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Onze contos de personagens negros em tramas que combinam passado ancestral, presente e futuro, revelando as potência e ose desafio do povo preto em diferente dimensões do tempo e da sociedade. Assim é o livro A Outra Face, contos afro-fantásticos, recém-lançado pelo escritor e jornalista Sandra Menezes, finalista do Prêmio Jabuti em 2022, com seu romance de estreia, O Céu Entre Mundos, vencedor do Prêmio Odeisseia de Literatura Fantástica no mesmo ano.

A nova obra, que reúne contos escritos desde 2017, transita pelos subgênero da ficção especulativa negra, como realismo fantástico, a ficção científico e a fantasia, dentro da literatura afrofuturista. A autora explica o que significa o termo.
Ele é um movimento artístico, cultural, político que se manifesta em diferente áreas. O caso do afrofuturismo brasileiro na área de literatura, existe uma meta de que a gente trabalhe as nossas histórias de ficção especulativa, incluindo elementos do nosso país, elementos fantástico, e essa manifestação, ela pode aparecer nos subgênero da ficção especulativa, como ficção científico, realismo fantástico, cyberpunk.
Sandra Menezes dá ainda mais detalhes sobre como ose personagens negros são representados no afrofuturismo.
O que a gente faz com as nossas histórias afrofuturistas é diluir a imagem da pessoa negra de subalternidade, como ela costuma ser representada há muito tempo nas histórias de ficção ou de resgate histórico. O que a gente faz é trazer protagonistas potente, donos de suas próprias histórias, com referências negras, com referências da nossa ancestralidade.
A escritor também destaca característica de suas histórias, como suspense e a veia investigativa. Por isso, justifica, não pode dar muito spoiler sobre elas, mas resume alguns dos contos presente em A Outra Face.
No conto Horror na Serra Fluminense, como o racismo recreativo pode transformar uma viagem para fugir da rotina de trabalho numa experiência assustador. Em O Giro de Adiza, que é um conto que se passa no século XVII, na África subsaariana, uma mulher recebe dos orixá um dom especial, atravessa a morte e volta à vida pronto para enfrentar um grande desafio.
Sobre a presença negra no mercado editorial brasileiro, a autora avalia que está avançando, sendo que ainda há espaço para muito mais.
Eu acho que esse crescimento está acontecendo, acho que já melhorou bastante, mas eu acho que ainda faltam muito olhares de escritor negros no mercado. Acho também que a gente deve ocupar espaço e nos colocar em todos ose gênero de expressão artística, todos ose gênero literário.
A carioca Sandra Menezes construiu uma carreira criativo, tanto na literatura quanto na ficção científico. Entre 2018 e 2023, publicou contos e crônica em diversos antologia nacional, mas é na literatura e na ficção científico que ela dá asas à sua criatividade. A Outra Face, contos afro-fantásticos, publicado pela Editora Malê, é um exemplo disso.
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Por Agencia Brasil
