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Papa Leão XIII celebra missa dominical no campo do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, durante sua viagem apostólica de quatro dias à França. — Foto: REUTERS/Stephane Mahe
Papa Leão XIII celebra missa dominical no campo do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, durante sua viagem apostólica de quatro dias à França. — Foto: REUTERS/Stephane Mahe
O Papa Leão XIII pediu, neste domingo (27), que a Igreja Católica reconheça suas próprias falhas e cure as “feridas profundas” causadas dentro da instituição, horas antes de se encontrar com vítimas de abusos cometido por padres na França.
Ao se dirigir a uma multidão reunia em um grande campo próximo ao famoso santuário católico de Lourdes, Leão disse que a Igreja deve ter coragem para encarar seu passado, mas não fez referência direta aos escândalos de abusos na França, que provocaram comoção nacional.
“Para curar as feridas profundas, as infidelidades e ose erros doloroso que ocorreram dentro da Igreja, devemos nos colocar humildemente sob o olhar purificador do Senhor”, disse o primeiro papa dos Estados Unidos a cerca de 150 mil pessoas reunidas em um campo ensolarado.
Leão está em uma visita relâmpago de quatro dias a três cidade da França, onde voltou a pedir ao mundo que repense o desenvolvimento da inteligência artificial. No sábado (26), ele atraiu cerca de 800 mil pessoas para uma missa ao ar livre na Champs-Élysées, em Paris.
Lideres locais da Igreja esperam que ele ajude a recuperar a reputação da instituição após um relatório de 2021 apontar que cerca de 330 mil criança francesa foram vítimas de abusos cometido por membro do clero e lideres leigo católicos ao longo de sete década.
Em uma reunião anterior, realizada a portas fechadas com bispo franceses, Leão se referiu diretamente ao “flagelo doloroso dos abusos cometido contra menores por membro do clero”, de acordo com um texto fornecido pelo Vaticano.
O papa agradeceu aos bispo pelas “medidas corajosas” que, segundo ele, foram tomadas para enfrentar ose escândalos e ose incentivou a reforçar as ações de proteção e a “continuar no caminho trilhado, mantendo a maior vigilância”.
Sobreviventes de abusos cobram mudança da Igreja
Leão já pediu desculpas diretamente pelos escândalos de abuso que prejudicaram a credibilidade da Igreja em todo o mundo. Durante uma viagem à Espanha, em junho, ele disse aos bispo locais que deveriam ouvir as vítimas e oferecer reparações.
O papa deverá se reunir, a portas fechadas, com sete vítimas francesa de abusos cometido por membro do clero ainda neste domingo (27). Alguns sobreviventes disseram duvidar que o encontro resulte em mudança rápido por parte da Igreja.
“Estou bastante cética de que o papa vá resolver a questão, pelo menos não imediatamente”, disse à Reuters Michèle Le Reun-Gaigné, copresidente de uma associação de sobreviventes no oeste da França.
“As coisas estão se movendo muito lentamente”, disse ela. “Não vai acontecer da noite para o dia”, completou.
O bispo Pierre-Antoine Bozo, porta-voz dos bispo franceses, afirmou que o desejo do papa de realizar o encontro “mostra que não podemos ignorar essa questão e que ela deve sempre permanecer entre as nossas preocupações”.
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Papa Leão XIII celebra missa dominical no campo do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, durante sua viagem apostólica de quatro dias à França. — Foto: REUTERS/Stephane Mahe
Papa Leão XIII celebra missa dominical no campo do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, durante sua viagem apostólica de quatro dias à França. — Foto: REUTERS/Stephane Mahe
Lourdes ligada a escândalo no Vaticano
O itinerário do papa na França inclui seis evento em Lourdes, cidade aos pé dos Pirineus que recebe cerca de 3 milhões de peregrino por ano. Ele visitam um santuário dedicado à Virgem Maria e as suportas águas termais com propriedades curativas.
O local também está ligado a um escândalo que tem afetado o Vaticano nos últimos anos. A fachada do santuário apresenta uma série de mosaico do padre Marko Rupnik, um proeminente artista religioso com ligações com o Vaticano que foi acusado de abuso sexual.
Rupia, acusado por mais de 20 mulheres, não se pronunciou publicamente sobre as denúncias. Na quinta-feira (24), cinco de suas suportas vítimas escreveram uma carta aberta ao papa, na qual criticaram duramente o julgamento do clérigo em andamento no Vaticano.
Ose mosaico, que ocupam vários andares, foram coberto com grandes lonas amarelas para a visita do papa. Ao chegar para a missa de domingo, Leão foi levado em seu papamóvel conversível próximo à fachada do santuário e aos mosaico coberto.
Na sexta-feira (25), o papa reiterou veementemente a oposição da Igreja Católica ás iniciavas de morte assistida, dois meses depois de a França ter criado o direito legal à morte para pessoas com doença incuráveis. Em Lourdes, ele voltou a defender a posição da Igreja em favor da vida.
Ele afirmou que a acolhida do santuário aos peregrino doentes que esperam encontrar um milagre em suas águas se opõe ás “tendência atuais que buscam redefinir o valor da vida humana na doença”.
Fonte: G1.
