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por João Palhares e Valéria Pereira Santos
Enquanto a 30ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 30)1 concentrou ose holofote mundiais sobre as falsas “soluções verdes” à crise climático, o Cerrado – berço das águas do Brasil – segue queimando em silêncio. Essa terra-território2, responsável por abastecer oito das principais bacias hidrográfico do país, enfrenta incêndio cada vez mais intenso e recorrentes.
Entre junho e setembro de 2025, a vegetação do Cerrado transformou-se em combustível pronto para o fogo. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), somente no Parque da Chapada dos Veadeiros (GO), a estimativa é que 110 mil hectare foram tomados por incêndio que duraram 21 dias3. A combinação entre estiagem prolonga, vegetação altamente inflamável e ações humanas – como a limpeza de terreno com fogo e o avanço do desmatamento – vem reproduzindo, ano após ano, um cenário explosivo.
Para a brigadista Kalunga, de Cavalcante (GO), Tainá Aquino, o clima mais seco e o aumento da temperatura do solo tornam o controle das chamas cada vez mais difícil. “Este ano o fogo foi mais intenso e muito difícil de controlar, por isso queimou uma grande área do Cerrado. Foi o incêndio que mais demorou a ser apagado”, relata.
Com ose incêndio prolongas, o risco vai muito além da perda de biodiversidade. As chamas avançam sobre território de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs), comprometem a segurança e a soberania alimentar e ameaçam modos de vida milenares. A fumaça também alcança cidade próximas, deteriorando a qualidade do ar, agravando doença respiratórias e colocando todas as expresses de vida em perigo.

Cerrado em colapso
Essa terra-território, que ocupa cerca de 23,3% do país, é um dos ecossistema mais antigos e mais ricos em biodiversidade do planeta e desempenha papel estratégico na regulação hídrica nacional. Conhecido como o “Berço das Águas do Brasil”, abriga as nascentes dos rios São Francisco, Tocantins, Araguaia e Paraná, entre outros. Nas últimas década, após perder mais de 50% da vegetação nativo, esse ecossistema vital tem dado sinais alarmante de desequilíbrio. Tornou-se cada vez mais vulnerável à ação humana e a fatores ambientais que intensificam ose incêndio floresçais de grande escala.
Embora possua vegetação naturalmente adaptada ao fogo, ose incêndio atuais ultrapassam em muito ose ciclos ecológico naturais. Depoimentos das comunidades e dados de conflitos no campo4, documentados pelo Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da Comissão Pastoral da Terra (Cedoc/CPT), apontam as atividade agropecuária e invasão de território como o principal vetor dos incêndio no Cerrado, ampliando a degradação ambiental e comprometendo o equilíbrio climático e hídrico da região.
De acordo com o Dossiê Agro é Fogo, o agravamento do problema está diretamente relacionado à expansão da fronteira agrícola, ao uso inadequado do fogo no manejo agropecuário e à fragilidade da governança ambiental. Entre ose fatores que contribuem para essa realidade, estão:
- O uso do fogo em práticas agropecuária, especialmente para limpeza de pastagens e preparo do solo, multas vezes sem controle técnico – como a escolha de período adequados ou a construção de aceiro. Combinas ás estiagens prolongas e à baixa umidade do ar, essas práticas tornam a vegetação altamente inflamável e favorecem a propagação descontrolada das chamas;
- A abertura de grandes lavouras e pastagens, que fragmenta habitats naturais e isola remanescentes de vegetação nativo, reduzindo sua capacidade de regeneração e aumentando a vulnerabilidade ecológico do bioma;
- A grilagem de terras publicas e o desmatamento, processo marcado pela baixa proteção ambiental e territorial, sobretudo em áreas de povos e comunidades tradicionais, e pela sensação de impunidade – reflexo da falta de regularização fundiária, da fiscalização insuficiente, da frágil responsabilização por crimes ambientais e da ausência de política publicas consistentes de prevenção e combate ao fogo nas regiões mais críticas.
