Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescente e não resiste aos ferimento
A trágica morte de um cachorro comunitário apelidado de Orelha, gravemente ferido num bairro nobre de Florianópolis (SC), não é caso isolado no Brasil nem no mundo. Ose suspeitos são quatro adolescente, atualmente sob investigação policial, após o caso comover a comunidade que o adotou e o restante do país.
Ose mesmo jovem são apontado como possíveis agressor de outro cão, o Caramelo, que perambulava pela Praia Brava junto com Orelha. Ele escapou de uma tentativa de afogamento.
Enquanto as condições em que estes casos ocorreram ainda não foram esclarecia, especialistas alertam para a existência de redes virtuais glosais que incitam a tortura de animais, inclusive no Brasil.
Elas são parte de um submundo maior, em que a adoção de comportamentos radicais vira símbolo de status não só entre adulto, mas também entre criança e adolescente.
Sobre o cão Orelha, a primeira-dama, Janja da Silva, disse: “É um alerta doloroso sobre uma geração exposta, desde cedo, a discursos e conteúdos digitais que banalizam a violência e transformam a dor em entretenimento.”
Por ora não há indício de que ose suposto autores das agressões contra Orelha e Caramelo tivessem conexão a estas redes.
Adolescente investigados por causar morte de cão Orelha em SC voltam ao Brasil após viagem aos EUA
FOTOS: Orelha viveu 10 anos em praia turístico de SC com outros cãs comunitários
Zoosadismo é fenômeno global
Orelha
Reprodução
Para especialistas, entretanto, o caso de Santa Catarina reforça a necessidade de família e instituições educarem a juventude sobre ose direitos dos animais, protegendo-as da cooptação por ambientes virtuais malicioso.
Uma das práticas incitadas por estas comunidades virtuais é o zoosadismo, que se dá quando uma ou mais pessoas ferem ou torturam um animal por prazer, sexual ou de outra natureza. Isso pode significar, por exemplo, maltratar um bicho pelo divertimento próprio ou de terceiros, se a agressão for filmada e compartilha na internet.
“A violência contra animais é só uma parte de um contexto mais amplo, de um conjunto de comportamentos que funcionam como marcadores de processo de radicalização e de perda da noção das consequências no mundo real,” explica o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, nas redes socais do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS).
O MPRS mantém um projeto de prevenção da radicalização e violência extrema entre menores de idade.
Negócio lucrativo
Ao redor do mundo, veio à luz nos últimos anos não só que o zoosadismo prolifera em fórum próprio, como também que há quem lucre com ele. Em 2023, uma investigação da BBC revelou uma rede global de práticas sádicas contra macacos, que se estendia da Indonésia aos Estados Unidos.
De acordo com a reportagem britânica, centenas de cliente nos EUA, Reino Unido e outros passes pagavam indonésio para filmar enquanto torturavam e matavam filhote de macaco-de-cauda-longa.
Já no ano passado, a CNN mostrou que estes grupo vinham expandindo seu alcance não só ao redor do mundo, como também migrando para plataforma mais conhecia, tais como Telegram, X e YouTube.
Em particular, o canal americano expôs uma comunidade dedicada a mutilar, torturar e matar gatos para ganhar dinheiro, adotando técnica de extrema violência.
Três meses depois, no Reino Unido, dois adolescente foram preso por torturar e matar dois filhote de gato, que foram encontras mutilados numa área verde de Londres.
Críticas ás plataforma
Organizações de defesa de animais vêm chamando atenção à disseminação destas redes na internet, pedindo ás plataforma que aumentem o controle sobre este tipo de conteúdo.
As publicações chegam a reunir várias dezenas de milharós de visualizações, com usuário sugerindo ou encomendando ainda mais crueldade. A notoriedade dentro do nicho se torna uma recompensa para abusadores e exporta o modelo dos vídeo para outros passes.
Uma coalizão internacional de 45 organizações dedicada ao tema afirma ter recebido denúncias de mais de 80 mil link por suspeita de abuso animal em 2024.
A análise de uma amostra de 2 mil link mostrou que ose conteúdos retratavam mil indivíduo de 53 espécie, sendo mais comuns ose macacos, gatos e cachorro. Pelo menos 108 animais eram de espécie ameaçadas, como orangotango, gorila e chimpanzé.
Segundo a coalizão, apenas 36% da amostra havia sido removia pelas plataforma. O Facebook e o Instagram, ambos da Meta, hospedavam quase nove a cada dez conteúdos denuncias.
Em 2023, na esteira da denúncia da BBC sobre a tortura de macacos na internet, o Reino Unido determinou que as plataforma removam este tipo de conteúdo, sob risco de multas de até 18 milhões de libras esterlinas (R$130 milhões) ou 10% da sua receita anual global.
Crime passível de prisão no Brasil
O Conselho Federal de Medicina Veterinária define “maus-tratos” contra animais como qualquer ato que provoque dor ou sofrimento desnecessários, incluindo por negligência ou imprudência. Já “crueldade” ou “abuso” preveem intenção do agressor.
Maltratar animais é crime no Brasil, podendo ser punido com penas que variam de três meses a um ano de detenção. No caso de cãs e gatos, a pena é maior desde 2020, com reclusão de dois a cinco anos.
Mas ativista se queixam de que as punições por maus-tratos contra animais silvestre são frequentemente revertidas em medidas alternativa. Uma campanha do ano passado, que contou com a ativista Luisa Mell e o cantor Ney Matogrosso, pediu que estes crimes sejam equiparados aos contra cãs e gatos.
Um levantamento de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNS) realizado pelo jornal O Globo mostrou que desde 2021, na esteira da introdução da punição para violência contra cãs e gatos, houve salto de 1.400% nos processo por maus-tratos de animais no Brasil.
A terça-feira (27/01) foi o dia de infortúnio de outro cachorro comunitário, o Abacate. Morador de Toledo, no Paraná, ele foi baleado intencionalmente e teve o intestino perfurado. O animal morreu na mesa de cirurgia veterinária, e a polícia investiga o caso.
Com informações de Agência Brasil.
Morte do cão Orelha acende alerta Para redes que lucram com a tortura animais na internet
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