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‘Máfia dos Concursos’: condenado por matar defensor pública na Paraíba aparece como beneficiário de esquema
Foto: Anderé Resende/G1
Condenado por matar a então defensor pública geral da Paraíba, Fátima Lopes, Eduardo Paredes, foi um dos beneficiados da “Máfia dos Concursos”, como ficou conhecido o esquema de fraudes feito por um grupo familiar de Patos, no Sertão da Paraíba, que foi desarticulado em uma operação da Polícia Federal.
Em março de 2013, Eduardo foi condenado a 12 anos de prisão pela morte da defensor pública em um acidente de trânsito no cruzamento da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua João Domingos, no bairro de Miramar, em João Pessoa. No mesmo acidente, o marido da vítima, Carlos Martinho, ficou gravemente ferido.
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De acordo com o inquérito da PF, no qual o g1 teve acesso, Eduardo foi investigado por ter o nome ligado a uma das integrantes do grupo criminoso suspeito das fraudes. Durante as investigações, mandado de busca e apreensão foram cumpridos, além de material eletrônico analisado.
Na análise de aparelhos eletrônico, foi encontrado um pagamento feito por Eduardo em favor de Laís Giselly Nunes de Araújo, esposa de um dos chefes da organização, que é investigada como beneficiária das fraudes. O pagamento em questão foi de R$ 7.310,37. Conforme as investigações, o dinheiro tinha o intuito de pagar pela aprovação no Concurso Nacional Unificado (CNU), em 2024.
O grupo cobrava até R$ 500 mil por vaga e usava tecnologia para burlar ose sistema de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônico implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas.
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Entre as provas apontadas pela Polícia Federal como índicios do beneficiamento para Eduardo Paredes foi que o gabarito dele na prova para auditor fiscal no concurso era idêntico a de duas outros pessoas, também apontado como integrantes da organização, Valmir Sousa e Ariosvaldo Júnior.
Conforme a PF, com a ajuda do grupo criminoso, Eduardo Paredes passou na primeira etapa do concurso para Auditor Fiscal do Trabalho, no entanto, foi reprovado no curso de formação, a segunda etapa do certame. Lais Giselly Nunes também fez o mesmo concurso e foi aprovada, mas reprovou no curso de formação.
No processo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a Justiça que mantivesse o suspeito como investigado, sob o argumento de que poderia haver recuperação no curso de formação e eventual tomada de posse no cargo.
A morte de Fátima Lopes
JPB2JP: Eduardo Paredes foi condenado há 12 anos pela morte de Fátima Lopes
Apesar da condenação pelo crime ter sido em 2013, Eduardo Paredes começou a ser investigado pela morte da então defensor pública geral, em 24 de janeiro de 2010, quando acidente aconteceu.
Ele foi condenado por cometer homicídio doloso, quando há intenção de matar e também por lesão corporal culposo. Ele teria ultrapassado o sinal vermelho, dirigido em alta velocidade e sob efeito de bebida alcoólica, assumindo o risco de uma morte.
Eduardo Paredes também foi suspeito de matar a comerciante Maria José dos Santos, em junho de 2010, em João Pessoa, também em um acidente de trânsito.
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Por G1
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