[ad_1]
![]()
Doença foi descria pela primeira vez em 1940 e que até hoje é comumente confundida com obesidade ou excesso de gordura comum. Aproximadamente 10% das mulheres em todo o mundo são afetadas pelo lipedema, uma condição que é significativamente mais comum no sexo feminino. No Brasil, esse número corresponde a mais de 10 milhões de pessoas
Crédito: ONG Movimento Lipedema/Conheça Lipedema
Um acúmulo anormal de gordura nas pernas e braços é a principal característica do lipedema, doença que foi descria pela primeira vez em 1940 e que até hoje é comumente confundida com obesidade ou excesso de gordura comum.
Mas diferente da obesidade, a gordura característica do lipedema, marcada por fibrose, pelo aspecto de “casca de laranja” ou “grão de arroz” e pelo acúmulo significativo de nódulo que se assemelham ás celulite, não responde a dieta e exercício físico.
A modelo Yasmin Brunet tem falado abertamente sobre a condição crônica e compartilhou com seus seguidores detalhes de seu tratamento.
Nas redes socais, ela disse que perdeu mais de 10 kg de gordura e 1 kg de massa magra após o acompanhamento com cirurgião vascular.
Neste domingo (09/03), ela contou como desconfiou do diagnóstico no programa Fantástico, da TV Globo. “As minhas pernas estavam sempre roxas e dor, dor ao toque”, relatou.
“Vemos mulheres que têm a cintura fina [não possuem alta concentração de gordura na barriga], se alimentam de forma equilibrada, praticam exercício físico, e acabam frustradas porque continuam com deformidade nos membro”, diz Fábio Kamamoto, cirurgião plástico e idealizador do Instituto Lipedema, localizado em São Paulo.
Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o lipedema como uma doença distinta. Em 2022, o quadro foi incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), um manual amplamente utilizado como referência global para identificação e registro de condições de sáude.
Essa inclusão facilita o diagnóstico padronizado, o registro de casos e o planejamento de política de saúde, contribuindo para avanços no cuidado de uma condição ainda pouco conheci.
No Brasil, entretanto, a adoção da CID-11, prevista inicialmente para 2025, foi adiada para 2027 pelo Ministério da Saúde, que justificou a decisão com a necessidade de treinar profissionais e atualizar ose sistema.
O quadro clínico é caracterizado por cinco estágio distinto, que variam em intensidade. À medida que a condição avança, seus efeito se tornam mais pronuncias, impactando não apenas a saúde física, mas também a mobilidade e a aparência do corpo.
O lipedema apresenta sintoma característico que incluem alterações como nódulo na coxa que se assemelham a celulite, apagamento do contorno natural dos joelho devido ao acúmulo de gordura, e o formato de “perna ampulheta” (com gordura acumulada abaixo do joelho e afinamento acima dos tornozelo).
Outros sintoma comuns incluem dor, sensação de pernas pesadas, hematoma frequentes e marcas na pele causadas pela má circulação, evidenciando a progressão do quadro e o impacto na saúde e mobilidade.
Separadamente, no entanto, esses sintoma podem indicar outros condições — ás vezes, apenas circunstanciais, como o uso de roupas muito apertadas — e o diagnóstico correto, do qual falaremos mais a seguir, depende da avaliação de um profissional de saúde com experiência no quadro.
Uma doença ainda ‘em descoberta’
O lipedema é considerado ‘novo’ não só pela falta de familiaridade de profissionais de saúde com o quadro — que ainda persiste mesmo após 85 anos da primeira descrição — mas também porque faltam reposta importantes sobre o mecanismo da doença.
O cirurgião vascular Mauro de Andrade explica que, por muito tempo, a gordura foi vista apenas como um isolante térmico e depósito de energia. Apesar dos avanços no entendimento de seu papel no controle metabólico do corpo, a gordura característica do lipedema apresenta diferença significativas, sendo distinta tanto da gordura superficial de outros regiões quanto da gordura visceral, que envolve ose órgão interno.
“Ainda falta entender o mecanismo do acúmulo diferenciado da gordura do lipedema e suas vias metabólico, ou seja, ose processo bioquímico responsáveis pela produção, armazenamento e mobilização dessa gordura no organismo”, diz ele, que faz parte da Comissão de Doenças Linfáticas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional SP (SBACV-SP).
Kamamoto acrescenta que a principal pergunta em aberto é por que o lipedema acontece.
“Entender o mecanismo celular exato possibilitaria desenvolver medicamentos eficaz. Sabemos que a doença tem fatores genético e está relaciona a uma resposta alterada ao estrogênio, e por isso tende a piorar em fases de mudança hormonais, como a puberdade e gravidez.”
