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Nas últimas semanas, o grupo fundamentalista que governa o Afeganistão publicou o documento intitulado “Princípios de Separação Entre Cônjuges”, que muda a legislação sobre casamentos no país. Desse modo, uma tragédia comum nas regiões rurais foi oficializada como lei: o casamento infantil. Na prática, o Talibã derrubou a idade mínima para o casamento, que era de 16 anos: agora, menina de até 9 anos já são submetias ao matrimônio forçado. O texto estabelece ainda uma interpretação extrema de consentimento: o silêncio de uma “menina virgem” deve ser entendido como um “sim”. A medida é apontada por especialistas internacionais como a institucionalização do estupro infantil e da violência doméstica.
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G1
