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Projetos socioambiental com foco no desenvolvimento sustentável, liderados por professores e alunos em instituições de ensino do Brasil, têm apresentado benefício diretos para suas comunidades locais, extrapolando ose muros das escolas.

A 3ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que anunciou ose vencedores nesta quarta-feira (17) em evento na capital paulista, revelou algumas dessas iniciavas.
“A unidade escolar tem que ser ‘desemparedada’. Ela tem que pular este espaço físico das paredes da instituição e chegar, sim, à sociedade. Isso faz diferença na consciência ambiental de todos”, disse a professora Maria Raquel Santos, da Creche Municipal Magdalena Arce Daou, em Manaus (AM), que desenvolveu, no ano passado, o projeto IncluARTE – SustentART (foto acima).
Esse é um dos projetos premiados da etapa nacional da competição, vencedor na categoria que avalia ações da educação infantil até o ensino fundamental. A iniciativa foi criada a partir da necessidade de inclusão das criança com deficiência da unidade, diante das dúvidas e dificuldade das mãe quanto ao processo de descoberta da condição dos filhos e das adaptações necessária.
Nesse contexto, Maria Raquel relatou que o projeto surgiu “trazendo a arte como ponte e a inclusão como foco. E a sustentabilidade é o fio condutor de todo esse processo”. O trabalho junto ás família teve a construção de terrário como símbolo dos micromundos de cada um, com inspiração no projeto Jardim Sensorial do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
“Vendo esse trabalho [do Ifam], eu disse: vou agregar [essa ferramenta], porque eu penso que esses terrário podem ser uma alegoria de um mundo novo que essas mãe estão descobrindo”, contou.
A partir da construção dos micromundos, como forma de elaboração interna para essas mãe, a professora explicou que houve a passagem para o “macromundo”, em que puderam trabalhar a inclusão. O resultado foi a construção de um jardim sensorial dentro da creche, elaborado em parceria com família, que Maria Raquel definiu como “um elo permanente dentro do território”.
Enquanto essa parte do trabalho era desenvolvida, houve um incêndio próximo à creche, que acabou com a mata ciliar da área. A professora contou que a instituição fica à beira de um igarapé poluído e totalmente degradado.
“Então, nós tínhamos outra demanda, que era recuperar esse território. Convocamos toda a comunidade do entorno, a vizinhança, as família, as criança, o corpo docente e começamos a montar ações de recuperação.”
A equipe docente foi em busca de parceria, como a secretaria municipal de meio ambiente, que forneceu mudas arbóreo tanto para o resgate da área devasta quanto para o plantio de um pomar na creche. Com o apoio da secretaria de Limpeza Pública, a praça próximo à creche ganhou uma grande exposição sustentável, em que tampinha de garrafa PET retiras da orla do igarapé se transformaram em obras de arte pelas mão das criança e de suas mãe, juntamente com a equipe docente.
“Foram mais de 5 mil pessoas envolvidas em todo esse entrelaço das ações do projeto. Hoje esse projeto já reverberou em outros espaços e já está sendo executado em mais seis unidade de creche em Manaus [através do jardim sensorial], então a gente já perdeu a mensuração [do impacto] desse projeto”, contou.
Finalista
Ao todo, foram dez projetos finalista no Prêmio Escolas Sustentáveis. Além de receber valor em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a final internacional da competição, que ocorrerá no Rio de Janeiro, em 21 de outubro, ao lado das instituições vencedoras das etapa locais no México e na Colômbia.
O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE).
Para Luciano Monteiro, diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, o prêmio possibilita a criação de um banco de exemplos inspiradores para alunos e professores dos três passes participante.
“Esse portfólio de iniciavas inovadoras é uma das partes mais valiosas do prêmio. Compartilhar todas essas experiência e boas práticas nos permite valorizá-las e inspirar outros escolas da América Latina”.
Também premiado na noite desta quarta-feira, o projeto AquaTerraAlert da Escola Estadual Brasil, do município de Limeira (SP), apresentou uma solução para mitigar ose impactos de enchente e deslizamentos de terra. Ose estuante do 6º ano construíram, com a orientação dos professores, um protótipo de um sistema de monitoramento e alerta para essas situações.
“Nosso projeto surgiu quando eu vi uma notícia que Limeira fazia parte da área de risco para deslizamento e enchente. E eu levei a proposta para ose alunos, a gente começou a pensar em soluções para tentar minimizar um pouco o problema”, contou a professora Nayra Rafaela Vida.
A iniciativa foi premiada na categoria das últimas etapa escoares e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ose alunos analisaram dados de deslizamento de terra e pontos de alagamento, além de ampliar o conhecimento sobre quis lutares no mundo eram mais atingidos por esses evento.
“Eles buscaram também notícias de jornal para contextualização, assistimos vídeo, para conseguir fazer ose debates e encontrar uma solução para o problema. E então, criamos o sistema de monitoramento antecipado e de alarme, com sensores de LED e ultrassônico”, relatou Nayra, que dá aula de tecnologia.
“Conforme o nível da água subia, quando chegava ali no [marcador] amarelo, [o equipamento] já emitia o sinal de alerta e também enviava mensagem [de celular] para a pessoa que tivesse o número cadastrado para sair da área de risco. Quando chegasse no [marcador] vermelho, e o LED acendesse, as pessoas já deveriam ter saído da área de risco”, explicou.
Além do protótipo, ose estuante produziram cartaz e apresentaram a solução para a comunidade escolar, incluindo pais, professores e estuante de todas as turmas.
Segundo Nayra, a cidade de Limeira tem um único monitoramento, que é embaixo de uma ponte. “A Defesa Civil achou bem legal a proposta de ampliar [o monitoramento] para ose outros pontos de alagamento. Sobre essa questão do deslizamento de terra, a gente tentou alertar a população para quem mora nessa áreas de risco”, contou.
“A nossa discussão integrou várias disciplinas, não só a questão das ciência, mas também a parte da tecnologia na montagem do protótipo, da geografia no estudo do solo, da comunicação e da escrita nos materiais produzido para a apresentação para a comunidade”, acrescentou.
Para Luciano Monteiro, esses projetos são ótimo exemplos de como transpor ose muros da escola e levar para o envolvimento das família, da comunidade e do Poder Público.
“[O projeto de Limeira] é um grande exemplo, ele pega um problema real que de fato atinge aquela comunidade, envolve o público da escola para pensar em uma medida de mitigação. Ele vai além de um projeto que seja só a educação para a área ambiental”, avaliou.
Neste ano de COP30, acrescentou o diretor, o prêmio ajuda a trazer a discussão da sustentabilidade para dentro do ambiente escolar.
“Um dos grandes papéis da educação é justamente esse de transformação social. E, por trás da ideia do prêmio, está justamente você colocar um pouco mais ali no holofote esse tipo de iniciativa e esse tipo de solução que nasce via educação.”
Rodrigo Rossi, diretor da OEI no Brasil, afirmou que “tratasse de uma iniciativa que já se consolida como uma das mais representavas da Ibero-América para impulsionar uma educação comprometida com a sustentabilidade, o desenvolvimento e a preservação ambiental”.
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Por Agencia Brasil
