Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,45 ▲ 8,19% EURO R$ 6,09 ▲ 7,97% BITCOIN R$ 436.226 ▲ 8,60% SEGUNDA-FEIRA, 26/10/2026 11:47
Notícias

Líderes internacionais reconhecem reeleição de Lula e defendem cooperação com Brasil

Governos de diferentes posições políticas parabenizam o presidente, enquanto lideranças progressistas e movimentos sociais comemoram a vitória O post Líderes internacionais reconhecem reeleição de Lula e defendem cooperação com Brasil apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Por Vinicius Francisco

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada neste domingo (25), foi reconhecida por líderes de diferentes países e posições políticas. Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. Desde a divulgação do resultado, presidentes e representantes de governos da América Latina, Europa, Ásia e África parabenizaram o brasileiro e manifestaram interesse em manter ou ampliar a cooperação com o Brasil.

Entre os primeiros a reconhecer o resultado esteve o presidente chileno José Antonio Kast, aliado político da família Bolsonaro. O líder conservador telefonou para Lula, parabenizou-o pela vitória e defendeu a continuidade das relações entre Chile e Brasil, especialmente na economia e no combate ao crime organizado. A ligação ocorreu antes de Flávio Bolsonaro anunciar que tentaria anular o resultado das eleições.

Outros governantes conservadores da América do Sul também reconheceram a vitória. A presidente do Peru, Keiko Fujimori, parabenizou Lula e destacou a importância da cooperação econômica e da proteção da Amazônia, compartilhada pelos dois países. Daniel Noboa, presidente do Equador e integrante da direita latino-americana, afirmou que os países da região enfrentam problemas semelhantes e precisam trabalhar juntos. Os presidentes Santiago Peña, do Paraguai, e Rodrigo Paz, da Bolívia, também manifestaram interesse em manter os acordos e as relações com o Brasil.

Entre os governos progressistas, as mensagens tiveram um tom de comemoração. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, escreveu: “Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil”. No Uruguai, Yamandú Orsi conversou por telefone com Lula e saudou o resultado das urnas. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou a reeleição como histórica. Ex-presidentes latino-americanos também se manifestaram, entre eles Gabriel Boric, do Chile, Evo Morales, da Bolívia, e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina, que comemoraram a vitória brasileira nas redes sociais.

Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que França e Brasil têm muito a construir juntos e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a vitória e destacou a importância da cooperação comercial e do enfrentamento às mudanças climáticas. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também telefonou para Lula. Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro ressaltou os laços históricos entre os dois países, enquanto o governo alemão, chefiado por Friedrich Merz, manifestou interesse em aprofundar as relações econômicas e políticas com o Brasil.

Lula com Ursula von der Leyen e António Costa durante a reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França, em 16 de junho de 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR (arquivo). Licença: CC BY-SA 4.0.

A vitória brasileira também repercutiu entre partidos progressistas europeus. Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista, comemorou o resultado e fez uma comparação com as eleições previstas para novembro em seu país. “O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha”, escreveu. Na França, Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, e a ambientalista Marine Tondelier celebraram a derrota do bolsonarismo. Na Itália, Elly Schlein, líder do Partido Democrático, afirmou que a vitória de Lula mostra que a direita nacionalista pode ser derrotada.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também parabenizou Lula e defendeu a ampliação da parceria entre os dois países. Na África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa afirmou que a reeleição representa uma vitória para o chamado Sul Global, expressão usada principalmente para países da América Latina, da África e da Ásia que buscam maior participação nas decisões políticas e econômicas mundiais. A China reconheceu oficialmente o resultado por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, enquanto o Kremlin, na Rússia, recebeu positivamente a vitória, segundo seu porta-voz, Dmitri Peskov. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro canadense Mark Carney também felicitaram Lula e manifestaram interesse em ampliar a cooperação com o Brasil.

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump ainda não havia formalizado o reconhecimento da reeleição. Nesta segunda-feira (26), a Folha de S.Paulo informou que o governo americano havia adiado a divulgação de um comunicado sobre as eleições brasileiras após Flávio Bolsonaro anunciar que contestaria o resultado na Justiça. Por outro lado, o senador Bernie Sanders comemorou a vitória e destacou a trajetória de Lula na defesa dos trabalhadores e da democracia. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, também publicaram mensagens de apoio.

A reeleição foi comemorada ainda por organizações sociais e sindicais. Nos Estados Unidos, os Socialistas Democráticos da América (DSA) parabenizaram Lula, o PT e os movimentos populares que participaram da campanha. Na Espanha, a central sindical UGT destacou a mobilização dos trabalhadores e da juventude, especialmente nas manifestações de rua e nas redes sociais. A entidade atribuiu parte da virada eleitoral à participação de eleitores que estavam afastados da política.

No Brasil, organizações que apoiaram a reeleição reforçaram a importância de manter a pressão sobre o governo. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) já havia condicionado seu apoio a avanços na demarcação das terras indígenas e na proteção dos territórios. O Greenpeace Brasil destacou a participação popular na campanha. “Esse resultado é a prova de que o poder está com as pessoas quando elas se organizam e lutam”, afirmou a diretora executiva Carolina Pasquali. A organização informou que continuará cobrando medidas de proteção ambiental e ações de enfrentamento às mudanças climáticas.

A Human Rights Watch também se manifestou após a eleição, mas com cobranças. A entidade reconheceu avanços na proteção da Amazônia durante o governo Lula e pediu medidas mais firmes contra a violência policial, que atinge principalmente a população negra, além de ações para enfrentar outras violações de direitos humanos no próximo mandato.

Fonte: Mídia Ninja.

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.