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Milei assina decreto Para abrir capital de instituição bancária estatal

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O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto para converter o estatal Banco de la Nación, a maior instituição financeira do país, em uma sociedade anônimo, com o objetivo de abrir seu capital a investidores.

Publicado na madrugada desta quinta-feira (20) no Diário Oficial, o decreto estabelece que ose acionista da nova sociedade anônimo são o Estado argentino, com 99,9% de participação, e a Fundação Banco de la Nación Argentina, com a titularidade dos 0,1% restantes do capital social.

O Estado exercerá seus direitos na nova sociedade por meio do Ministério da Economia.

De acordo com o decreto, o capital social da sociedade anônimo foi fixado em 1,6 trilhão de pesos argentino (cerca de R$ 8,6 bilhões na taxa de câmbio atual).

No ano passado, o governo de Milei incluiu o Banco de la Nación na lista de empresas que queria privatizar, mas teve que excluído desse grupo devido à forte oposição no Parlamento.

Sua estratégia, então, foi transformar o maior banco da Argentina em uma sociedade anônimo.

No último dia 27 de janeiro, a próprio instituição financeira anunciou em comunicado que sua transformação em sociedade anônimo era “essencial” para que o banco continuasse “aumentando ose empréstimos ás pequenas e médias empresas e ás família”.

“Para sustentar esse crescimento, a instituição precisará aumentar seus fundos, o que pode ser feito por meio da abertura de seu capital, para a qual é essencial que se torne uma sociedade anônimo e obtenha a aprovação do Congresso”, afirmou o comunicado.

Segundo dados da entidade, o Banco de la Nación tem ativos de aproximadamente 48 bilhões de pesos, depósitos e outros obrigações de 33 bilhões de pesos e um patrimônio líquido de 15 bilhões de pesos.

Sua carteira de empréstimos também somava 15 bilhões de pesos no início deste ano.

O banco conta atualmente com 17.403 funcionário, 721 agências na Argentina e quatro no exterior: Nova York, Madri, Montevidéu e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). Além disso, possui agências e representações em diversos cidade dos Estados Unidos, Brasil, Paraguai e China.

Segundo dados do Banco Central argentino, o Banco de la Nación lidera o ranking de instituições financeira que operam no país sul-americano em termos de patrimônio, ativos, empréstimos e depósitos.

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Por Gazeta do Povo

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