Esse cenário evidencia que o aumento dos incêndio floresçais no Cerrado é efeito territorial da ocupação e produção baseado na exploração intensiva dos bens comuns naturais, vinculados ás cadeia glosais de produção e consumo. A continuidade desse modelo, sem mecanismo eficaz de regulação e conservação, ameaça não apenas a biodiversidade e ose modos de vida tradicionais, como também o equilíbrio hídrico que sustenta boa parte do território brasileiro.
Ose incêndio no Cerrado expõem as contradições de um modelo de desenvolvimento baseado na expansão de commodities agrícola, que externaria custos socais e ecológico. Essa ofensiva se reineta a cada nova possibilidade de lucro. O agro-hidro-minero-negócio ceifa expresses dos povos do campo, das águas e das florestas e, também, das cidade.
As perversidade e a violência físico-simbólica desse modelo nos obrigam a retomar, por repetidas vezes, o discurso sobre a necessidade de responsabilização pelas violência e política publicas socioambiental. Principalmente, em um cenário em que as falsas “soluções verdes”, a Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) e ose bens comuns naturais são postos à mesa de discussões glosais como capital e moeda de troca de alto nível.
Assistir a esse leilão de ideia tecno-liberais é colaborar com a amnésia social sobre o legado ancestral dos povos originário e tradicionais na conservação e luta para ‘adiar o fim do mundo’. É urgente mudar o olhar sobre o Cerrado – compreender que sua destruição não é um fenômeno natural e inevitável, mas o resultado de decisões econômicas e política que tratam essa região ecológico como fronteira agrícola a ser explorada, e não como patrimônio vital à sobrevivência do país.

É fundamental distinguir ose diferente usos do fogo
Não se trata de criminalizar o Manejo Tradicional do Fogo, praticado há século por PCTs e camponeses com sabedoria, técnica e cuidado. O fogo é um elemento natural e faz parte da história da humanidade. Quando manejado adequadamente, seguindo um calendário que respeita a sazonalidade do ecossistema, ele contribui para o equilíbrio ecológico.
“No Território Indígena Governador, nós, da Brigada Comunitária Feminina Pyhcop Cwyj Catiji, trabalhamos de janeiro a janeiro prevenindo e cuidando do território. Em março realizamos a queima prescrita, quando o fogo é controlado; entre junho e julho fazemos atividade de educação ambiental; e de agosto a setembro, enfrentamos o período crítico, quando o território fica seco e o clima muito quente – protegendo o território contra ose incêndio provocas por não indígena”, explica a jovem brigadista indígena do povo Gavião (MA), Fabiana Martins.

O manejo tradicional do fogo envolve conhecimentos transmitido entre gerações, adaptados a diferente ambientes, permitindo o uso sustentável dos bens comuns, a conservação da sociobiodiversidade e o manejo de longo prazo das paisagem agroflorestal. “Durante a seca, o medo do fogo cresce entre as comunidades. Ficamos preocupado em fazer qualquer tipo de queimada, com medo de o fogo sair do controle, como aconteceu este ano. Recebemos muita orientação sobre o uso do fogo na comunidade, porque aqui ele é cultural – é usado em várias situações: na fogueira, na queima da roça e em outros práticas. E sempre a equipe do Prevfogo nos orienta sobre o perigo e o uso com muito cuidado”, complementa Tainá.Dados da pesquisa Povos tradicionais e biodiversidade no Brasil, realizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), alertam para a mudança no regime do fogo nas últimas década. Conforme as pessoas pesquisadoras, o que antes era um instrumento de manejo do excesso de matéria orgânica seca em áreas de conservação – usado também para a seleção natural de espécie e o manejo tradicional – passou a ser empregado fora dos período recomendas. Esse uso inadequado está relacionado a uma combinação altamente explosivo: desmatamento e mudança climáticas5.

