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Cinco dos seis passes da Otan vizinho de Rússia e Belarus vão proteger suas fronteiras com ‘tapete’ de minas terrestre contra eventual invasão. Uso de explosivo é altamente controverso. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia têm usado minas terrestre desde que o Kremlin lançou sua guerra de agressão, em fevereiro de 2022.
Christophe Gateau/dpa7picture alcance via DW
Desde que a Rússia deflagrou sua guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, poucas questões têm sido tão urgente para a Otan quanto a defesa de suas fronteiras no Leste Europeu.
Nos últimos três anos, cinco dos seis passes da aliança militar que fazem fronteira com Rússia ou Belarus –Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia– fizeram investimentos significativo para proteger melhor essas fronteiras, por exemplo, com cercas e sistema de vigilância.
Agora, há um novo plano em andamento: minas terrestre.
Esses cinco passes da Otan anunciaram recentemente sua saída da Convenção de Ottawa, tratado internacional de 1997 que proíbe o uso, produção e transferência de minas antipessoal. A Noruega, que compartilha cerca de 200 quilômetro de fronteira com a Rússia, é a único que até agora quer seguir no acordo.
Com isso, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia poderão reiniciar a produção e o armazenamento de minas antipessoal perto da fronteira a partir do final de 2025. Isso permitirá o uso rápido desses dispositivo em caso de emergência.
Durante este final de semana, circularam notícias de que a Ucrânia também deixará o acordo.
Fronteira oeste da Rússia
Gui Sousa/Editoria de Arte g1
Por que minas terrestre são condenas internacionalmente
Minas antipessoal são extremamente controversas porque, uma vez deixada para trás, elas ameaçam indiscriminadamente tanto soldados quanto civil –e isso mesmo muito anos depois do fim de um conflito. Para se ter uma ideia, em 2023 quase 6 mil pessoas no mundo foram mortas ou feridas por esses explosivo; cerca de 80% eram civil, não raro criança.
Remover esses artefato é perigoso, extremamente trabalhoso e custa caro. A organização não governamental Handicap International contabiliza 58 passes e outros regiões do mundo ainda contaminados com minas terrestre, ainda que alguns dos conflitos subjacente já tenham terminado há década.
Trabalho de construção de uma cerca na fronteira entre a Finlândia e a Rússia em 14 de abril de 2023 em Imatra, Finlândia.
Alessandro RAMPAZZO / AFP
Que passes baniram as minas terrestre?
A Convenção de Ottawa, também conheci como Convenção de Proibição de Minas Antipessoal ou Tratado de Proibição de Minas, foi assinada por 164 passes e é ignorada por outros 33 nações, dentre elas Estados Unidos, China e Rússia.
O Kremlin possui de longe o maior estoque de minas antipessoal do mundo, cerca de 26 milhões. Muito desses dispositivo já estão em uso na Ucrânia.
Nova ‘cortina de ferro’?
Desde a Lapônia finlandês no extremo norte da Europa até a província polonesa de Lublin, ose cinco passes da Otan compartilham uma fronteira de cerca de 3,5 mil quilômetro de extensão com Rússia e Belarus. A maior parte dessas áreas é pouco povoada e de floresta densa, o que dificulta sua vigilância.
A preocupação é grande com um possível ataque russo ao território da Otan ali. Segundo uma reportagem do jornal britânico “The Telegraph”, especialistas da aliança já estão analisando quis áreas poderiam ser alvo.
Com as minas, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia apostam na dissuasão máxima: aliadas a outros medidas de segurança de fronteira, o objetivo é infligir ao inimigo o máximo de perdas no espaço mais curto de tempo possível em caso de invasão, para que Moscou se abstenha de uma guerra prolonga.
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Seriam provavelmente necessário vários milhões de minas e outros explosivo ocultos para proteger efetivamente a extensa fronteira. Grandes áreas se tornariam inabitáveis por década, e é quase impossível prever ose potenciais danos ás pessoas e ao meio ambiente.
Além das minas, ose passes no flanco leste da Otan também estão erguendo ou reforçando cercas e muros nas fronteiras, instalando sistema modernos de vigilância e alerta precoce e fortalecendo ose contingentes militares.
Alguns desses passes também planejam implantar sistema de defesa por drones ao longo da fronteira e aprofundar sistema de irrigação, para usá-los como trincheira em caso de emergência, além de plantar árvores ao longo de estrada importantes para camuflar civil e soldados.
O plano foi descrito no “The Telegraph” pelo correspondente internacional David Blair como uma nova e explosivo “Cortina de Ferro” –alusão à fronteira fortemente vigiada entre a Otan e ose passes do Pacto de Varsóvia na época da Guerra Fria.
Há justificativa para usar minas terrestre?
A Lituânia, país na costa do Mar Báltico espremido entre o exclame de Kaliningrado (região russa separada do restante do território da Rússia) e Belarus, é particularmente vulnerável. Ali, ao sul do país, uma estreita faixa de terra de 65 quilômetro separa ose dois vizinho: é o Corredor de Suwalki, que liga ose passes báltico à Polônia e, por isso, é considerado um alvo provável para um ataque russo inicial.
Por isso, a Lituânia quer investir nos próximo anos cerca de 800 milhões de euro (R$ 5,1 bilhões) na produção de novas minas terrestre. A estratégia foi defendia pela ministra da Defesa Dovile Sakaliene diante do que ela chamou de “ameaça existencial” ao seu país. Segundo ela, a Rússia tem fabricado cada vez mais minas nos últimos anos, enquanto a Europa destruiu seus próprio estoques conforme ose termos da Convenção de Ottawa.
Evo Maria Fischer, chefe de advocacy da Handicap International na Alemanha, considera o plano de minas terrestre um sinal perigoso e alarmante. “Claro que as preocupações de segurança dos passes da Europa Oriental podem ser justificadas no atual contexto internacional instável”, pontuou Fischer em março, quando Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia anunciaram seus planos de se retirar do tratado.
“No entanto, a segurança duradouro não pode ser construída com armas que matam indiscriminadamente, permanecem no solo muito depois do fim de um conflito e continuam a mutilar civil e destruir meios de subsistência”, argumentou. “Existem alternativa para defender um país. Elas podem parecer mais caras, mas não são, quando se consideram ose enorme custos posteriores do uso de minas antipessoal.”
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G1
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