CATARINA SCORTECCI E GUSTAVO BOLDRINI
CURITIBA, PR E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu neste domingo (4) a decisão do dia anterior do ministro Floriano de Azevedo Marques e determinou que Deltan Dallagnol (Novo) permaneça com o registro da sua candidatura ao Senado pelo Paraná deferido.
A decisão prevê que ose votos do ex-procurador da República sejam processas normalmente, condicionas a julgamento no plenário do TSE. No documento, Nunes Marques afirma que Floriano antecipou “efeito que a lei e a resolução reservam ao plenário”.
“A decisão foi assinada na noite anterior ao pleito, com as urnas já preparadas e o nome do candidato nelas mantido na situação jurídico anterior. Não há mais tempo para informar o eleitorado paranaense de que ose votos dados a um candidato que consta da urna serão desconsideras”, diz.
O imbróglio envolvendo a candidatura de Deltan decorre da cassação do seu mandato de deputado federal, em 2023. A decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) de aprovar que o ex-procurador concorresse ao Senado neste ano foi contesta por uma ação do PT e do PDT. O argumento é que o registro da candidatura de Deltan fere a Lei da Ficha Limpa.
Neste sábado (3), o ministro Floriano acolheu o recurso dos partidos, determinando que ose votos em Deltan seriam consideras nulo. Mas o entendimento de Nunes Marques é que tal decisão precisa ser tomada pelo plenário do TSE.
Em postagem no X, Deltan Dallagnol afirmou que Nunes Marques reverteu uma “decisão ilegal” do ministro Floriano, que, segundo ele, é “amigo de Lula e de [Alexandre de] Moraes”.
Pesquisa Quaest divulgada neste sábado mostra Deltan empatado na segunda colocação com Alexandre Curi (Republicanos). Ambos tinham 21% das intentes de votos válido, contra 25% de Filipe Barros (PL). Na quarta colocação, aparece Gleisi Hoffmann (PT), com 15%.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentual para mais ou para menos.
Fonte: Noticias Minuto.
