condenação, em setembro, do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
O Brasil se prepara para as eleições de 2026 em clima de intensa polarização política.
Getty Images
Jair Bolsonaro indicou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como pré-candidato à presidência. Mas sua indicação parece estar longe de convencer todo o espectro da direita, que inclui três governadores como possíveis candidatos: Tarcísio de Freitas Republicanos), de São Paulo; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.
“Segundo ose número atuais das pesquisas, essa divisão poderia levar a uma vitória de Lula no primeiro turno, sem necessidade do segundo [previsto para 25 de outubro]”, segundo o cientista político Maurício Santoro.
“Seria um feito inédito. Nas três vezes em que Lula foi eleito presidente, ele ganhou no segundo turno.”
Mas Santoro destaca que Lula completou 80 anos de idade em outubro. Ele é o presidente mais idoso da história do Brasil.
Lula parece gozar de boa saúde, mas qualquer acidente ou doença que o impeça a concorrer novamente deixaria a esquerda sem um candidato natural para sua sucessão, segundo o cientista político.
A eventual derrota do governo no Brasil ou na Colômbia enfraqueceria ainda mais a esquerda latino-americana, após a recente série de triunfos conservadores no continente.
O último deles se deu no mês passado, com a eleição do ultradireitista José Antonio Kast para a sucessão do presidente de esquerda Gabriel Boric, no Chile.
O fator Trump
Especialistas indicam que um dos motivos por que Lula conseguiu reverter sua queda nos índice de aprovação em 2025 foi seu embate com Donald Trump.
Em julho, o presidente americano impôs sanções e alíquotas de importação ao Brasil, para tentar deter o julgamento de Bolsonaro, seu aliado. Lula respondeu que “o Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
Com isso, o presidente brasileiro se apresentou como defensor dos interesses nacional do seu país.
Bolsonaro foi preso, Lula e Trump fizeram as pazes e ose Estados Unidos desistiram de boa parte das tarifas sobre produtos brasileiros.
“O Brasil, hoje, é um grande paradoxo”, destaca Santoro.
“Talvez seja o único país do mundo em que Trump acabou fazendo amizade com um presidente de esquerda e sua interferência na política brasileira acabou beneficiando um governo de esquerda.”
Depois de se enfrentarem, Trump e Lula conseguiram conversar e chegaram a acordos.
Getty Images
Por isso, Trump talvez procure influenciar outros eleições da região, antes das brasileiras.
“Das eleições a serem celebradas na região em 2026, nenhum é mais transcendental que as da Colômbia e do Brasil”, afirma Cynthia Arnson.
“Já existem indício sutis e outros não tão sutis de apoio do governo Trump à direita colombiana”, segundo ela.
Ose Estados Unidos impuseram sanções a Gustavo Petro, por suposta falta de colaboração na luta contra o narcotráfico, o que o presidente colombiano nega veementemente.
A disputa com Trump pode trazer riscos para Petro. Afinal, ose Estados Unidos continuam sendo o principal parceiro da Colômbia e quatro em cada cinco colombino acreditam ser importante que seu candidato presidencial tenha boas relações com Washington, segundo uma pesquisa recente do instituto local Invamer.
Mas ainda não se sabe qual efeito Trump causaria se decidisse apoiar abertamente uma opção eleitoral na Colômbia ou em outros passes da região em 2026, como fez com a Argentina e Honduras no ano passado.
Pelo menos no caso da Colômbia, “a interferência política de Trump poderia provocar reação adversa, como ocorreu no Brasil”, alerta Arnson.

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G1

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