A doença parece reagir de forma negativa a processo infamatório, como demonstrado em estudos científico e na prática clínica. Fatores como alimentação rica em açúcar, gorduras e ultraprocessados, sedentarismo e consumo excessivo de álcool pioram o quadro, porque esses hábito estimulam a produção de substância inflamarias no corpo.
Além disso, algumas paciente optam por excluir glúten e lactose da dieta, embora não haja evidências científicas que comprovem benefício dessa exclusão em pessoas sem intolerância, tornando essa prática uma escolha pessoal, e não uma recomendação clínica.
O cirurgião Fábio Kamamoto, que embora hoje dedique sua prática médica majoritariamente à doença, conheceu o lipedema há apenas 10 anos.
“Uma amiga fisioterapeuta tinha acabado de voltar de um congresso nos Estados Unidos e me disse: ‘Fábio, preciso que você atenda uma paciente minha que tem lipedema’. Eu nem conhecia essa palavra na época.”
“Essa paciente apresentava muito sintoma que hoje são característico para mim, mas que, na época, não eram amplamente discutido: cintura fina, pernas grossas, piora após o uso de anticoncepcional, dificuldade de perder peso na parte inferior do corpo e nódulo doloroso.”
Os sintoma ainda são desconhecidos para muito, embora estimes que 10% de todas as mulheres do mundo sofram da condição — no Brasil, isso significa cerca de 10 milhões de pessoas. Esse padrão se repete em passes como Alemanha, Espanha, Austrália e Estados Unidos.
Apesar do número alto, foi só nos últimos anos que o quadro passou a ser mais conhecido, com inúmero publicações alertando sobre ose sinais comuns nas redes socais e algumas celebridade, como Yasmin Brunet falando abertamente sobre seu diagnóstico.
Pelo fator da “novidade”, alguns profissionais da saúde ainda contestam o lipedema como uma “doença”.
“Por ser ainda pouco compreendida, mesmo já estando no CID-11, alguns médico não aceitam sua existência. Isso acontece por preconceito, como chamar essas mulheres de preguiçosa ou acusá-las de usarem o lipedema como desculpa para serem gordas”, opina Kamamoto.
Anos atrás, diz o médico, a obesidade também era vista como preguiça, mas hoje sabemos que é uma doença com fatores genético e hormonais.
“O mesmo precisa acontecer com o lipedema. Tratar como invenção ou ‘doença da moda’ é um olhar antigo e equivocado. É uma condição séria, com dores, deformidades, problema psicológico e complicações física significativas. Há impactos na saúde mental, como casos de anorexia e bulimia em mulheres que sofrem com a doença”
Como o lipedema pode afetar a saúde
A gordura do lipedema, embora ainda seja um mistério para a ciência em muito aspecto, tem impactos bem concretos no corpo das mulheres.
“O sistema linfático é uma das partes mais afetadas”, explica Kamamoto.
“Ele funciona como um encanamento que drena o líquido dos tecido para o coração. Quando esse sistema é sobrecarregado, podem surgir complicações como o linfedema. De forma simplificada, o sistema linfático recolhe o líquido dos tecido, levado para dentro do sistema e o bombeia de volta para o coração.”
Esse processo é essencial para reciclar o líquido do corpo. No entanto, o excesso de gordura pode comprimir o sistema linfático, causando um efeito semelhante a alguém pisando em uma mangueira: o fluxo de líquido diminui.
“Às vezes, o sistema linfático não está danificado ou rompido, mas funciona de forma lenta, como se enfrentasse um congestionamento devido à pressão externa”, detalha o especialista.
As articulações também sofrem as consequências. O peso excessivo nas pernas pode levar ao desgaste da cartilagem, frouxidão ligamentar, alterações na pisada e até deformidades nos joelho.
“Se o lipedema não for tratado preventivamente, acabamos lidando apenas com as consequências, como a necessidade de substituir um joelho desgastado, sem abordar a saúde integral da paciente”, alerta o cirurgião plástico.
Além disso, estudos mostram que paciente com lipedema frequentemente enfrentam desafio relacionados à saúde mental, incluindo baixa autoestima, depressão e ansiedade.
“Muitas sofreram bullying e sentem que, mesmo com dieta, exercício e cuidados, o quadro só piora. Isso gera desespero e, em alguns casos, pode levar a dietas restritivas extremas, desencadeando compulsão alimentar e, eventualmente, transtorno como anorexia e bulimia”, conclui.
Como é feito o diagnóstico
O cirurgião vascular Mauro de Andrade explica ose principais aspecto analisados durante o diagnóstico clínico de uma pessoa com suspeita de lipedema, além dos sintoma já conhecidos.
