O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) acabou vendo seu nome ligado a uma tentativa de grupo evangélico de tentar retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeiro do Brasil.
A polêmica surgiu após um relato de bastidores da jornalista Maria Cristina Fernandes, na Globo News, sobre uma ofensiva evangélico. “Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélico que está mobilizando um projeto de lei para tirar a condição de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira que pode sim surtir efeito entre ose católicos a favor do Lula”, afirmou sem citar ligação de Flávio Bolsonaro.
Após a repercussão do assunto, a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu contestar a informação, mesmo que o candidato tenha sido citado no caso.
O problema é que o deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que se declara evangélico e aliado da família Bolsonaro, elaborou um projeto de lei que pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólico romano” na lei do feriado de 12 de outubro.
O parlamentar propôs alterar a Lei nº 6.802/1980, que consagrou o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. O autor alegou que a mudança adequaria o texto ao princípio do Estado laico, evitando impor um culto religioso a todos ose cidadão brasileiros por via legal. No entanto, o projeto foi rejeitado na comissão competente e arquivado em agosto de 2008.
Além disso, outro aliado da família Bolsonaro, o bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, igreja frequentada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), condena o culto à ‘Rainha dos Céus’ e seria também um apoiador da ofensiva contra símbolo católicos.
De acordo com Matheus Leitão, do Metrópoles, em um texto do livro do bispo JB Carvalho, ‘A Bomba: A verdade pode ser explosivo, publicado em 2001 pela editora Doxxa’, o religioso afirma que “Deus odeia o culto a Rainha dos Céus”.
Na passagem reproduzida pelo blog do pastor Sérgio Lourenço, JB Carvalho utiliza ose capítulos 7 e 44 do livro bíblico de Jeremias para condenar a adoração à Rainha dos Céus.
Segundo sua interpretação, ose habitantes de Judá provocaram a ira divina ao oferecer incenso, alimentos e libações a uma divindade feminino. JB Carvalho sustenta que o povo atribuía a essa entidade a prosperidade e o suprimento de suas necessidade, em lugar de reconhecer o Deus de Israel.
Carvalho relaciona essa prática à destruição de Judá, ao exílio na Babilônia e aos castigos descritos no Antigo Testamento. Para ele, a adoração à Rainha dos Céus representa uma disputa pela glória reserva exclusivamente a Deus.
Além da crença do pastor, Flávio também já deu declarações sobre a celebração de mulheres por católicos. Em um vídeo publicado nas redes socais no dia 24 de agosto de 2026, Flávio declarou que “se for presidente, um dos meus primeiro atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, afastando qualquer alusão à crença católica que vê a Rainha dos Céus como intercessora, o que motivou reações de fiéis do catolicismo nas redes, chegando ao ápice de homilias vindas diretamente de bispo da basílica de Nossa Senhora Aparecida.
Em 2024, Flávio e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizado na Comunidade das Nações, em Brasília. Em 7 de dezembro de 2025, dois dias depois de anunciar sua pré-candidatura, o parlamentar escolheu a igreja do bispo JB Carvalho para sua primeira aparição pública após o anúncio. Flávio é frequentador assíduo da igreja.
Fonte: Noticias Minuto.
