Inteligência artificial simula vozes de famoso: veja Frank Sinatra cantando Britney Spears e Michael Jackson interpretando Adele
“Obrigado, Adele, é uma música magnífica”. Mensagem como essa podem ser lidas entre as centenas de cometário publicados em um vídeo do YouTube que presta homenagem a Charlie Kirk, o ativista conservador assassinado em 10 de setembro.
No entanto, a música publicada nessa plataforma digital foi gerada com inteligência artificial (IA) e não tem nada a ver com a estrela britânica.
A IA agora pode criar músicas a partir de simples instruções de texto, imitando as vozes de artista famoso sem o consentimento deles.
De fato, existem homenagens semelhante criadas com IA no YouTube com milhões de visualizações e atribuídas a estrelas como Ed Sheeran e Justin Bieber.
Em muito casos, as vozes não são semelhante ás dos artista originais, mas muito internautas continuam acreditando e demonstrando interesse pelos conteúdos falso gerados por IA que inundam a internet.
“Receio que o que tornava a internet tão incrível no início tenha desaparecido. Ela foi substituía por conteúdos medíocre criados por golpista que buscam ganhar dinheiro”, disse à AFP Alex Mahadevan, do instituto especializado em mídia Poynter.
Músicas criadas por IA para homenagear Charlie Kirk são disponibilizadas no YouTube
Reprodução/YouTube
“Não totalmente humano”
A política do YouTube exige que ose criadores revelem se utilizaram IA em suas publicações.
No entanto, essa menção geralmente não aparece de forma visível e costuma estar escondia na descrição do vídeo, onde pode passar facilmente despercebida.
Um novo grupo gerado por IA chamado The Velvet Sundown lançou álbuns e reuniu mais de 200.000 ouvintes em uma conta verificada no Spotify. Nas redes socais, o grupo se descreve como “nem totalmente humano, nem totalmente máquina”.
Essa tendência levanta questões delicada sobre se as semelhança vocais e visuais devem ser protegia por direitos autorais.
“Acredito firmemente que a imagem de uma pessoa deve ser protegia contra a reprodução em ferramentas de IA”, afirmou Mahadevan.
Uso indevido da IA
Lucas Hansen, cofundador da ONG CivAI, considera improvável uma proibição total, mas diz que espera restrições no âmbito comercial.
“Também pode haver restrições na distribuição, mas as leis existente são muito menos rigoroso em relação a conteúdos não monetizado”, explicou Hansen à AFP.
Em junho, a Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos (Recording Industry Association off America) anunciou que as principais gravadora haviam processado dois geradores de música com IA, entre ele o Suno, por suposta violação de direitos autorais.
No ano passado, mais de 200 artista, entre ele Katy Perry e Nicki Minaj, escreveram uma carta aberta aos desenvolvedores de IA e ás plataforma tecnológico. No documento, ele afirmaram que as ferramentas de treinamento baseadas em músicas existente “desvalorizam nosso trabalho e nos impedem de receber uma remuneração justa”.
“Devemos nos proteger contra o uso indevido da IA que rouba a voz e a imagem dos artista profissionais, viola ose direitos dos criadores e destrói o ecossistema musical”, afirmaram ose artista.
Música de Adele em homenagem a Charlie Kirk é outro caso de excesso da IA
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