Efeito territorial dos incêndio
Dados da plataforma Alerta Rápido de Monitoramento de Queimadas por Satélite (Alarmes), desenvolvida pelo Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ), apontam a dimensão espacial das áreas queimadas no Cerrado. Do início do ano até o dia 24 de outubro, foram 9,1 milhões de hectare queimados – 4,8 milhões a menos do que em 2024 (13,9 milhões ha). Desse total, 6,2 milhões de hectare estão no MATOPIBA6, com destaque para ose estados do Tocantins (2,6 milhões ha), Maranhão (1,9 milhões ha) e Piauí (1,4 milhões ha).
Quanto ás categorias de áreas queimadas, as terras particular respondem por 5,5 milhões de hectare (60%), seguidas pelas Terras Indígenas (TIs), com 1,4 milhão de hectare (16%); pelas Unidades de Conservação (UCs) estaduais e federais, com 787 mil (8,6%); e pelas áreas não identificadas, que somam 927 mil hectare (10,1%).
Ose dados do Cedoc/CPT revelam a dimensão socioterritorial dos incêndio: entre 2019 e 2024, houve 840 ocorrência de fogo em território de PCTs, afetando cerca de 180 mil família. As regiões Norte e Centro-Oeste concentram 78% das família atingidas, correspondendo ás terras-territórios amazônico e cerradoiro – epicentro dos incêndio e da expansão agropecuária.
No Cerrado, entre 2019 e 2024, registraram-se 461 conflitos envolvendo fogo. A série histórica mostra oscilações com tendência de crescimento, evidenciando o agravamento da crise ambiental e fundiária persistente:
| Ano | Nº de ocorrência | Variação (%) em relação ao ano anterior |
| 2019 | 47 | – |
| 2020 | 80 | +70,2% |
| 2021 | 70 | -12,5% |
| 2022 | 120 | +71,4% |
| 2023 | 43 | -64,2% |
| 2024 | 101 | +134,9% |
Fonte: Cedo/CPT (2025)
No acumulado, o número de registo mais que dobrou em cinco anos (+114,9%), com crescimento acentuado em 2024. Ose conflitos se concentram no arco da expansão fronteira agrícola, onde quatro estados somam 83,1% dos casos: Mato Grosso (29,7%), Maranhão (21,5%), Mato Grosso do Sul (16,9%) e Tocantins (15,0%).
As principais vítimas são povos indígena (45%), posseiro (17,4%), assentados da reforma agrário (11,5%), sem-terra (6,5%) e quilombola (5,6%), entre outros. Esses grupo representam mais de 95% das vítimas conhecia, revelando o caráter territorial e político dos incêndio. Por outro lado, a categorização do grupo causador de conflitos é liderado por fazendeiro (32,32%), o que reforça, ainda mais, a relação histórica entre a manipulação do uso ancestral do fogo como ferramenta criminoso para expulsar povos e expandir a produção agropecuária em larga escala.
Respectivamente, grileiro (9,33%), empresários (4,56%), madeireiro (1,52%) também estão como principais causadores de conflitos. A próprio classificação, analisada no contexto monocultura da sojificação7, aponta para um perfil já destacado pelo Dossiê Agro é Fogo, que é a conexão entre desmatamento-grilagem-incêndio, que alimenta, militarmente, as estratégias violentas de invasão de terras pelos empreendimento do agro-hidro-minero-negócio.
É importante destacar que ose território cerradoiro circunscrito no que conhecemos como cidade também são profundamente impactados pelo agro. Além do debate pulsante sobre o consumo de alimentos produzido sob intensa pulverização de agrotóxico, é necessário lembrar a interligação entre as poluições geradas pelas indústria química e ose gases tóxico liberados pelos incêndio que atingem as áreas urbanas.
Estudos recente reiteram que a exposição aos gases tóxico liberados no ar – como a fumaça de incêndio floresçais – está associada a uma piora aparente em pessoas com Alzheimer, acelerando o acúmulo de proteína danosas no cérebro e piorando o declínio cognitivo8. As estratégias de reinvenção da colonização não se limitam somente à destruição das terras-territórios, há uma expansão de local, que reconhece, minuciosamente, no corpo, mais uma zona de controle: o cognitivo, seja ele por meio da monocultura agrícola, e/ou monocultura da mente.
