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Onda de calor deixa 212 mortes na Espanha; França registra 55 afogamentos ligados às temperaturas extremas

[ad_1] A Europa enfrenta uma nova onda de calor extremo que já produz consequências devastadoras. Na Espanha, ao menos 212 mortes registradas entre os…

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A Europa enfrenta uma nova onda de calor extremo que já produz consequências devastadoras. Na Espanha, ao menos 212 mortes registradas entre os dias 21 e 24 de junho podem estar associadas às temperaturas recordes, segundo estimativas do Instituto de Saúde Carlos III. O país viveu os dias mais quentes de junho desde o início dos registros meteorológicos modernos, enquanto diversas regiões enfrentaram temperaturas superiores a 40°C.

Na França, a situação também é alarmante: 55 pessoas morreram afogadas em poucos dias ao tentarem escapar do calor em rios, canais e áreas sem estrutura adequada para banho. Um menino de três anos também morreu após ficar preso no carro da família em Paris durante a onda de calor.

O episódio expõe como a crise climática deixou de ser uma projeção para o futuro e passou a impactar diretamente a vida cotidiana.

Escolas tiveram atividades afetadas, sistemas de transporte enfrentaram dificuldades e autoridades emitiram alertas máximos em diferentes regiões do continente. Na França, mais de cinquenta departamentos chegaram a ficar sob alerta vermelho, uma situação sem precedentes. O calor extremo também desacelerou atividades econômicas e sobrecarregou serviços públicos, enquanto especialistas alertam para o aumento dos riscos à saúde, especialmente entre idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a Europa é o continente que aquece mais rapidamente no planeta, em um ritmo superior ao dobro da média global. O fenômeno atual é provocado por um bloqueio atmosférico que aprisiona massas de ar quente sobre o continente, mas cientistas destacam que as mudanças climáticas tornam esses eventos cada vez mais intensos, frequentes e prolongados. Mais de vinte anos após a onda de calor de 2003, que provocou cerca de 80 mil mortes na Europa, o continente volta a enfrentar um cenário que reforça a urgência de políticas climáticas capazes de proteger vidas diante de uma emergência que já está em curso.

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Por Midia Ninja

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