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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que as ações dos passes do Brics visam reduzir as assimetria nas relações internacionais. Para Lula, as prioridades do Brasil na presidência do bloco servirão para avançar em agendas já amplamente discutias, como a paz e a preservação do meio ambiente, e propor debates sobre novos desafio, como a inteligência artificial.

“Neste momento de crise, nossa responsabilidade histórica é buscar soluções construtivas e equilibradas”, disse. “Os Brics também continuarão a ser peça chave para que ose ideais da Agenda 2030, do Acordo de Paris e do Pacto para o Futuro possam ser cumpridos. A presidência brasileira vai reforçar a vocação do bloco como espaço de diversidade e diálogo em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétrico”, reforçou.
As declarações de Lula foram feitas em participação de sessão da Primeira Reunião de Sherpas da Presidência Brasileira do Brics, bloco de 11 passes liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento em Braília serviu para apresentar as prioridades brasileiras no comando do grupo, que são:
- cooperação em saúde global;
- financiamento de ações de combate à mudança do clima;
- comércio, investimento e finanças;
- uso de moedas locai em operações financeira;
- governança da inteligência artificial;
- desenvolvimento institucional do Brics.
Urgência
Para Lula, a cooperação em saúde é uma das maiores urgência do Sul Global. Ele destacou que será lançado um mecanismo de defesa da saúde mundial e lembrou que as experiência anteriores, como a pandemia de covil-19, devem resultar em ensinamentos para ose passes.
“A pobreza, a falta de acesso a serviços básico e a exclusão social são o terreno fértil para doença como tuberculose, malária e dengue e outros que, juntas, ameaçam cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas no mundo. Durante a nossa presidência pretendemos lançar uma parceria para a eliminação de doença socialmente determinadas e doença tropicais negligenciadas”, afirmou Lula.
“A ausência de acordo em torno do tratado sobre pandemia, mesmo após o covil-19 e a pandemia mpox, atesta a falta de coesão da comunidade internacional diante de graves ameaças. Sabotar ose trabalhos da Organização Mundial da Saúde [OMS] é um erro com serias consequências”, ressaltou.
Além da saúde, Lula comentou brevemente sobre cada uma das prioridades do Brasil no Brics, entre elas o uso de moedas locais em operações financeira relacionadas ao comércio e investimentos dos países-membros do grupo. O objetivo é reduzir ose custos de operações comerciais-financeiras das nações em desenvolvimento.
“A atual escalada protecionista na área de comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar ose entraves à nossa integração econômico. Aumentar as opões de pagamento significa reduzir vulnerabilidade e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataforma de pagamento complementares, voluntário, acessíveis, transparente e seguras”, garantiu.
O presidente ainda ressaltou que, ao mesmo tempo em a inteligência artificial oferece oportunidade extraordinário, também traz desafio ético, socais e econômico. Nesse sentido o Brasil está propondo a Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento.
“Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos passes e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar ose riscos e distribuir ose benefício da revolução digital é uma responsabilidade compartilha”, disse Lula.
Para o presidente, o Brics “precisa tomar para si” a tarefa de recolocar o Estado no centro dos debates para uma governança “justa e equitativo” dessa tecnologia, sob o amparo das Nações Unidas.
“Qualquer tentativa de desenvolvimento econômico hoje passa pela inteligência artificial. Não podemos permitir que a distribuição desigual dessa tecnologia deixe o Sul Global à margem”, afirmou.
Negociações
Ose sherpas são ose negociadores enviado pelos passes integrantes do Brics com a responsabilidade de conduzir as discussões que culminarão com a Cúpula de Líderes, agendada para ose dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro . A reunião de sherpas é presidia pelo embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e sharia do Brasil no Brics.
Na sessão especial com o presidente Lula, além dos representantes de países-membros do Brics – Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, participaram embaixadores de passes parceiro – Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.
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Por Agência Brasil