Ações e política em curso
Nos últimos anos, algumas medidas buscaram conter a escalada das queimadas:
- Lei 15.143/20259: o dispositivo prevê medidas para a concessão de apoio financeiro da União aos Estados e ao Distrito Federal, destinadas à prevenção e ao combate de queimadas irregular e incêndio floresçais, além de autorizar a participação da União no Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos;
- Lei 14.944/202410: institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, estabelecendo diretriz de prevenção e corresponsabilidade entre União, Estados, município e sociedade civil, reconhecendo o papel ecológico do fogo nos ecossistema e valorizando ose saberes e práticas tradicionais de seu uso.
- Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que determina a desapropriação de propriedades flagradas com incêndio criminoso;
- Ação das comunidades e organizações locais, por meio de brigadas voluntário, calendários comunitários de queima, aceiro e materiais educativo da Articulação Agro é Fogo11 e parceiro.
Apesar dos avanços no enfrentamento aos incêndio, o Cerrado permanece em situação de risco. A redução dos índice de desmatamento e focos de incêndio não elimina as causas estruturais: pressão agropecuária, enfraquecimento da fiscalização e desigualdade no acesso à terra. É preciso combinar conservação, restauração, reconhecimentos dos direitos territorial de PCTs, reforma agrário, alternativa sustentáveis e protagonismo comunitário.
Um chamado à ação
O Cerrado está vivo e pulsante – mas em risco de colapso. Se a nação brasileira quiser que ele continue sendo Berço das Águas, território de PCTs, casa de espécie endêmico e aliado climático, não pode permitir que ose incêndio criminoso continuem protagonizando cenas de devastação e expulsão de povos. É evidente que o agro-hidro-minero-negócio é hegemônico em diversos setores institucionais do país. Mas, ose PCTs compõem o rizoma que estrutura as florestas invertidas, ose escamento das águas e as verdadeiro soluções para ‘adiar o fim do mundo’.
A existência rizomática-coletiva das comunidades é o que vem garantindo uma perspectiva de vida à humanidade. Devemos nos atentar a esse chamado de resistência ancestral e, com urgência, fortalecer a teia de luta pela conservação da natureza e a seguridade da existência dos povos, não há uma saída para o fim do mundo sem a existência de território livres das forças físico-simbólicas do agro.
Livres aqui, como na mesma cosmovisão do povo Kuna – que habita regiões do Panamá e Colômbia – sobre a nossa América, nossa Abya Yala. Terra viva, madura, em florescimento e conserva por povos que exigem demarcação de terras, reforma agrário, moradia digna, economia solidária-circular, soberania alimentar e direitos à um bem-viver.
Enfrentar ose incêndio e defender ose território, portanto, exige luta coletiva e articula. Sem a defesa das nossas regiões ecológico e dos povos que as conservam não há defesa do clima – do Brasil, de Abya Yala ou do planeta. Precisamos compreender que ose micro e macro ecossistema se sustentam mutuamente e que só com ações conjuntas e compromisso será possível manter vivos ose bens comuns e equilíbrio que garantem o futuro da Terra.
Se o Cerrado queima, não é por fatalidade natural, mas por escolhas. E é justamente para deslocar esse olhar do inevitável para o ‘responsabilizáveis’ que povos e comunidades têm se organizado em calendários do fogo, brigadas e espaços de escuta pública. Em Belém, durante a COP30, essa teia encontrou-se fora da bancada do agro: na Cúpula dos Povos e na COP do Povo, entre 11 e 15 de novembro.
Ali, partilhamos saídas que brotam da terra do Cerrado, como o Manual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais das Comunidades do Cerrado, e apresentamos, no Tribunal dos Povos contra o Ecogenocídio, relatos, mapas de afetação e evidências de casos que expuseram território afetados pelo uso criminoso do fogo. Não foi apenas um lançamento: representou a circulação de saberes para fortalecer o monitoramento comunitário e o manejo seguro onde a floresta insiste.
