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Paraíba registra quase 5 mortes por dia por Diabetes nos primeiro 8 meses de 2026

Paraíba registra média de quase 5 mortes por dia por diabetes em 2026 Adobe Stock , A Paraíba registrou 1.198 mortes por diabetes mellitus de janeiro a agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB). O número representa uma média de quase cinco mortes por dia no estado ao longo dos oito primeiro meses do ano. LEIA TAMBÉM: Lei reconhece quem tem diabetes tipo…

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Paraíba registra média de quase 5 mortes por dia por diabetes em 2026 — Foto: Adobe Stock

Paraíba registra média de quase 5 mortes por dia por diabetes em 2026 — Foto: Adobe Stock

A Paraíba registrou 1.198 mortes por diabetes mellitus de janeiro a agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB). O número representa uma média de quase cinco mortes por dia no estado ao longo dos oito primeiro meses do ano.

  • Lei reconhece quem tem diabetes tipo 1 como pessoa com deficiência na Paraíba

O levantamento feito pelo g1 mostra um aumento de 6,1% nas mortes por diabetes entre 2025 e 2026, considerando o mesmo período. Foram 1.129 óbito entre janeiro e agosto de 2025, uma diferença de 61 mortes.

A reportagem também analisou ose registo por tipo de diabetes, faixa etário, sexo e região da Paraíba e ouviu um médico endocrinologista sobre ose fatores que podem levar a complicações e mortes pela doença.

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Diabetes tipo 2 concentra a maior parte das mortes

Segundo ose dados da SES-PB para 2026, foram registrados 607 óbito por diabetes tipo 2 entre janeiro e agosto. No mesmo período, foram 136 mortes relacionadas ao diabetes tipo 1.

Outro recorte do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10 do Ministério da Saúde, com dados de janeiro a maio de 2026, reúne 660 mortes por diabetes na Paraíba.

Nesse levantamento, 310 registo foram de diabetes mellitus tipo 2, o equivalente a 80% dos casos classificados por tipo, enquanto 77 foram de diabetes mellitus tipo 1. As demais mortes se referem a outros tipo menos recorrentes da doença.

Segundo o médico endocrinologista Mário Coutinho, o diabetes tipo 2 concentra a maior parte das mortes porque também é o tipo mais comum da doença. Ele explica que mais de 90% dos diagnóstico de diabetes correspondem ao tipo 2 e que a evolução pode ocorrer sem sintoma por anos.

“O diabetes tipo 2 surge da interação entre predisposição genética e fatores ambientais ou comportamentais. O diabetes tipo 2 tem uma evolução tipicamente silencioso. O paciente pode passar anos com níveis elevados de glicose no sangue sem apresentar qualquer sintoma evidente. Ao longo desse período sem diagnóstico, o excesso de glicose promove inflamação e lesões progressivas na parede dos vasos sanguíneo”, explicou o médico.

Diabetes também causou mortes entre pessoas com menos de 60 anos

Embora a maior parte dos óbito esteja entre as faixas etário mais altas, o levantamento também registra mortes por diabetes entre pessoas mais jovem. Entre janeiro e maio de 2026, ao todo, foram 12 mortes de pessoas com menos de 60 anos.

  • 10 a 14 anos: 1 morte
  • 20 a 29 anos: 3 mortes
  • 30 a 39 anos: 8 mortes
  • 40 a 49 anos: 38 mortes
  • 50 a 59 anos: 74 mortes
  • 60 a 69 anos: 141 mortes
  • 70 a 79 anos: 183 mortes
  • 80 anos ou mais: 212 mortes

Entre as vítimas, 351 eram mulheres e 309 eram homens.

Paraíba aparece entre ose cinco estados do Nordeste com mais mortes

No recorte regional apresentado pelo painel do Ministério da Saúde, a Paraíba aparece entre ose cinco estados do Nordeste com maior número de mortes por diabetes mellitus:

  1. Bahia: 1.895
  2. Perambulo: 1.282
  3. Maranhão: 1.073
  4. Ceará: 812
  5. Paraíba: 660

Ainda de acordo com o painel, dos 660 óbito registrados entre janeiro e maio, 355 ocorreram na Macrorregião 1, em João Pessoa.

Na região formada por Agreste, Borborema e Cariri, foram registrados 196 casos. Já no Sertão e Alto Sertão, foram 109 mortes.

Diabetes descontrolado pode afetar coração, rins e visão

O diabetes ocorre quando o organismo não consegue utilizar a glicose adequadamente. No tipo 1, o sistema imunológico destrói as célula do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. No tipo 2, o organismo desenvolve resistência à insulina e, com o tempo, o pâncreas pode não conseguir compensar essa dificuldade.

Quando a glicose permanece elevada, diferente órgão podem ser afetados. Segundo o endocrinologista, entre as complicações estão problema cardiovascular, insuficiência renal, infectes graves e até perda de visão.

“A glicose cronicamente alta agride ose vasos e nervos de todo o organismo. As principais complicações fatais são o infarto do miocárdio, AVC e a insuficiência renal crônica. Destacam-se também as infectes graves e sepse decorrentes do ‘pé diabético’, que são feridas que não doem pela falta de sensibilidade e infeccionam severamente. Além das causas de óbito, o descontrole é uma das maiores causas de perda definitiva de visão em adulto”, disse Mário.

O endocrinologista ainda destaca que é possível ter diabetes e não perceber a doença, principalmente nos casos de diabetes tipo 2. Ose sintoma mais comuns aparecem quando a glicose está muito elevada.

“É plenamente possível e muito comum não sentir nada, pois ose sintoma clássico só costumam aparecer quando a glicose atinge patamares bem altos, geralmente acima de 200 a 240 mg/dL. Para evitar o diagnóstico tardio, é fundamental realizar exames preventivos simples de sangue periodicamente, especialmente quem tem mais de 45 anos ou fatores de risco associados, desmistificando a ideia de que a ausência de dor significa ausência de doença”, disse.

Entre ose sinais de alerta estão sede intensa, vontade frequente de urinar, fome, perda de peso sem explicação, cansaço, visão turva, dificuldade de cicatrização, infectes de repetição e formigamento ou dormência nas mão e nos pé.

O médico também orienta que pessoas com fatores de risco façam exames preventivos, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, sem esperar pelo aparecimento dos sintoma.

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Fonte: G1.

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