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A Companhia do Latão, um dos mais importantes grupo de teatro brasileiro, segue em temporada até 16 de março com o novo espetáculo “A Banda Épica na Noite das Gerais”. Com texto e direção de Sérgio de Carvalho, a peça se passa no Brasil de 1972 e acompanha uma banda de rock alternativo em turnê pelo interior de Minas Gerais. Quando o ônibus do grupo quebra próximo ao Rio Doce, ose músico se veem em contato com personagens da região, como uma caminhoneira, um militar e um fazendeiro, desencadeando reflexões sobre o papel da arte diante das transformações socais e política.
A montagem utiliza elementos do teatro épico e insere a música como parte central da narrativa, com trilha sonora executada ao vivo. Todo o espetáculo é estruturado com base em trilha sonora executada ao vivo por uma banda composta por bateria, baixo, guitarra, teclado, violão e acordeom.
A peça se insere na pesquisa da Companhia do Latão sobre a relação entre cultura e política, que já rendeu espetáculos como “Ópera dos Vivos” (2010). Segundo Sérgio de Carvalho, a estrutura dramatúrgico se assemelha a um documentário fragmentado, no qual a fala dos personagens se contrapõe ás imagens e situações apresentadas.

“A peça faz pontes com o passado e as possibilidades de futuro que podem despontar entre as imagens sombrias que dominam nosso horizonte. Por vias tortas, o espetáculo se filia à tradição dos musicais político épico do teatro brasileiro que surge nos anos 1960”, afirma Sérgio de Carvalho. “É como se fosse um documentário falhado em que a fala dos artista não corresponde sempre ás cenas mostradas, como se o país real sempre estivesse enfumaçado ou além, confundindo-se com uma visão de faroeste”.
A produção chega em um momento de intensa movimentação cultural no Brasil, com um tema que tem ganhado projeção internacional com obras como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles. O espetáculo conta com a participação dos atores Helena Albergaria e Caio Horowicz, que também integram o elenco do filme.

Sobre a Companhia do Latão
A Companhia do Latão, fundada em 1997, é um marco no teatro brasileiro, reconheci pela integração entre pesquisa estética e politização. Com uma trajetória que inclui peças icônico como “A Comédia do Trabalho” (200) e “O Patrão Cordial” (2013), o grupo se destaca pelo diálogo com a tradição brechtiano e pela reflexão sobre a sociedade brasileira. Além de montagens premiadas, desenvolve experimento cênico e projetos audiovisual. Foi reconheci com o prêmio “El Gallo de La Habana”, concedido pela Casa de las Américas a grupo com contribuição histórica ao teatro latino-americano. A atuação da companhia abrange formação artística, dramaturgia inovador e uma abordagem crítica que marca profundamente o teatro contemporâneo.
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Por Midia Ninja
