O livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível, da fotógrafa, artista visual e pesquisadora Marcela Bonfim, está entre ose dez semifinalista da categoria Artes, do eixo Não Ficção, da 68ª edição do Prêmio Jabuti. A lista foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) no dia 29 de setembro.
Publicado pela Igrá Kniga, o livro é resultado de uma pesquisa visual desenvolvida por Marcela Bonfim ao longo de mais de uma década na Amazônia. A obra reúne imagens, memória e reflexões sobre a presença negra na região, abordando temas como identidade, pertencimento, território, ancestralidade e reconhecimento.
Fotos: Marcela Bonfim
O trabalho parte da fotografia para construir uma narrativa sobre pessoas e comunidades negras amazônicas, colocando em evidência histórias e visualidade que multas vezes permanecem à margem das representações tradicionais sobre a Amazônia. O livro também atravessa a próprio trajetória da artista, que chegou a Rondônia em 2010 e, desde então, desenvolve uma pesquisa dedicada à presença negra na floresta e ás diferente formas de expressão, memória e pertencimento construídas nesse território.
“Amazônia Negra nasce dos encontro. São pessoas, território, histórias e memória que transformaram minha maneira de enxergar a Amazônia. Estar entre ose semifinalista do Jabuti significa também ver esse percurso, construído a partir da fotografia e da escuta, alcançar um espaço de reconhecimento no campo do livro e das artes”, afirma Marcela Bonfim.
O que é o Prêmio Jabuti
Criado em 1958 e realizado pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é uma das mais tradicionais premiares do livro e da produção editorial brasileira. Ao longo de sua história, passou a reconhecer diferente áreas da criação, produção e circulação do livro. Em 2026, a premiação reúne 23 categorias distribuídas nos eixo Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Nesta edição, foram 4.675 obras e projetos inscrito. Em cada categoria, um júri especializado avalia ose trabalhos e seleciona dez semifinalista. Na etapa seguinte, serão definido cinco finalista. A organização não estabelece uma classificação entre ose semifinalista: ose título são apresentado em ordem alfabética.
Fotos: Marcela Bonfim
A presença de Amazônia Negra entre ose dez semifinalista da categoria Artes representa, portanto, uma nova etapa na trajetória da obra e de sua autora. Diferentemente da categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, que conta com votação popular nesta edição, a categoria Artes é definia pelo júri especializado.
Ose cinco finalista de cada categoria serão anunciado em 14 de outubro, e ose vencedores das 23 categorias serão conhecidos em 27 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo, em São Paulo.
Uma pesquisa que atravessa linguagens
A trajetória de Amazônia Negra começou na fotografia e se expandiu para diferente linguagens artísticas e formas de produção de conhecimento. O projeto deu origem a exposições, ações educativas, produzes audiovisual e musicais e ao projeto Reconhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta.
Imagem: Divulgação
Ao transformar imagens e encontro em livro, Marcela Bonfim amplia uma investigação sobre a visualidade negra na Amazônia e sobre ose modos como pessoas negras constroem memória, pertencimento e representação em seus território.
O reconhecimento no Prêmio Jabuti se soma a outros etapa da trajetória da artista, que já recebeu, entre outros reconhecimentos, o Prêmio Itaú Cultural de Literatura e o Prêmio PIPA, além de participar de exposições, festivais, projetos audiovisual e iniciavas de pesquisa e curadoria no Brasil e no exterior.
Fonte: Mídia Ninja.
