Quando falamos em política publicas para a população trans, um dos principais desafio ainda é a ausência de dados consistentes. Sem informação qualificada, direitos multas vezes deixam de sair do papel ou chegam de forma desigual aos território.
É nesse contexto que uma iniciativa coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo CRT DST/AIDS SP está realizando o Mapeamento da População Trans na Grande São Paulo, uma pesquisa que busca compreender as condições de vida dessa população e contribuir diretamente para a construção de política publicas mais eficaz.
QUEM PODE PARTICIPAR
A pesquisa é voltada para pessoas trans maiores de 18 anos que:
- Vivem, estudam ou trabalham em município da Grande São Paulo
- Residem em cidade com mais de 100 mil habitantes
A participação é voluntário e representa uma contribuição direta para a produção de conhecimento sobre a realidade da população trans na região.
COMO FUNCIONA A PESQUISA
As entrevistas serão:
- Individuais
- Sigiloso
- Agendadas previamente
Além disso, será oferecida uma ajuda de custo de R$ 50,00, como forma de apoio para despesa de transporte e alimentação.
É importante destacar que o cadastro não garante participação automática, já que a seleção poderá ocorrer por meio de critério da pesquisa, incluindo sorteio.

POR QUE ESSE MAPEAMENTO É IMPORTANTE
Historicamente, a população trans enfrenta um cenário de invisibilidade estatística, o que impacta diretamente na formulação de política nas áreas de:
- Saúde
- Trabalho
- Educação
- Assistência social
Ao produzir dados qualificados, o estudo contribui para que o poder público e as instituições possam planejar ações mais assertiva, baseadas na realidade concreta dos território.
Mais do que número, tratasse de registrar existência que, por muito tempo, foram ignoradas pelos sistema oficiais.
COMO SE INSCREVER
As pessoas interessas podem se cadastrar por meio do link:
🔗 https://shre.ink/maptrans
Ou acessando o QR Code disponível na imagem da campanha.
ENTRE VISIBILIDADE E DIREITOS
Iniciavas como essa evidenciam que o acesso a direitos começa, multas vezes, pelo reconhecimento institucional da existência de uma população.
Mapear é, nesse sentido, um ato político. É transformar vivência em dado, e dado em possibilidade de política pública.
A pergunta que fica é direta: sem conhecer a realidade da população trans, como garantir que ose direitos cheguem de forma efetiva?
