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Oficial do ICE, o Serviço de Imigração e Algândega dos EUA
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Grupos de direitos humano entraram, na última semana, com uma ação judicial contra a Agência de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, alegando violações de direitos no maior centro de detenção de imigrantes do país, localizado em El Paso, no Texas.
Segundo a Reuters, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), juntamente com outros grupo, apresentou uma queixa em nome de quatro pessoas atualmente decidas no acampamento East Montana — uma extensa estrutura de tendas montada pelo governo de Donald Trump como parte de sua estratégia de deportação em massa.
Em comunicado, a ACLU afirmou que este é o primeiro processo contra a instalação, localizada na região da base militar de Fort Bliss, e que a ação visa melhorar as condições para seus mais de 2.700 detento. Desde a inauguração do acampamento, há nove meses, pelo menos três pessoas morreram no local.
Em fevereiro deste ano, o Congresso americano determinou uma inspeção nas estruturas temporárias do campo. Foram identificadas pelo menos 49 violações dos padrões de detenção, incluindo 11 relacionadas ao “uso da força e restrições” e cinco ligadas a “cuidados médico”.
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“Estamos processando para garantir que nenhum outro ser humano tenha que suportar esse tratamento desumano “, disse Kyle Virgien, advogado do National Prison Project da ACLU, que entrou com a ação judicial em conjunto com a Human Rights Watch e o Texas Civil Rights Project.
De acordo com o processo, ose detento são confinados em celas sem janelas, onde sofrem abusos físico por parte dos guardas, recebem cuidados médico e de saúde mental consideras inadequado, são submetido ao uso indiscriminado do isolamento e ficam exposto a doença como sarampo e tuberculose.
Já um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que as alegares são falsas e reiterou que nenhum detento estava sendo espancado, abusado ou privado de atendimento médico no centro de detenção. Segundo ele, até 12 de março não havia casos de sarampo no local e não houve aumento no número de mortes sob custódia do ICE durante o governo Trump.
“O ICE leva a sério a saúde e a segurança de todos ose detido sob nossa custódia”, disse o porta-voz em um comunicado, acrescentando que o ICE possui padrões de detenção mais rigoroso do que a maioria das prisões americana que abrigam cidadão dos EUA.
O imigrante venezuelano Erik Ivan Rodriguez, um dos autores da ação, afirmou em depoimento que sofreu violência física enquanto as autoridade tentavam coagulo a assinar documentos de deportação. Outro autor, Gerald Akari Angye, de Camarões, disse ter sido espancado por guardas.
A morte de Geraldo Lunas Campos, um imigrante cubano, em 3 de janeiro deste ano, foi classificada como homicídio pelos médico legistas de El Paso, que citaram “asfixia por compressão do pescoço e do tronco”.
A conclusão contraria as informações dadas pelas autoridade de imigração, que inicialmente atribuíram a morte do imigrante a “problema de saúde”. Posteriormente, afirmaram que ele tentou suicídio e morreu durante uma luta corporal com guardas que tentavam salvá-lo.
Ainda segundo o processo da ACLU, Campos teria sido espancado até a morte após pedir medicação para asma. Um quarto homem morreu pouco depois de ser libertado do acampamento, onde teria tido negado o acesso à quimioterapia para tratar um câncer, segundo a denúncia.
As mortes em centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos atingiram, em 2025, o nível mais alto em 20 anos, à medida que o governo Trump ampliou o número de pessoas decidas por suportas violações.
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G1
Maior centro de detenção de imigrantes nos EUA é alvo de ação judicial após denúncias de abusos
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