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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
A proposta do governo dos Estados Unidos de adotar tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros após a conclusão de uma grande investigação comercial contra o Brasil repercutiu na imprensa internacional.
O governo americano concluiu que certas práticas do governo brasileiro — que envolvem diversos áreas, como o sistema de pagamento Pix, a comercialização de etanol, o combate a corrupção, o respeito a propriedade intelectual e o desmatamento na Amazônia, entre outros — são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
O jornal britânico The Guardian destacou que ose EUA estão propondo tarifas contra o Brasil “apesar do superávit comercial dos EUA”. O Guardian afirma que “a China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil por cerca de uma década”.
“Documentos divulgado pelo representante comercial dos EUA mostram que, no ano passado, as exportares americana para o Brasil aumentaram quase 11%, atingindo US$ 54,4 bilhões. As exportares brasileiras para ose EUA caíram 5,7%, para US$ 39,9 bilhões, o que significa que ose EUA tiveram um superávit comercial de mais de US$ 14 bilhões”, afirma o jornal britânico.
“O desequilíbrio comercial no setor de serviços é ainda mais favorável aos EUA, com as exportares de serviços previstas para 2024 atingindo US$ 29,6 bilhões, quatro vezes o valor das exportares brasileiras de serviços para ose EUA.”
Lula: O governo americano anunciou 25% de tarifas com base em mentira
O jornal destacou também as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — tanto ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, como ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à eleição presidencial.
O Guardian destacou que, em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei diferente — a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 – para impor tarifas abrangente a parceiro comerias dos EUA, incluindo o Brasil.
Mas afirma que a legislação usada agora — a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — resiste a contestações judiciais, e “é provável que o governo use essa autoridade para impor outros tarifas e recuperar parte da receita tributara perdida quando a Suprema Corte rejeitou as tarifas da IEEPA”.
O jornal americano New York Times também destacou o uso da Seção 301 por Trump como um novo instrumento mais duradouro para manter tarifas contra outros passes.
“O governo Trump tem trabalhado para estabelecer um sistema tarifário global mais duradouro até o verão (do hemisfério norte), mas a Seção 301 exige que o governo realize investigações específicas para cada país e promova consultas e audiência antes que ose novos impostos de importação entrem em vigor”, afirma o jornal americano.
O New York Times também destacou que as tarifas proposta pelos EUA “isentariam alguns produtos, incluindo carne bovina, café, metais de terras raras, equipamento aeronáutico e certas frutas e vegetais”.
A rede Al Jazeera, do Catar, destacou que outros passes, como a China e o Vietnã, também estão sob investigação. E disse que “as mudança [propostas pelos EUA] ocorrem apesar da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington no mês passado, em um momento em que as relações se deterioraram nos últimos meses”.
O jornal argentino Clarín destacou em seu título as críticas de Lula a Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo Bolsonaro: “Os EUA estão considerando impor tarifas de 25% sobre o Brasil, e Lula acusa ose filhos de Bolsonaro de serem ‘traidores'”.
“Embora ose mercados tenham reagido com relativa indiferença à notícia, o presidente Lula da Silva, em tom eleitoral, acusou ose filhos de Jair Bolsonaro de estarem por trás da imposição da tarifa”, disse o jornal argentino. “Ainda assim, Bolsonaro negou ter solicitado a imposição de tarifas.”
O Clarín afirma também que “do ponto de vista comercial, ose analistas minimizaram o impacto das tarifas, considerando que muito produtos são isentos”.
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G1
O que disse a imprensa Internacional sobre novo tarifaço de Trump: 'Instrumento para impor novas tarifas ao Brasil é alternativa mais duradouro após decisão da Suprema Corte'
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