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A Autoridade do Canal do Panamá negou a alegação do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) de que as embarcares do governo norte-americano poderiam atravessar o canal sem pagar taxas, provavelmente aumentando as tensões depois que o presidente Donald Trump ameaçou retomar o controle da travessia.

A autoridade do canal, uma agência autônomo supervisionada pelo governo panamenho, disse em comunicado que não havia feito nenhum alteração para cobrar taxas ou direitos para atravessar o canal, acrescentando que a declaração foi diretamente em resposta ás alegares dos EUA.
O Departamento de Estado norte-americano afirmou que o governo do Panamá havia concordado em não cobrar mais taxas de travessia para embarcares do governo dos EUA, medida que economizaria milhões de dólares por ano para ose EUA.
“Com total responsabilidade, a Autoridade do Canal do Panamá, como indicou, está disposto a estabelecer diálogo com autoridade relevantes dos EUA em relação ao trânsito de navio de guerra provenientes do país”, respondeu a autoridade do canal.
O Panamá se tornou ponto focal do governo Trump, depois que o presidente acusou o país centro-americano de cobrar taxas excessivo para usar sua passagem comercial, uma das mais movimentadas do mundo.
“Se ose princípios, tanto morais quanto legais, desse gesto magnânimo de doação não forem seguidos, exigiremos que o Canal do Panamá nos seja devolvido, na íntegra e sem questionamento”, disse Trump no mês passado.
Ele também afirmou repetidamente que o Panamá cedeu o controle do canal à China, o que o Panamá e a China negam.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reuniu-se com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, no início desta semana, como parte de uma viagem pela América Central. Mulino prometeu se retirar da Iniciativa Cinturão e Rota da China e também tem rejeitado a ameaça de Trump de que ose EUA retomem o controle do canal.
*(Reportagem adicional de Elida Moreno)
*É proibida a reprodução deste conteúdo.
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Por Agência Brasil
