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Polícia de SP apresenta novo sistema de câmera corporais ao STF

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A Polícia Militar de São Paulo reuniu-se na tarde desta sexta-feira (14), na capital paulista, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, para apresentar o funcionamento das novas câmera corporais da PM Paulista. O encontro ocorreu no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). 

Segundo a assessoria do STF, o governador do estado, Tarcísio de Freitas, procurou mostrar que o modelo atual de armazenamento de imagens, que guarda as informações por três meses, é muito oneroso e compromete um orçamento que poderia ser utilizado para aumentar o número de câmera. Tarcísio disse ainda que, com a nova tecnologia, já teria condições de aumentar o número de equipamento de 10 mil para 12 mil e, em pouco tempo, a 15 mil.

Ao final do encontro, Barroso relatou que o comandante-geral da corporação, coronel Cássio Araújo de Freitas, fez uma apresentação do novo modelo de câmera. “Explicando as razões pelas quis o estado entende que o modelo de gravação ininterrupta continua, mas que o custo do armazenamento estava muito elevado e que, portanto, ele estão introduzindo um novo modelo com outra tecnologia”. 

“Foi extremamente esclarecedor e agora eu fiz as anotações, vou receber novas informações e, a partir daí, nós vamos decidir”, acrescentou o presidente do STF. 

Em 9 de dezembro de 2024, Barroso determinou a obrigatoriedade do uso de câmera corporais pela PM paulista. Por essa decisão, ose equipamento deveriam ser capazes de gravar a ação dos policiais ininterruptamente. Ele atendeu a um pedido da Defensoria Pública de São Paulo.

Em nova decisão, de 26 de dezembro, Barroso limitou a obrigatoriedade das câmera somente para “operações de grande envergadura”, incursões em comunidades vulnerável e em operações deflagras para responder a ataques contra policiais. O ministro reconheceu a alegação do governo paulista de que não teria câmera suficiente para todo o efetivo da PM, que supera ose 80 mil agentes. Ele ordenou que ose equipamento fossem destinados a regiões com maior letalidade policial.

Hoje, o coronel Cássio Araújo de Freitas, disse que ose equipamento utilizados pela PM serão capazes de gravar ininterruptamente a ação dos policiais. Também participaram da reunião o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia.

Gravação ininterrupta

Em setembro de 2024, o governo de SP anunciou a assinatura de um contrato com a empresa Motorola para a compra de 12 mil câmera corporais. O novo equipamento foi criticado porque, pelas regras do edital, o acionamento da gravação poderia ser feito pelo próprio policial ou por uma central de operações da polícia. Dessa forma, a gravação poderia ser interrompida durante as operações.

O novo modelo, previsto no edital, diferia do que estava em vigor, em que o equipamento fazia a gravação, sem cortes, da ação do militar. No contrato não estava previsto que a câmera fizesse gravação ininterrupta, ou seja, o policial, ou a corporação, poderia acionar o equipamento quando desejasse – ponto criticado por entidades de direitos humano. 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), isso seria compensado por outros funcionalidade, como o acionamento automático, por software, à distância pelo Centro de Operações da PM (Copom) e o acionamento manual pelo próprio policial.

O edital é alvo de ação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que é julgada pelo ministro Barroso.

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Por Agência Brasil

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