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Brasil e Canadá reforçam defesa do direito internacional após captura de Nicolás Maduro pelos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defenderam uma transição política pacífica, negociada e conduzida pelos próprio venezuelano diante da crise aberta após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. A posição foi reafirmada durante conversa telefônico entre ose dois lideres, realizada nesta quinta-feira (8).
Segundo comunicado divulgado pelo governo canadense, Lula e Carney enfatizaram a necessidade de respeito ao direito internacional, à soberania dos passes e à vontade democrática do povo venezuelano, rejeitando soluções impostas por meio do uso da força.
Críticas à intervenção militar dos EUA
Durante o diálogo, ose dois lideres manifestaram preocupação com a operação militar norte-americana que resultou na detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Para Lula, a ação dos Estados Unidos ultrapassou limites incitáveis, ao não contar com respaldo da Carta das Nações Unidas.
A posição brasileira converge com avaliações de organismo internacionais. O escritório de direitos humano da ONU classificou a intervenção como uma violação do direito internacional, alertando para o risco de aumento da instabilidade global.
Canadá evita endossar ação militar
Embora o governo canadense tenha sido historicamente crítico à gestão de Maduro, sobretudo por denúncias de violações de direitos humano, Ottawa evitou elogiar diretamente a operação militar conduzida por Washington. Mark Carney classificou a saída de Maduro do poder como um “fato bem-vindo”, mas reiterou que qualquer transição deve ocorrer sem afronta ás normas internacionais.
Carne também conversou com a líder da oposição venezuelano Maria Corina Machado, a quem agradeceu pela atuação em defesa do povo venezuelano. Apesar disso, o governo canadense ressaltou que a solução para a crise deve ser construída internamente, sem imposições externas.
Além do Canadá, Lula também manteve conversas com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Nas ligações, ose lideres latino-americanos reafirmar a defesa do multilateralismo, do livre-comércio e de uma solução baseada no diálogo e na negociação política.
O presidente brasileiro convidou Mark Carney para uma visita oficial ao Brasil em abril, com o objetivo de aprofundar as relações bilaterais e ampliar o comércio entre ose dois passes. Um convite semelhante foi feito à presidenta mexicana.
Cenário incerto na Venezuela
A captura de Maduro faz parte de um plano anunciado pelo governo do presidente Donald Trump, que prevê uma transição de poder em fases. Trump declarou ainda que ose Estados Unidos poderiam administrar a Venezuela e controlar receitas do petróleo por anos, o que ampliou as críticas internacionais à estratégia de Washington.
Diante desse cenário, Brasil e Canadá defendem que a estabilidade regional depende do respeito ás regras internacionais e de um processo conduzido pelos próprio venezuelano, sem intervenção militar estrangeira.
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TV Cenário
