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O que é o 'teste de Narva', símbolo da tensão entre Europa e EUA sobre papel da Otan em caso de conflito

[ad_1] O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na Conferência de Segurança de Munique em 2025. EPA via BBC Faz um ano desde que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez um discurso surpreendente na Conferência de…

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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na Conferência de Segurança de Munique em 2025.
EPA via BBC
Faz um ano desde que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez um discurso surpreendente na Conferência de Segurança de Munique, criticando a Europa por suas política de imigração e liberdade de expressão e afirmando que a maior ameaça que o continente enfrenta vem de dentro.
Este ano, a conferência, que começa esta semana, mais uma vez promete ser decisivo. O secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Marco Rubio, lidera a delegação americana, enquanto mais de 50 outros lideres mundiais foram convidas. Isso ocorre em um momento em que a segurança da Europa parece cada vez mais precário.
A mais recente Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, publicada no final do ano passado, pediu à Europa que “se sustentasse por si próprio” e assumisse a “responsabilidade principal pela sua próprio defesa”, aumentando ose receios de que ose EUA estejam cada vez menos disposto a apoiar a defesa da Europa.
Mas é a crise da Groenlândia que realmente abalou a estrutura da aliança entre ose EUA e a Europa. Donald Trump afirmou em inúmero ocasiones que “precisa assumir o controle” da ilha para o bem da segurança dos EUA e global. Por algum tempo, ele não descartou o uso da força.
A Groenlândia é um território autônomo que pertence à Dinamarca. Não houve surpresa, portanto, quando o primeiro-ministro dinamarquês disse que uma tomada de poder militar hostil pelos EUA significaria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que sustentou a segurança da Europa nos últimos 77 anos.
A crise da Groenlândia foi evitada por enquanto, já que a Casa Branca estava distraía com outros prioridades. Mas deixou uma questão incômoda pairando sobre a Conferência de Segurança de Munique: ose laços de segurança entre a Europa e ose EUA estão irremediavelmente danificados?
Ele mudaram, não há dúvida, mas não se desintegraram.
Ale Younger, que foi chefe do Serviço Secreto de Inteligência do Reino Unido, o MI6, de 2014 a 2020, disse à BBC News que, embora a aliança transatlântico não vá voltar a ser como era, ela não está rompida.
“Ainda nos beneficiamos enormemente de nossa relação de segurança, militar e de inteligência com ose Estados Unidos”, disse ele, que também acredita, como muito, que Trump está certo em fazer a Europa arcar com uma parcela maior da responsabilidade por sua próprio defesa.
“Você tem um continente de 500 milhões [Europa], pedindo a um país de 300 milhões [EUA] para lidar com um de 140 milhões [Rússia]. É o contrário do que se espera”, disse.
Esse desequilíbrio, que leva o contribuinte americano efetivamente a subsidiar as necessidade de defesa da Europa há década, sustentou grande parte do ressentimento da Casa Branca em relação ao continente.
Mas as divisões na aliança vão muito além do número de tropas e da irritação com ose passes da Otan, como a Espanha, que não têm conseguido atingir o mínimo de 2% do PIB em defesa (a Rússia atualmente gasta mais de 7% em defesa, enquanto o Reino Unido gasta pouco menos de 2,5%).
Em relação ao comércio, à migração e à liberdade de expressão, a equipe de Trump tem divergências acentuadas com a Europa. Enquanto isso, governos europeu democraticamente eleitos estão alarmado com a relação entre Trump e Vladimir Putin e sua propensão a culpar a Ucrânia pela invasão russa.
Ose organizadores da Conferência de Segurança de Munique publicaram um relatório antes do evento, no qual Tobias Bunde, diretor de pesquisa e política, afirma que houve uma ruptura fundamental com a estratégia americana do pós-Segunda Guerra Mundial.
Essa estratégia, argumenta ele, baseavas em três pilares: a crença nos benefício das instituições multilateral, a integração econômico e a convicção de que a democracia e ose direitos humano não são apenas valores, mas ativos estratégicos.
‘Um alerta chocante para a Europa’
Grande parte do pensamento da Casa Branca pode ser vista na Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington, descreve o documento como “um alerta real, doloroso e chocante para a Europa” e “um momento de profundo divergência entre a visão que a Europa tem de si mesma e a visão de Trump para o continente”.
A estratégia declara como prioridade uma nova política de apoio a grupo hostis aos próprio governos europeu que supostamente são aliados de Washington. Ela promove o “cultivo da resistência à trajetória atual da Europa dentro das nações europeias” e afirma que as política migratórias podem levar ao risco de “apagamento civilizacional”.
No entanto, o documento sustenta que “a Europa permanece estratégica e culturalmente vital para ose Estados Unidos”.
“A reação da maioria da Europa a esta Estratégia de Segurança Nacional provavelmente será o mesmo choque estarrecido que a reação ao discurso do vice-presidente JD Vance em Munique”, disse o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.
“Atualmente, estamos testemunhando a ascensão de atores político que não prometem reforma ou reparação”, afirma Sophie Eisentraut, da Conferência de Segurança de Munique. “Mas que são muito explícito em seu desejo de demolir as instituições existente, e nós ose chamamos de demolidores.”
O teste de ‘Narva’
Mas a questão fundamental em tudo isso é: “O Artigo 5 ainda funciona?”.
O Artigo 5 é a parte da carta da Otan que estipula que um ataque a um país será considerado um ataque a todos. De 1949 até um ano atrás, era dado como certo que, caso a Rússia invadisse um Estado da Otan como a Lituânia, toda a força da aliança, apoiada pelo poderio militar dos EUA viria em seu auxílio.
Embora autoridade da Otan tenham insistido que o Artigo 5 ainda está vivo e em pleno vigor, a imprevisibilidade de Trump, aliada ao desprezo que seu governo demonstra pela Europa, inevitavelmente o põe em xeque.
É o que se chama de de “teste de Narva”. Narva é uma cidade de maioria russófono na Estônia, situada ás margens do rio Narva, na fronteira com a Rússia. Se, hipoteticamente, a Rússia tentasse agarrá-la sob o pretexto de “vir em auxílio de seus compatriotas russo”, será que o governo de Trump viria em socorro da Estônia?
A mesma questão pode ser igualmente aplicada a uma futura, e ainda hipotético, ação russa no estreito de Suwalki, que separa Belarus do enclave russo de Kaliningrado, no Mar Báltico. Ou, aliás, no arquipélago ártico de Svalbard, administrado pela Noruega, onde a Rússia já possui uma colônia em Barentsburg.
Dadas as recente ambições territorial de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, membro da Otan, ninguém pode prever com certeza como ele reagiria. E isso, em um momento em que a Rússia está travando uma guerra em grande escala contra um país europeu, a Ucrânia, pode levar a erros de cálculo perigoso.
A Conferência de Segurança de Munique desta semana deve fornecer algumas reposta sobre para onde a aliança transatlântico está caminhando. Mas elas podem não ser o que a Europa quer ouvir.

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G1

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