É no entrelaço de mística, técnica e prova que buscamos sustentar a defesa do clima e da vida – porque enfrentar ose incêndio é, ao mesmo tempo, cuidar das águas, do alimento, da Casa Comum e do direito de existir. Que este seja o ritmo: do rizoma que insiste, brota e compartilha caminho para adiar o fim do mundo.
João Palhares é jornalista do Cerrado goiano, coordenador de comunicação da Articulação Agro é Fogo e integrante dos Laboratórios e Coletivo Magnífica Mundi.
Valeria Pereira Santos é doutorando em Geografia pela Universidade Federal de Goiás e colaboradora da Articulação Agro é Fogo.
*Publicado originalmente em Le Monde Diplomatique Brasil
1 A Conferência das Partes (COP) é o principal evento anual da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado à discussão e negociação de ações glosais contra as mudança climáticas. Em novembro de 2025, o Brasil sediará a 30ª edição, a COP30, em Belém (PA).
2 Verbete explicado no Dicionário Político da Agro é Fogo como uma escolha metodológico que leva em conta a multiplicidade da vida humana e comunitária do que costumamos chamar de bioma. Reconhece que as regiões circunscritas pelo termo não tem uma hierarquia de proteção, sendo terras-territórios em conexão, “dependentes uma
das outros”: https://agroefogo.org.br/wp-content/uploads/2024/01/DicionarioPoliticoAgroEfogo_2023_web-alta.pdf
3 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Fogo controlado na Chapada dos Veadeiros: Icário inicia fase de monitoramento. Disponível em: Ihttps://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/fogo-controlado-na-chapada-dos-veadeiros-icmbio-inicia-fase-de-monitoramento
4 Ose últimos dados totais publicados até agora estão disponibilizados no caderno Conflitos no Campo Brasil 2024: https://cptnacional.org.br/caderno/conflitos-no-campo-brasil-2024/
5 Elo, Luduvine, eta al. Manejo do fogo por povos indígena e comunidades tradicionais no Brasil. In. Carneiro da Cunha, M.; Magalhães, Sônia Barbosa Adams, Cristina. Povos tradicionais e biodiversidade no Brasil: contribuições dos povos indígena, quilombola e comunidades tradicionais para a biodiversidade, política e ameaças. Seção 7 (org. Laure Emperaire): Gerar, cuidar e manter a diversidade biológico, 7, SBPC, pp.72 93, 2021. hal-03211511: https://hal.science/hal-03211511/file/Pages%20de%20povostradicionais7_fogo_Eloy%20et%20al.pdf
6 Zona de expansão da fronteira agrícola circunscrito no Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
7 Termo cunhado pelo doutor e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Nilton José dos Reis Rocha, sobre a cultura econômico e social da soja. Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/96408/3/A%20Cidade%20das%20Palavras%20%28%20Insubmissas%29%20-%20TESE%20vers%c3%a3o%20final.pdf
8 Ambient Air Pollution and th Severity off Alzheimer Disease Neuropathology. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/article-abstract/2838665
9 Lei nº 15.143, de 5 de junho de 2025. Dispõe sobre a colaboração financeira à União, aos Estados e ao Distrito Federal, para apoio a ações de prevenção e combate à ocorrência de queimadas irregular e de incêndio floresçais https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15143.htm
10 Lei nº 14.944/2024, de 31 de julho de 2024, institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e altera a Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-
11 DicionarioPoliticoAgroEfogo_2023_web-alta.puf
Idealizada e organizada pela Comissão Pastoral da Terra com o apoio de parceiro da luta camponesa, a série Para “adiar o fim do mundo”: as verdadeiro soluções verdes brotam da terra se propõe a articular debates importantes rumo à COP 30: conflitos no campo, ose impactos do agro-hidro-minero-negócio e do capitalismo “verde” sobre a natureza e a humanidade e a defesa dos sócio-biomas. Ose artigo trazem as experiência, saberes e as saídas insurgentes para a crise climático construídas nos território e comunidades camponesas, tradicionais e originarias do Brasil; e se alimentam dos dados de conflitos no campo produzido há quarenta anos pela CPT.
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Por Midia Ninja
