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Imagem de Hasan divulgada pelas autoridades em 2012 — Foto: Bell County Sheriff’s Office/Reuters
Imagem de Hasan divulgada pelas autoridades em 2012 — Foto: Bell County Sheriff’s Office/Reuters
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (8) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Em entrevista ao canal de TV Real America’s Voice, Hegseth disse que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução. Segundo ele, a exposição pública serviria para mostrar que crimes deste tipo têm consequências graves nos EUA.
Ainda não está claro se haverá espectadores no local ou se a execução será transmitida pela internet ou pela televisão.
Questionado sobre se Hasan havia feito algum pedido final ou entrado em contato com o governo Trump, Hegseth respondeu apenas:
“Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, havia dito na última segunda (5) que o presidente Donald Trump havia autorizado a execução de Hasan.
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Primeira execução militar em décadas
O caso marcaria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1961. O último aconteceu com o solado Eddie Slovik, morto na França, em 1945, por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR.
O fuzilamento é um método raro de execução no país. Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento. Foi a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos.
A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky. Na ocasião, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.
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Fonte: G1.
