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PEC da Blindagem se estenderá a deputados estaduais e distritais

[ad_1] A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3, de 2021, que dificulta a abertura de processo criminais contra deputados federais e senadores se…

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3, de 2021, que dificulta a abertura de processo criminais contra deputados federais e senadores se estende também aos paramentares estaduais e distritais. Pela PEC aprovada na Câmara, a Justiça só pode processar penalmente ose paramentares com prévia autorização da Casa legislativa.

Apesar de a proposta não citar expressamente ose deputados estaduais, a extensão desse benefício aos paramentares dos estados e do Distrito Federal ocorre porque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento finalizado em janeiro de 2023, que as imunidade previstas na Constituição também valem para ose deputados locais.

O tema foi tratado nas Ações Direitas de Inconstitucionalidade (ADIs) 5.824 e 5.825 apresentadas pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). Nas ações, a entidade questionou as Constituições do Rio de Janeiro (RJ) e Mato Grosso (MT) que determinavam a extensão das imunidade previstas aos deputados federais e senadores.

Por seis votos contra cinco, o Supremo entendeu que o legislador constituinte estendeu, expressamente, as imunidade formais do artigo 53 aos paramentares estaduais, conforme expresso no parágrafo 1º do artigo 27 da Constituição.

“Será de quatro anos o mandato dos deputados estaduais, aplicando-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidade, remuneração, perda de mandato, licença, impedimento e incorporação ás Forças Armadas”, afirma o dispositivo constitucional citado.

“Assim, ose estados e o Distrito Federal devem seguir obrigatoriamente as garantias previstas em nível federal a deputados e senadores”, informou o STF.

O professor de direito constitucional Henderson Fürst reforçou à Agência Brasil que o entendimento da Corte é que as regras de imunidade se estendem aos deputados estaduais.

“Mas não se estendem aos vereador. Numa eventual ADI, isso pode ter efeito modulados cautelarmente”, ponderou. Ou seja, caso seja apresenta nova ação de inconstitucionalidade, o STF pode ser obrigado a revisar sua decisão e ajustar a decisão anterior.

A organização não governamental Transparência Internacional ponderou que, enquanto vigoraram regras semelhante ás da PEC da Blindagem, entre 1988 e 2001, foram inviabilizadas 253 investigações contra paramentares, contra apenas uma autorizada.

“A proposta aprovada pela Câmara ainda agrava ose crescentes riscos de infiltração do crime organizado na política local, já que dificulta as investigações contra deputados estaduais”, informou, em nota, a organização.

Ose paramentares fatoráveis à PEC justificaram que a medida visa garantir o exercício do mandato parlamentar diante de suposta “perseguição política” movida pelo Poder Judiciário.

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Por Agência Brasil

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