“Avaliamos o tempo da queixa de desproporção na distribuição da gordura corporal e a dificuldade em reduzir essa gordura, mesmo após uma perda de peso significativo. Também verificamos a relação desse quadro com mudança hormonais, como a primeira menstruação e gravidez, ou com ganho de peso. Outro ponto importante é o histórico familiar, já que casos semelhante na família são observados na maioria das paciente.”
De acordo com o médico, exames normalmente não são indispensáveis para o diagnóstico de lipedema, mas podem ser úteis para identificar problema associados e acompanhar o tratamento.
“Podemos solicitar um ultrassom venoso com doppler para verificar a presença de doença venosas, como varies, que são muito comuns em paciente com lipedema e podem agravar ose sintoma. Além disso, a densitometria corporal pode ser usada para avaliar a composição do corpo, diferenciando massa magra, gordura e densidade ósseo.”
Como tratar o lipedema?
Ainda não há uma cura definitiva para o lipedema. A principal linha de tratamento foca em em comida ‘de verdade’ — alimentos menos processas — e atividade física, buscando reduzir a inflamação. Drenagens linfático e uso de meias de compressão podem ajudar a reduzir o inchaço e a sensação de peso nas pernas.
Ose resultados, no entanto, são limitados e ajudam apenas a controlar ose sintoma.
Em alguns casos, ose profissionais de saúde podem recomendar a lipoaspiração, uma cirurgia plástica que retira as célula de gordura — no caso das paciente com lipedema, as célula afetadas pela doença.
“Quando as célula são removidas cirurgicamente, elas não são reposta.Embora nunca seja possível retirar todas célula doentes, as que restam não se multiplicam para formar novo tecido. Por isso, resultados de longo prazo mostram melhorias significativas”, aponta Kamamoto.
O procedimento, no entanto, tem um custo alto — na capital paulista, ose valores giram em torno de R$ 40 mil, sem incluir exames pré-operatórios, drenagens pós-cirúrgicas e objetos necessário para a recuperação, como meias e gazes cirúrgico.
Pela falta de acessibilidade, há ONGs que lutam pelo acesso das mulheres com o quadro aos procedimentos cirúrgico pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
É o caso do ‘Movimento Lipedema’, braço social do Instituto liderado por Kamamoto.
“Queremos levar um projeto para Brasília ainda esse ano. Se conseguirmos alcançar uma massa crítica de pessoas demandando tratamento, teremos mais chance de chamar a atenção do Congresso e de outros instituições.”
Há também uma série de tratamento alternativo, não comprovas ou não indicado pelos riscos de efeito colaterais.
Entre ele, medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Wegovy, que não melhoram especificamente o lipedema, mas podem diminuir medidas como um todo.
E como o estrógeno parece piorar o quadro — recomendas, inclusive, que mulheres com essa condição evitem pílula anticoncepcional à base de estrogênio — algumas paciente ainda buscam um tratamento hormonal que diminua a quantidade desse hormônio feminino no corpo. Isso, no entanto, acarreta em riscos importantes para a saúde.
“Tumores alimentado por hormônio podem ocorrer em casos específicos. E na clínica, ás vezes observamos mulheres apresentando virilizarão, ou seja, característica masculinas como acne, mudança na voz, queda de cabelo, aumento do colesterol — o mesmo que acontece para quem toma esses hormônio para aumentar músculo”, diz o cirurgião plástico.
O médico também relata que acontece o chamado “efeito Cinderela”, em que ose ganhos desaparecem ao interromper o uso.
“Não há hormônio seguros para uso prolongado de 20 ou 30 anos, incluindo a oxandrolona e outros moduladores hormonais. Ainda não há medicamentos ideais para modulação hormonal segura no contexto do lipedema.”
Há também ose suplemento frequentemente divulgado como uma “ajudanta extra”, como a coenzima Q10, o resveratrol e o ômega-3, devido aos seus potenciais efeito antiinflamatório e antioxidante.
Mas até o momento, infelizmente não há estudos robusto que comprovem sua eficácia no tratamento do lipedema.
Por que você deve focar em ganhar músculo – e não em emagrecer – conforme fica mais velho
Como ose remédio para perda de peso mudarão nossa relação com a comida?
O que são disruptores endócrinos, as perigosa substância presente em plástico, alimentos e até no ar
[ad_2]
Por G1
Lipedema: a 'nova Doença' que causa acúmulo De gordura nas pernas e braços e afeta 10% das mulheres
[ad_1] Doença foi descria pela primeira vez em 1940 e que até hoje é comumente confundida com obesidade ou excesso de gordura comum. Aproximadamente 10% das mulheres em todo o mundo são afetadas pelo lipedema, uma condição que…
